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Situação continua a mesma no Jardim Guanabara

Cerca de cinco meses desde a última visita nada foi feito para amenizar os transtornos dos moradores

Em 05/02/2018 às 15h35


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Sem limpeza, terrenos acabam virando criadouro de ratos e cobras


Ruas tranquilas, pavimentadas, limpas e arborizadas, com belas residências, áreas de lazer para toda a população. Na teoria isso seria o cenário que deveria ser encontrado em toda a cidade, principalmente nos bairros nobres. No entanto, quando se trata do Jardim Guanabara, essa situação parece mais um sonho difícil de se tornar realidade.

Um dos endereços mais valorizados da cidade, essa semana o BAIRROS EM DEBATE visitou novamente o local, que fica situado às margens da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106). A proximidade com as praias do Pecado e dos Cavaleiros e também do Polo Offshore e da Área Industrial, tanto de Macaé, quanto de Rio das Ostras, fez com que esse local se valorizasse cada vez mais.

Mas apesar do ponto privilegiado, essa área residencial lida no seu cotidiano com problemas como qualquer outro bairro da cidade. Ao longo dos últimos anos, o Jardim Guanabara tem sofrido uma forte expansão imobiliária. 
Pelo que a nossa equipe pôde ver de perto, desde a última visita em setembro de 2017 pouca coisa mudou. Algumas, inclusive, para pior, conforme relatam alguns moradores. As pendências continuam gerando muitas reclamações. Entre as reivindicações estão: a limpeza, a falta de áreas de lazer e ruas sem pavimentação. 


Capina também é solicitada

Assim como acontece em vários bairros em Macaé, quando se trata da falta de capina, o Jardim Guanabara também entra na lista. Seja em terrenos particulares, onde é responsabilidade do proprietário manter a limpeza, quanto em áreas públicas, onde o serviço deve ser executado pela prefeitura, é possível ver que o mato já ultrapassa mais de dois metros de altura.

Sem limpeza, terrenos acabam virando criadouro de ratos e cobras


"Há anos a gente escuta que isso aqui será transformado em uma praça, mas o que podemos ver é qualquer coisa menos uma área de lazer. O matagal está tomando conta, que nem dá mais para ver direito do outro lado. Nem mesmo a limpeza a prefeitura faz. Além do risco de virar ambiente para ratos e cobras, o nosso receio é com a segurança porque qualquer pessoa pode se esconder ali. A gente que mora no entorno fica com medo", diz uma moradora que pede sigilo do nome.

Na Rua Jocilea Basílio, a moradora Raquel conta que há cerca de dois meses apareceu uma jiboia no terreno. "Como não limpam, isso está virando criadouro. A prefeitura nada faz por nós aqui", lamenta.

Ruas sem pavimentação

A maioria das ruas do bairro é de paralelepípedos e, em algumas delas, a nossa equipe encontrou desníveis. Em vários pontos, buracos profundos e bueiros sem tampas se tornam uma ameaça para os condutores e pedestres. 
Mas se nesses pontos a situação é crítica, onde não tem pavimentação a situação é ainda pior. Algumas ruas do bairro ainda são de barro, o que torna a acessibilidade dos moradores bem mais complicada. 

Em dias de chuva o acesso é limitado em alguns trechos do bairro


Em algumas delas, o acesso de carro é praticamente impossível em dias de chuva. A nossa equipe chegou a ter dificuldades para transitar em alguns trechos. 

Depois de tanto reivindicar, algumas dessas ruas começaram a ser pavimentadas no ano passado, mas até hoje apenas o meio-fio foi feito e jogado pó de brita. 

Na Rua Jocilea Basílio nem mesmo medidas paliativas foram feitas. "Aqui o acesso está realmente ruim. Deve ser porque é uma rua pequena, aí eles não dão atenção. Quando chove a lama atrapalha a entrada e saída dos moradores", relata Raquel. 


Sem área de lazer, crianças brincam na rua

Abandono retrata realidade de terreno onde deveria existir praça


As praças são geralmente um ponto de encontro de moradores do bairro, sendo a principal opção de lazer para as crianças. Mas o Jardim Guanabara não possui nenhuma área de lazer, sendo a mais próxima no Mirante da Lagoa. 

"Quando se trata de lazer, temos 0%. Nem campinho temos. Meu filho tem que ir para o bairro vizinho para jogar bola", lamenta Raquel. "O nosso bairro tem tudo para ser modelo. É um lugar bom, só que não conta com serviços básicos", explica.


Iluminação precisa melhorar

Com a violência cada vez maior, a sensação de insegurança toma conta da população. No Jardim Guanabara a baixa iluminação, ou até mesmo a falta dela, tem preocupado quem vive ali. "Não temos policiamento ostensivo. Dependemos de segurança privada, mas nem todos podem pagar. E mesmo assim ficamos com medo de entrar e sair de casa à noite. Não temos braço de luz, ou seja, fica um breu. Para amenizar, o proprietário da casa colocou dois holofotes para evitar incidentes. Tenho receio de chegar à noite em casa e colocar o carro na garagem, por conta da escuridão", conta Raquel. 

Moradores pedem reforço na Rua Jocilea Basílio



No ano passado a Coordenadoria de Iluminação Pública, ligada à secretaria Adjunta de Serviços Públicos, disse que tinha feito uma visita ao local, para analisar a situação e realizar os reparos necessários. "Se vieram não vimos. E de nada valeu pois nada foi feito", diz a moradora.


Respostas da prefeitura

Quanto as demandas de buracos e pavimentação, a prefeitura informou que a demanda foi passada para a secretaria de Infraestrutura. O órgão também informou que irá ao local realizar as ações necessárias para o problema da limpeza. Vale ressaltar que as ações no bairro estão sendo seguidas de acordo com o cronograma. 

A prefeitura ressalta que, em caso de terreno privado, a responsabilidade é do proprietário. Solicitações e reclamações devem ser realizadas pelo telefone (22) 2796-1235, ou pela Ouvidoria do município, por meio do site da prefeitura, no link intitulado Ouvidoria Geral. O contato também pode ser feito por telefone, no número 162 (ligação local e gratuita) ou no (22) 2772-6333. O atendimento ainda pode acontecer pessoalmente, na sede da Ouvidoria, que funciona no Centro Administrativo Luiz Osório, Av. Presidente Sodré, 466, primeiro andar.

A secretaria também irá fazer um estudo para verificar a possibilidade de intervenções no local onde deveria existir uma praça. 
Já a iluminação na Rua Jocilea Basílio, uma equipe da Coordenadoria de Iluminação Pública irá ao local para verificar qual procedimento será adotado para solucionar a demanda. O trabalho de iluminação pública é contínuo no município, que conta com 28 mil pontos de iluminação pública. Paralelo à manutenção, a coordenadoria atende por meio do Disque Luz, pelo 156.

O Disque Luz funciona de segunda a sexta-feira, de 9h às 20h. A ligação é gratuita quando realizada de um telefone fixo. Também está disponível o número (22) 99979-5226, que funciona como atendimento de demandas via WhatsApp.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: bairros em debate


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