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Nupem / UFRJ busca apoio para realizar pesquisas sobre a Dengue

Desde 2010, por meio do Laboratório de Bioquímica, profissionais buscam moléculas e formas de controle para o mosquito da dengue

Em 25/01/2016 às 11h27


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Atualmente diversas pesquisas são realizadas por profissionais com foco no combate ao mosquito Atualmente diversas pesquisas são realizadas por profissionais com foco no combate ao mosquito
 

 


O Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira, vem buscando parcerias junto aos órgãos públicos municipais para dar continuidade às pesquisas pioneiras que são realizadas no município sobre o vetor do vírus da dengue, chikungunya e do zika.

A atividade é realizada por profissionais no Laboratório Integrado de Bioquímica Hatisaburo Masuda  (LIBHM), na sede do Nupem. De acordo com informações recentes do Professor e diretor do Nupem, Rodrigo Nunes da Fonseca, a instituição tem buscado parcerias institucionais com órgãos da prefeitura, como o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em projetos que tenham interesse do município para o controle do vetor.

Segundo o profissional, a Agente de Controle de Endemias, Alessandra Alvarenga, aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação da UFRJ, tem realizado nos laboratórios do NUPEM bioensaios, isto é, testes para saber se as substâncias utilizadas no município no controle do Aedes são eficazes, ou se a população dos mosquitos de Macaé são resistentes aos compostos utilizados. "Por meio dessas pesquisas, conseguimos dados sobre o vetor, que estão disponíveis à população macaense. E é importante que todos saibam e tenham consciência que podem ajudar no combate. Para o NUPEM é fundamental termos funcionários da Prefeitura de Macaé pesquisando assuntos de interesse para o município. Ao final do mestrado da aluna teremos um melhor cenário sobre a dengue no município", disse Rodrigo. ?

O docente pontua também que pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) têm feito um excelente trabalho de divulgação sobre como combater a reprodução do mosquito. Para evitar o Aedes, é importante não deixar qualquer recipiente com água parada, além de tapar piscinas e caixas d´água. Os profissionais pesquisadores já demonstraram que apenas 10 minutos por semana são suficientes para não deixar os focos de mosquito proliferarem nas residências e afastar o zika e a dengue", disse o professor. As pesquisas vêm sendo realizadas por profissionais na instituição desde 2010.  

O Laboratório é coordenado pelo Prof. Jorge Luiz da Cunha Moraes, e vem recebendo recursos da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e do Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNPq), através do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular, para buscar alternativas ao controle do mosquito da dengue.  

Dentre os projetos desenvolvidos no LIBHM, pode-se destacar a pesquisa coordenada pelo professor Jorge Moraes e pela pós-doutora Helga Gomes sobre a busca por inibidores do ciclo e proliferação celular. Os profissionais lembram que as enzimas-chave envolvidas nesses mecanismos tornam-se cada vez mais atrativas em pesquisas com vetores de doenças pela possibilidade de interferência na biologia reprodutiva do mosquito.

Já a aluna Daniele Santos, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Química Biológica da UFRJ Rio de Janeiro, vem demonstrando em sua tese que inibidores do ciclo celular são capazes de matar larvas do mosquito. "Nessa perspectiva, os profissionais destacam que a principal forma de controle da dengue tem sido sobre seu vetor. "Assim, estudos que acrescentem informações inéditas sobre a biologia do mosquito Aedes aegypti, aliados à busca de novos compostos que viabilizem a inibição seletiva de proteínas-alvos, como as enzimas envolvidas no ciclo celular, são essenciais para maximizar formas de controle e a consequente redução de casos de uma doença negligenciada e que possui um alto impacto na saúde pública brasileira", ressaltam os profissionais.

Ainda segundo os docentes, outro foco importante no laboratório é o estudo de moléculas extraídas de algas marinhas, as ditas moléculas "ecologicamente amigas", que apresentam potencial larvicida contra o mosquito vetor. O ex-aluno de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Produtos Bioativos, Orlando Salvador Neto, mostrou em sua dissertação de mestrado que moléculas extraídas de algas marinhas apresentam uma promissora atividade larvicida e podem ser aliadas no controle da fase larval do vetor. "O uso de moléculas chamadas "ecologicamente amigas" é considerado uma excelente alternativa por não oferecer riscos a outros insetos e animais, além de não oferecer riscos àqueles que, futuramente, venham usá-las no combate", explicam.

Outra pesquisa realizada pelo NUPEM é o trabalho do aluno de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Produtos Bioativos, João Paulo Albuquerque, que visa entender como o embrião do mosquito se desenvolve e consegue virar uma larva, mesmo ficando em um ambiente seco por um ano. "É por isso que, após um período grande de seca, quando chove pode-se prever quando teremos muitos mosquitos pela cidade", explica o coordenador do projeto, Professor Rodrigo Nunes da Fonseca. Ele acrescenta que embora existam larvicidas compostos que atuam sobre as larvas, e contra os adultos compostos, contra o ovo são mais difíceis de serem obtidos. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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