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Brasil Offshore 2015 pretende gerar R$ 1 bilhão em negócios

Oitava edição da terceira maior feira do petróleo no mundo acontecerá em momento de oscilação do mercado internacional

Em 17/01/2015 às 09h59


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Marca da pujança econômica registrada no momento do ápice da produção das reservas brasileiras de óleo bruto e gás natural, e da fase de maior valorização do barril do petróleo no marcado internacional, a Brasil Offshore chega à sua oitava edição com o compromisso ainda mais expressivo: o de reerguer o ânimo das principais empresas nacionais e internacionais que garantem a execução de todas as atividades que acontecem na Bacia de Campos. E a previsão de gerar cerca de R$ 1 bilhão em negócios representa o otimismo da organização da feira, que se mantém como um dos três principais eventos do petróleo no mundo.

Referência de crescimento do setor que promoveu a transformação econômica e social de Macaé nos últimos quarenta anos, a Brasil Offshore acontecerá em 2015 no momento em que a indústria busca registrar o início da recuperação do mercado interno do petróleo, baseado principalmente nas expectativas de operações do pré-sal.

"Mundialmente, o setor do petróleo sofre a variação causada pela queda do preço do barril do petróleo. Porém, não podemos desanimar. Acredito que novos negócios irão acontecer durante a Brasil Offshore, que é um marco para o segmento do petróleo, não só em Macaé, mas também para o país", analisou o secretário-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviço do Petróleo (Abespetro), Gilson Coelho. A instituição garante apoio institucional do evento.

Apesar das previsões de redução de investimentos no setor, em função da queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional, as expectativas relativas ao crescimento da produção de óleo bruto e de gás natural no país fortalecem as estimativas de negócios que devem ser consolidados na Brasil Offshore.

"Acreditamos, sim, que a feira vai dar um bom resultado. O preço do barril do petróleo ainda vai mexer no mercado. Essa é uma visão internacional. Para o Brasil ainda há otimismo em relação ao futuro da produção. A Petrobras possui um portfólio grande e diversificado de projetos para reservas altamente produtivas, o que deve atrair as empresas operadoras do sistema", disse Gilson.

Apesar de parecer uma estimativa bastante elevada no momento atual, os R$ 1 bilhão em negócios, estimados pela organização da Brasil Offshore deste ano, possui relação também com o atual ritmo de produção de petróleo registrado na Bacia de Campos.

"A exploração do petróleo no país é uma atividade contínua. Já vivemos momentos como esses anos atrás e superamos. Acredito que a reestruturação vai acontecer novamente", apostou Gilson.

Redução do 'Custo Macaé' favorece negócios

Além de pontos específicos do segmento do petróleo, o potencial de Macaé em oferecer infraestrutura necessária para o desenvolvimento das atividades relativas à produção e exploração de óleo bruto e gás natural, também é um fator determinante para o registro dos negócios estimados durante a realização da Brasil Offshore deste ano.
Com esse foco, o governo municipal assume sua responsabilidade de contribuir com a reestruturação da indústria, promovendo ações voltadas à redução do chamado 'Custo Macaé'.

"Por dois anos trabalhamos junto com representantes da indústria do petróleo e conseguimos avançar em uma série de questões que geram o chamado 'Custo Macaé'. Temos a certeza de que os empresários que virão para a Brasil Offshore desse ano encontrarão uma cidade mais organizada, com um potencial ainda maior para garantir seus negócios", explicou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Vandré Guimarães.

A organização da cidade voltada ao segmento offshore será identificada através da reforma do Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, a 'casa' da feira.


Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br


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