A mãe do bebê Juliana Clara Sá se emociona e comenta o drama que viveu no último domingo após tentativa de sequestro dentro do HPM

Confusão foi registrada dentro da unidade de saúde, após a mãe da criança tentar agredir a suspeita na tarde de último domingo (14)

A direção do Hospital Público Municipal (HPM) de Macaé informou que será aberta uma sindicância para apurar a tentativa de sequestro de um bebê de apenas dois meses dentro do setor de pediatria da unidade, na tarde de último domingo (13). A prefeitura declarou ainda que, diariamente uma média de cinco guardas municipais que atuam no plantão na unidade, com destacamento específico de um agente para o setor da maternidade no horário da visita, além de um policial militar que fica no hospital durante 24 horas.

A confusão foi generalizada no setor, onde a mãe do bebê tentou agredir a suspeita que tentou sequestrar a criança. O vídeo viralizou nas redes sociais, e com isso, os pais, pacientes e funcionários exigem segurança reforçada dentro do HPM, já que não existe nenhum tipo de policiamento ou agente nas portarias, segundo acompanhantes dos pacientes.

Segundo a mãe do bebê, Juliana Clara de Sá, a mulher apontada como suposta sequestradora, estava passeando por dentro do hospital antes das 15h. “Eu percebi algo muito estranho quando a mulher entrou no setor e não havia identificação estampada na camisa dela. O olhar era estranho, e alguns enfermeiros do HPM já haviam falado para as mães tomarem cuidados e não deixar os nossos filhos sozinhos dentro o hospital, pois já havia algo parecido dentro da unidade de saúde”, disse Juliana.

Ela afirma que quando a mulher pegou o filho e tentou sair do hospital, foi quando houve uma briga generalizada na portaria da unidade de saúde. Os agentes de segurança chegaram intervir a agressão e a suspeita quase foi linchada, onde foi detida por um policial militar e guardas municipais, que foi encaminhada para a 123ª Delegacia de Macaé.

O HPM possui câmeras de videomonitoramento tanto interno quanto externo. Nas redes sociais pacientes e até funcionários denunciam o problema de segurança e relatam que qualquer pessoa mesmo sem identificação consegue ter acesso ao interior do hospital. Em uma das postagens, pacientes comentam que portas e fechaduras estão deterioradas e que muitos visitantes são se identificam na recepção e entram sem permissão.

Em nota, a Prefeitura de Macaé informou que, no último domingo, dia 13, a guarda municipal que estava de plantão no horário de visita da maternidade do HPM foi acionada por pacientes que identificaram uma mulher com atitude suspeita no local. Ao conduzir a mulher, populares iniciaram um tentativa de linchamento. No calor do momento, outros guardas e o policial militar que atuam na unidade foram chamados a fim de preservar a integridade física da suspeita.

A mulher foi conduzida para a delegacia onde foi constatado que a mesma sofre de transtornos psicológicos, mediante apresentação de laudos médicos pela família dela. A mesma foi encaminhada ao Pronto Socorro do Aeroporto para atendimento e permanece internada.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Esqueceram de informar pra equipe de reportagem que nenhuma das câmeras funcionam e que não tem funcionários na portaria pra fazer o controle da entrada de pessoas no interior do hospital. Culpa exclusiva da gestão que nunca se preocupou em sanar esses problemas. Por incrível que pareça o chefe do executivo foi também, até recentemente, secretário de saúde e sempre está no hospital mas nada fez pra resolver o problema.

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