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Brasil Offshore vira estratégia para enfrentar crise do petróleo

Prefeito, Dr. Aluízio, ressalta que a feira será uma ferramenta importante para enfrentar a crise no setor

Em 20/03/2015 às 12h29


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O prefeito, Dr. Aluízio, apresentou na manhã desta quinta-feira (19), as novidades para a edição de 2015 O prefeito, Dr. Aluízio, apresentou na manhã desta quinta-feira (19), as novidades para a edição de 2015
Entre os dias 23 e 26 de junho deste ano, Macaé irá sediar a 8ª edição da "Brasil Offshore - Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás", terceira maior do mundo nesse segmento. Na manhã de ontem (19), o prefeito, Dr. Aluízio, junto à organização do evento, realizou uma reunião com a imprensa e alguns empresários para apresentar as novidades para esse ano.

Em seu pronunciamento, o prefeito ressaltou a crise atual, que tem provocado a desaceleração do setor de óleo e gás, e também afirmou que a expectativa para a feira é positiva. "Macaé acredita no sucesso desse evento. Lógico que é um momento de reflexão, mas fundamental, pois só se enfrenta uma crise com muito trabalho. Penso que a Brasil Offshore é importante, não só para a cidade, mas para o Estado do Rio de Janeiro e para o país. Ela é um representativo da indústria local. Hoje esse setor é responsável por 90 mil vagas de emprego no município. Podemos dizer que será um evento para fazer negócios e, acima de tudo, atender a expectativa da cidade", ressaltou Dr. Aluízio.

Um dos destaques é a reforma do Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, que está recebendo obras de melhorias. Na última edição, esse foi um dos pontos criticados pelos expositores e visitantes. No local está sendo refeita toda a infraestrutura, como a troca da parte elétrica e hidráulica. Para isso, o município está investindo cerca de R$14 milhões. "Quem esteve aqui em 2013 e vier agora a Macaé vai encontrar uma cidade diferente", conta Aluízio. 

Essa semana, em entrevista para o jornal O DEBATE, secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Vandré Guimarães, explicou que a expectativa é "de um retorno de R$ 53 milhões nos quatro dias de evento". 

O  Diretor de Energia da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Igor Tavares, falou sobre a perspectiva para essa edição. Serão 800 expositores; 53 mil visitantes (15% a mais do que a última feira) vindos de 38 países; 45 mil m² de espaço, sendo 5 mil m² reservados por empresas internacionais (Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Finlândia, China, Coreia do Sul, Polônia, entre outros). A feira também irá criar 18 mil empregos diretos e indiretos.

"Ao contrário do que muita gente pensa, a feira não está diminuindo, mas sim sofrendo um aumento na demanda. Já temos cerca de 90% dos estandes vendidos. Diante do período que estamos passando, a Brasil Offshore passa a ser importante para o setor petrolífero. Trabalhamos em parceria com a prefeitura para solucionar pequenos problemas que foram relatados na última edição. E isso ficará visível para quem comparecer. Estamos oferecendo serviços novos, melhorando várias questões, como, por exemplo, a acessibilidade e o estacionamento", disse.

Para atrair o público, a programação está ainda mais completa esse ano. Um dos sucessos da edição anterior, a Rodada de Negócios da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) estará de volta. Entre as novidades estão o Prêmio Plus e o Espaço do Conhecimento. A feira também terá uma Conferência Técnica com Marcelo Batalha, além de palestras, workshops, entre outros. 

Investimentos para o município 

Ainda durante a reunião, Dr. Aluízio informou que os investimentos que vêm sendo realizados irão contemplar todo o município. Ele citou algumas melhorias que estão sendo feitas. Entre os destaques estão mobilidade urbana (duplicação da RJ-106, Estrada Norte-Sul, Estada Santa Tereza), a inauguração do novo Mercado de Peixes, o novo porto (que está em fase de licitação) e a ampliação do Hospital Público de Macaé (HPM). 

"Estamos trabalhando cada vez mais para que Macaé atraia a indústria do petróleo. Essas empresas vão ficar onde há melhor infraestrutura. E como o município ainda depende disso, estamos investindo cada vez mais. Acima de tudo, é importante oferecer qualidade de vida para a população. A crise que estamos enfrentando, que é passageira, não atinge apenas a indústria, mas também aquele que tem um pequeno negócio da cidade", pontuou. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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