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Projetos sociais do Nupem / UFRJ mudam rotina de crianças e jovens

De acordo com professores e pesquisadores da universidade, as atividades voltadas à comunidade irão continuar mesmo sem verbas da Faperj

Em 16/05/2016 às 10h46


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A Escola de Futebol na instituição, por exemplo, conta com uma média de 90 crianças matriculadas  

Quando existem pessoas dispostas a fazer o 'bem sem olhar a quem', as coisas acontecem. No município, profissionais do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira dão exemplo de amor, solidariedade e carinho ao próximo, em especial aos menos favorecidos, e por meio de projetos voltados à comunidade eles abrem as portas da universidade para os munícipes independente de sua cor, raça, religião e grau escolaridade. 

Uma iniciativa que vem contribuindo com o presente e futuro de crianças e jovens que antes tinham as ruas como principais opções de lazer. Atualmente, por meio do Projeto "Esporte com Ciência", os jovens do bairro contam com diversas oficinas gratuitas. 

O projeto é coordenado pelo professor voluntário de Educação Física e Coordenador de Ações Culturais, Sociais e Esportivas da Associação de Moradores do bairro São José do Barreto, Renato Cabral com apoio da coordenação dos projetos de extensão da universidade, sob a supervisão do professor Jorge Moraes. 

A iniciativa é uma ramificação de um projeto apoiado pela FAPERJ, e visa a descoberta de jovens talentosos dentro da rede pública de ensino. De acordo com o professor Jorge Moraes, a ideia é que os jovens das comunidades saiam da escola e passem o maior tempo possível na universidade desenvolvendo atividades científicas, como o curso "Verdades e mitos sobre o mosquito da dengue Aedes aegypti", além das esportivas, como futebol, ballet, capoeira angola e, agora, o jiu-jítsu. 

De acordo com balanço apresentado pelos coordenadores do Projeto, desde que teve início, o índice de alunos aprovados nas unidades de ensino aumentou 80%, além disso, não têm ocorrido mais casos de desistência e a evasão escolar caiu para 5%. 

A frequência escolar é um dos pré-requisitos para os alunos interessados participarem do projeto. 
O projeto teve início em 8 de janeiro de 2013 por meio de uma parceria que começou com a Associação de Moradores do bairro presidida pelo atual vereador Teco Comunidade. "Temos no bairro uma universidade parceira da população. A UFRJ está presente no bairro por meio do Nupem e de portas abertas à comunidade", disse o professor Renato. 
A idade mínima sugerida para o início da prática seria de 6 a 7 anos, sendo que a instituição está recebendo crianças e jovens entre 7 e 18 anos.

Ainda de acordo com informações de pesquisadores, o Nupem e a UFRJ visam, além do ensino, a pesquisa e extensão de um estreitamento maior com a comunidade e para fazer isso, entre as ações realizadas, está o projeto que visa a descoberta de jovens cientistas, com a finalidade de colocar os alunos da rede pública dentro da universidade incentivando-os ao gosto pelos estudos, uma iniciativa que vem dando certo, mas que corre o risco de acabar. 

O professor, cientista e um dos grandes responsáveis pela chegada do Nupem / UFRJ na cidade, Francisco Esteves fala da importância da instituição e os trabalhos realizados em prol da sociedade. "As atividades promovidas pelo Nupem / UFRJ vão ao encontro da nossa missão de levar aos munícipes o conhecimento gerado pela instituição. Toda a comunidade do entorno está sendo beneficiada com os projetos oferecidos. È importante ressaltar ainda que o Nupem está de portas abertas não só para alunos que fazem parte dos  projetos sociais, mas para todos os interessados em conhecer nossa estrutura", ressaltou Esteves.

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: educação


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