Socorro ao Meio Ambiente

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Rio Macaé

Nos idos de 2012, a concretização da Parceria Pública Privada (PPP) do Esgoto deu a Macaé a garantia e a esperança de corrigir uma das maiores distorções geradas pelo progresso offshore, estabelecendo também uma relação direta entre o cotidiano da sociedade e as riquezas provenientes dos royalties e da Participação Especial do petróleo.

Algo inovador, a formatação de um sistema de investimentos, que dividia recursos públicos e a expertise de empresa especializada no setor, projetou para Macaé cinco anos de saneamento total da cidade, excluindo a área serrana do município.

No entanto, passado o prazo inicial, hoje o município representa o quanto impasses políticos, a falta de planejamento financeiro e os impactos da crise, são nocivos especialmente ao Meio Ambiente. E nem mesmo a data dedicada a reconhecer a importância mundial do ecossistema, ajuda a explicar como Macaé volta à estaca zero, na realização de políticas públicas de proteção aos recursos naturais não renováveis.

Desde 2016, nem um real é investido na expansão dos sistemas de captação de esgoto produzido por imóveis residenciais e empresariais, um déficit que se acumula de forma expressiva, mediante ao crescimento urbano da cidade, continuado em pleno ano da crise.
E quem, no passado, sonhou em vislumbrar as águas do Canal Macaé-Campos limpas e transparentes, já se acostuma a conviver com um “valão” de águas negras, nocivo a qualquer forma de vida que tenta sobreviver à poluição e ao descaso.

O mesmo ocorre com o Rio Macaé, que consegue sobreviver diante da sua exuberância, apesar das toneladas de materiais e dejetos lançados in natura todos os dias, de todas as áreas da cidade que ainda aguardam as intervenções da antiga Odebrecht, hoje BRK Ambiental.

Tratar de saneamento é tratar de saúde, algo que também falta no município, não pela falta de condições orçamentárias, mas por erros de gestão que ainda tentam ser solucionados pelo governo em atuação na cidade.

Sem prazo para que as obras retornem, a sociedade espera com urgência a renovação do prazo para a meta da Macaé 100% saneada, algo não impossível, mas necessário ao município que tenta se reerguer, depois de sucessivas crises.

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