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Nupem: Projetos voltados para a comunidade podem acabar

Atualmente, o projeto "Esporte com Ciência", é um dos que vem sendo realizado na instituição e que oferece aulas gratuitas de Jiu-Jítsu

Em 09/05/2016 às 11h14


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De acordo com pesquisadores, oficinas de futebol, jiu-jítsu, balé, entre outras podem estar por um fio na instituição po De acordo com pesquisadores, oficinas de futebol, jiu-jítsu, balé, entre outras podem estar por um fio na instituição po
Na edição do último domingo (1º), o Jornal O Debate publicou uma reportagem sobre a crise na educação pública superior. Na ocasião, os acadêmicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira / Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem) apontaram uma série de desafios que estão enfrentando para dar continuidade a pesquisas realizadas no município devido ao corte de verbas.   

Nesta edição, os docentes da universidade destacam que todo corte no orçamento pode refletir também na comunidade. Pois projetos de pesquisas e extensão voltados para a população, em especial aos estudantes e crianças podem estar por um fio. 

"O Nupem e a UFRJ visam, além do ensino, a pesquisa e extensão um estreitamento maior com a comunidade e para fazer isso, entre as ações realizadas, está o projeto que visa a descoberta de jovens cientistas, com a finalidade de colocar os alunos da rede pública dentro da universidade incentivando-os ao gosto pelos estudos, uma iniciativa que vem dando certo, mas que corre o risco de acabar", disseram os docentes. 

Entre as atividades oferecidas por meio do Projeto estão atividades esportivas, como futebol, judô, a dança como o balé e de pesquisas, por meio de microscópio, onde os alunos estudam sobre o mosquito Aedes aegypti e outros. 

Atualmente, o projeto "Esporte com Ciência", é um dos que vem sendo realizado na instituição e que oferece aulas gratuitas de Jiu-Jítsu. A iniciativa tem como objetivo aproximar, através do jiu-jítsu, as crianças e jovens do bairro São José do Barreto, da universidade e da educação. As atividades tiveram início em 8 de janeiro deste ano, e estão abertas a todos os interessados em participar. 

De acordo com o professor e Diretor Adjunto de Assuntos Comunitários do NUPEM, Jorge Moraes, a idade mínima sugerida para o início da prática seria de 6 a 7 anos, sendo que a instituição está recebendo crianças e jovens entre 7 e 18 anos.

Jorge explica que o "Esporte com Ciência" é uma ramificação de um projeto apoiado pela FAPERJ, e que visa a descoberta de jovens talentosos dentro da rede pública de ensino, como muitos dos alunos das Escolas do bairro Barreto já faziam o futebol na instituição. Ainda segundo o professor, a ideia do projeto é que os jovens das comunidades saiam da escola e passem o maior tempo possível na universidade desenvolvendo atividades científicas como o curso "Verdades e mitos sobre o mosquito da dengue Aedes aegypti", além das esportivas, como futebol, ballet, capoeira angola e, agora, o jiu-jítsu. 

"São iniciativas que nos leva a nos aproximar mais da comunidade e trazer os alunos para o espaço acadêmico, mas que estão a um fio de acabar pela falta de investimento. A gente se esforçou, criou uma estrutura, adquiriu bolas e outros equipamentos. Realizamos atividades também em laboratórios e já temos ex-alunos de projetos que hoje atuam como voluntários aqui na instituição. Pra gente isso é muito importante. O tempo que eles levam aqui dentro eles acabam despertando o interesse por pesquisas. A ciência não é um bicho de sete cabeças e a gente busca passar isso. Eles precisam ter essa oportunidade agora", disse o professor Jorge. 

O docente destaca ainda que desde que teve início o projeto com os alunos do entorno do Nupem, o índice de alunos aprovados nas unidades de ensino aumentou 80%, além disso, não tem ocorrido mais casos de desistência e a evasão escolar caiu para 5%. 

"Uma de nossas exigências para o aluno participar das atividades que oferecemos é a frequência escolar e com isso, a participação deles na escola tem sido cada vez mais significativa. Nos últimos quatro anos, nenhum aluno que participou dos projetos aqui conosco se envolveu com o tráfico de drogas. Sem contar que a gente cria uma parceria de amizade com eles. Hoje temos alunos da rede municipal que frequentam os laboratórios do Nupem", lembra o pesquisador. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: educação


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