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Nupem lança Carta da Água e se coloca à disposição da sociedade

Evento realizado na manhã de ontem (20) contou com a participação de autoridades acadêmicas, municipais e sociedade civil

Em 21/03/2015 às 21h44


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O professor Francisco ressaltou que o fundamental para combate à crise da água doce é a preservação O professor Francisco ressaltou que o fundamental para combate à crise da água doce é a preservação
O Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem) realizou na manhã de ontem (20) o lançamento da Carta da Água de Macaé. O documento intitulado "Contribuição do Nupem / UFRJ para a Governança dos Recursos Hídricos do Município de Macaé" visa propor medidas para preservar a quantidade e qualidade e uso sustentável dos recursos hídricos na cidade e foi elaborado por cientistas da UFRJ/Macaé com base nos dados das pesquisas que vêm sendo realizadas há cerca de 30 anos pelos profissionais da instituição. 

O evento de lançamento contou com a participação de autoridades municipais, da universidade e sociedade civil, entre eles o diretor do Nupem, professor Rodrigo Nunes, o vice-diretor, o professor Francisco Esteves, o presidente da Funemac, Dr Gleison Marinho, o subchefe do Parque Jurubatiba Marcos César do Santos, o secretário de Ambiente, Gerson Lucas Martins, a diretora da UFRJ, a professora Arlene Gaspar, além de outros pesquisadores do Nupem / UFRJ como o professor Mauricio Molissani, Rodrigo Lemes, Ana Petry, Jackson Menezes, presidentes de associação de moradores, estudantes e outros. 

"Esse é um dia marcante na história da UFRJ que veio para o município com a missão de alicerçar no norte fluminense, a pesquisa, ensino e extensão, e hoje estamos aqui para dar mais essa contribuição para Macaé com o que chamamos de Carta da Água do município", disse o professor e diretor do Nupem Rodrigo Nunes. 
 
A seguir foi a vez do professor Francisco Esteves que, em meio à emoção, falou um pouco sobre sua trajetória na instituição, assim como de colegas que, junto com ele, deram vida ao Campus e ajudaram a criar sua história. "Vamos hoje fazer uma apresentação baseada em inúmeras pesquisas realizadas por nós ao longo desses anos, época em que já tínhamos uma preocupação com relação à segurança dos recursos hídricos de Macaé, preocupação essa que não surgiu hoje ou ontem, mas desde que iniciamos nossas pesquisas aqui, ainda na década de 80. E com base na carta elaborada por nós, a ideia é buscar parceria com a sociedade para juntos trilharmos uma estrada complicada, cheia de barrancos com base na questão da água no município, visando avaliar a qualidade e quantidade desse importante recurso hídrico", disse. 

Com base na atual crise hídrica, Esteves fez ainda uma reflexão sobre as demais crises já existentes no país. "Em 1900 tivemos a crise de doenças, que teve como solução a criação de antibióticos. Já em 1920, a crise da fome, combatida com a criação de defensivos agrícolas e adubos químicos. Em 1970 foi a vez da crise da energia (ocorrida devido a escassez de petróleo), e a saída foi a energia solar, eólica e das marés e o bicombustível. A partir de 2000, começamos a passar pela crise da água doce, um bem fundamental à vida e que não conta com substituto. A única saída é a preservação, uso racional e recuperação dos recursos hídricos. Atualmente, observamos em Macaé um índice cada vez maior de aterros em locais, por exemplo, que antes eram lagoas, piscinas naturais e que hoje deram lugar às construções", lembrou. 

No decorrer do evento, os professores Mauricio Molissani, Jackson Menezes, Ana Cristina Petry falaram um pouco sobre as pesquisas realizadas nos estuários do Rio Macaé. Já o professor Rafael Nogueira pontua a importância da prática de educação ambiental no município, ressaltando a importância de criação de projetos nessa linha. 

Ao término do encontro, Francisco Esteves citou algumas ações que o Nupem / UFRJ pode disponibilizar à sociedade macaense em curto prazo. Entre elas, o oferecimento de cursos de capacitação, no contexto de uma visão sistêmica e interdisciplinar dos recursos hídricos, para profissionais da Prefeitura de Macaé, oferecimento de curso de educação ambiental em todos os níveis focando os diferentes ecossistemas do município, em especial os aquáticos, apoio técnico para a elaboração de propostas para a criação de novas unidades de conservação no município. No total são 14 ações. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino


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