Entre as espécies ameaçadas que podemos encontrar em Macaé, três delas são de tartarugas marinhas - Arquivo O DEBATE (Kanã Manhães)

Conservação de áreas naturais no município, entre elas, o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, que se tornam refúgio para mamíferos, aves, insetos e répteis.

Apesar de ser conhecida como a Capital do Petróleo, Macaé é reduto de diversas espécies da fauna brasileira. Inclusive, algumas delas, entre mamíferos, insetos e répteis, fazem parte da lista de ameaçadas de extinção.

“Além da importância estratégica no cenário nacional, devido a sua relação com a exploração de petróleo, a região também possui uma importância fundamental em se tratando de meio ambiente. Dentre suas riquezas ambientais, o município destaca-se no cenário nacional na conservação de diversos ecossistemas e espécies ameaçadas de extinção. Macaé localiza-se no bioma Mata Atlântica, uma das mais ricas em biodiversidade de todo o país. Neste cenário destacam-se áreas de rica biodiversidade e grande valor ecológico como o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, o Parque municipal natural do Atalaia, a Reserva Biológica União, dentre outros”, explica o analista ambiental do Parque Jurubatiba, Marcos Cezar.

De acordo com o ICMBio, a lista de espécies ameaçadas é dividida em três categorias: Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU).

Macaé abriga as seguintes espécies: Mico-leão-dourado (EN), Borboleta-da-praia (EN), Lagarto-da-cauda-verde (EN), Tartaruga Cabeçuda (EN), Tartaruga Verde (VU), Tartaruga-de-pente (CR) e Toninha (CR).

“Na cidade de Macaé e região ainda encontram-se espécies silvestres ameaçadas de extinção, que já não ocorrem amplamente e correm o risco de desaparecer. Estas espécies encontram aqui um abrigo e estão protegidas”, ressalta Marcos.

O analista ambiental destaca que Macaé também tem uma importância fundamental para diversas espécies de aves migratórias, que fogem do frio no Hemisfério Norte. “Muitas delas, quando estão indo ou voltando do Sul do Brasil e Argentina, utilizam a nossa região como local de alimentação, repouso e até mesmo para reprodução”, conta.

Entre as espécies já registradas pelo ICMBio estão: maçarico-grande-da-perna-amarela (Tringa melanoleuca), baituruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola), baituruçu (Pluvialis dominica), maçarico-pequeno-da-perna-amarela (Tringa flavipes), maçarico-branco (Calidris alba), maçarico-de-sobre-branco (Calidris fuscicollis), vira-pedras (Arenaria interpres), maçarico-de-peito-vermelho (Calidris canutus) e batuíra-de-bando (Charadrius semipalmatus).

“Um dos trabalhos que o ICMBio realiza na região, através do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE) em parceria com a equipe do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, é a captura de algumas aves migratórias, que são marcadas com anilhas metálicas e bandeirolas, de forma a facilitar o estudo de seus hábitos e rotas migratórias”, revela Marcos.

Caso alguma pessoa encontre uma dessas aves marcadas, ela pode entrar em contato com o ICMBio Jurubatiba, através do e-mail: parnajurubatiba@icmbio.gov.br.

Entenda a classificação de risco

Os animais que sofreram uma redução significativa na sua população são classificados como os “criticamente em perigo”. Essas espécies são encontradas em algumas áreas e a destruição dessas áreas coloca em risco a existência desses animais.

Já na classificação “em perigo”, os animais enfrentam um alto risco de extinção, mas ao contrário dos “criticamente em perigo”, a situação dessas espécies não é tão crítica.

A última categoria, talvez a menos alarmante, a “vulnerável”, as espécies estão em risco devido à destruição dos seus habitats e a caça predatória.

Entre os vetores de risco estão: perda e fragmentação de habitat para expansão agrícola e urbana, grandes empreendimentos e assentamentos; degradação de habitat através da poluição industrial, urbana e queimadas; captura direta e mortalidade indireta; espécies invasoras e uso não sustentável do habitat (turismo desordenado e extração vegetal).

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