O grupo de voluntários arrecada agasalhos, roupas, calçados, itens alimentícios e de higiene pessoal através do telefone (22)99857-5522. Divulgação

O casal Elis e Jorge está entre os voluntários que se dedicam aos mais vulneráveis na cidade

Diante da pandemia do coronavírus e frente à chegada do inverno nessa semana, católicos, evangélicos, protestantes e espíritas se unem numa rede de solidariedade, independente de suas religiões, em prol dos moradores em situação de rua e dos que vivem à margem de vulnerabilidade social em Macaé.

Cada um com seu credo e sua religião, mas interligados numa corrente que todos os dias vêm oferecendo refeições e doações de roupas, agasalhos e calçados aos que necessitam. Entre os voluntários, está o casal Elis Barretta e Jorge Barretta que, há quatro anos, vem promovendo ações sociais em prol desse público-alvo.

Segundo Elis, servindo como sede dessas ações sociais, quem passa pela Praça Veríssimo de Melo fica com curiosidade querendo saber do que se trata o movimento, se interessando em como cooperar ou simplesmente querendo saber como funciona.

“Acho muito importante ver essa mobilização das pessoas independente de suas religiões, todos unidos por um bem comum que é o ato de amor ao próximo. Todo esse amor faz com que as bandeiras caiam e, consequentemente, fazendo-nos enxergar o outro como igual a nós”, ressalta Elis.

De acordo com a voluntária, de segunda-feira a sexta-feira, fiéis católicos das paróquias Nossa Senhora de Fátima, Santo Antônio e São João Batista se dividem e oferecem as refeições e, aos finais de semana, os trabalhos voluntários ficam por conta de grupos de outras religiões.

“É essa união que sempre queríamos, sendo algo que mobilizasse a cidade e as pessoas em geral. Esse trabalho não é do casal Elis e Jorge, nem do católico, do espírita ou do evangélico, esse trabalho é do ser humano que sente e se compadece com a dor do outro”, pontua Elis.

Jorge Barretta, voluntário, em ação social na Praça Veríssimo de Melo. Divulgação

Vale lembrar que diferentemente de 2018, onde o poder público mobilizou um abrigo, que funcionou no antigo Clube Ypiranga, de 2019 para cá, os moradores em situação de rua não têm tido um lugar para passar as noites de inverno, o que preocupa ainda mais os voluntários em meio ao cenário pandêmico.

Com o objetivo de mitigar os impactos e os problemas enfrentados pelos vulneráveis, o Centro Pop, situado na Rua José Bruno de Azevedo, número 99, no Centro, e que presta assistência aos moradores em situação de rua, teve seus trabalhos ampliados passando a funcionar no Colégio Municipal Maria Isabel Damasceno Simões todos os dias, também distribuindo refeições e servindo como local para que tomem banhos e lavem suas roupas.
Além disso, o município conta também com a Pousada da Cidadania, localizada na Rua Orlando Tardelli, número 206, no Jardim Bela Vista (antigo Hotel Jardim Bela Vista), entretanto, segundo informações, com a pandemia o espaço segue com as suas atividades apenas para os que já estavam internados e, sendo assim, Macaé segue sem um abrigo que possa acolher a todos.

Elis Barretta, voluntária, em ação social na Praça Veríssimo de Melo. Divulgação

Para saber mais informações sobre as ações sociais, se juntar aos voluntários ou ajudar aos necessitados, por meio de doações de roupas, agasalhos, calçados, itens alimentícios ou de higiene pessoal, basta entrar em contato com a Elis através do telefone (22) 99857-5522.

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