Moradores denunciam descarte irregular na Granja dos Cavaleiros

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Desrespeito de parte da população e falta de fiscalização geram transtornos no bairro

A ausência de fiscalização e impunidade, somadas a falta de educação de parte da população, resultam em um dos problemas mais comuns em Macaé: o descarte irregular. Se tornou uma característica comum na cidade o surgimento de pequenos, e até grandes, lixões em terrenos e calçadas da Capital do Petróleo.

Essa semana, o jornal O DEBATE volta a retratar o problema em um lugar onde essa prática, infelizmente, ainda é comum: a Granja dos Cavaleiros.

Moradores e comerciantes denunciam que o desrespeito está longe de acabar no bairro. “A questão da varrição aqui melhorou, mas a gente ainda sofre com a necessidade da retirada dos entulhos. Tem pontos com restos de móveis, materiais de obras, fora o matagal”, diz o comerciante e morador Dirant Ferraz, que já esteve à frente da AMOGRANJA por vários anos.

Uma outra moradora, que pede sigilo do nome, diz que o problema é uma questão cultural. “As pessoas não tem a noção dos transtornos que isso pode causar. Um material desse pode atrair animais, como ratos, baratas e até mesmo o Aedes aegypti, porque são itens que acumulam água da chuva. Quem acaba pagando por isso somos nós. Pode vir limpar que no dia seguinte vai ter sujeira de novo”, diz ela ressaltando que também é preciso o poder público ser mais atuante. “Aqui eu vejo que as pessoas fazem as coisas erradas e não têm consequências. Não tem fiscalização. A gente não sabe para quem denunciar e, se denunciar, se vão vir. É complicado. Se tivesse mais fiscalização, a prefeitura fosse mais rigorosa, talvez isso coibisse os infratores. Até mesmo o serviço de coleta é deficiente em Macaé”, enfatiza.

Além da acessibilidade e da questão estética, os entulhos, assim como o lixo, também são responsáveis pelos alagamentos, já que entopem as entradas das galerias pluviais, impedindo o escoamento da água. Muitos moradores reconhecem que grande parte do problema é proveniente da pouca importância dada pela população à conscientização ambiental e à saúde pública.

Lembrando que, de acordo com a Lei municipal nº 3.371/2010, fica proibido o descarte de lixo doméstico, industrial, hospitalar ou entulhos nos logradouros públicos da cidade. No entanto, o desrespeito acontece de maneira impune, comprometendo a saúde da própria população que vive próximo de tais áreas.

Se você conhece algum local que está sendo utilizado como ponto de descarte irregular, envie as imagens para o jornal O DEBATE através do WhatsAPP: (22) 99609-9064.

Prevenção contra o Aedes aegypti

O cuidado para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti deve ser durante o ano todo, mas é nessa época, quando a incidência de chuvas é maior e as temperaturas estão mais elevadas, que a atenção deve ser redobrada.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a prevenção contra o transmissor da dengue, chikungunya e zika é um dever de todos, tanto do poder público, quanto da população. Para o mosquito não nascer, é preciso evitar ambientes com água parada. O cuidado deve ser dentro e fora de casa.

Os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver cerca de um ano em ambiente seco. Para a larva do mosquito eclodir, é preciso que o ovo entre em contato com a água, mas se o local em que foi depositado não for eliminado, ele ficará ali esperando o momento propício para dar origem a um novo mosquito. Uma chuva fraca, por exemplo, poderá fazer a larva eclodir e trazer o perigo dessas doenças de volta.

Como o mosquito transmissor tem hábitos domésticos – a maior parte dos focos de Aedes aegypti estão dentro das residências -, as ações preventivas de eliminação de focos dependem do empenho de todos. Na prática, isso significa criar e manter uma rotina para impedir que o Aedes aegypti encontre, dentro de sua residência, locais propícios para procriar. Com 10 minutos por semana você poderá fazer isso.

Pode parecer pouco, mas este intervalo é determinado pelo ciclo de vida do mosquito. Como este ciclo leva, do ovo até a fase adulta, cerca de 7 a 10 dias, se a verificação e eliminação dos criadouros forem realizadas uma vez por semana, será possível evitar o nascimento de novos mosquitos.

Então, uma vez por semana, identifique calhas e declives no terreno e ralos que possam estar entupidos. O mesmo vale para a caixa d’água – cheque se está fechada corretamente – e para os recipientes que possam acumular água. E não se esqueça de colocar terra nos pratos dos vasos das plantas ou removê-los, de tampar os vasos sanitários e acondicionar o lixo corretamente.

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