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Francisco Esteves fala dos oito anos à frente do Nupem

Ele deixou na última sexta-feira o cargo de diretor da instituição e passa a atuar como vice-diretor ao lado do professor Rodrigo Nunes da Fonseca

Em 16/11/2014 às 10h28


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Em entrevista à equipe de redação de O Debate, o professor apontou as principais conquistas ao longo da gestão Em entrevista à equipe de redação de O Debate, o professor apontou as principais conquistas ao longo da gestão
Dar vida a uma instituição de ensino superior, caracterizado como um núcleo multidisciplinar de pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), historicamente associado ao Instituto de Biologia cujo principal objetivo é estimular e fortalecer as atividades de pesquisa, ensino, extensão e desenvolvimento tecnológico da UFRJ no campo das Ciências Biológicas, nas Regiões Norte, Noroeste, Serrana e Baixada Litorânea do Estado do Rio de Janeiro e que atualmente é vista como referência no país e no exterior na pesquisa, ensino e extensão. Sem dúvida não é uma tarefa fácil, mas foi possível para o renomado cientista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Francisco Esteves e seus amigos. 

E há 20 anos nascia o Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem), fruto de um sonho, um projeto que começou na década de 80 pela a iniciativa de pesquisadores do Laboratório de Limnologia do Instituto de Biologia da UFRJ por meio de atividades científicas nas lagoas costeiras de Macaé. O trabalho culminou na institucionalização Nupem (2005) e propiciou a criação do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, o primeiro curso de graduação da UFRJ fora da sede no Rio de Janeiro (2006).

Nesta reportagem o professor Francisco Esteves faz uma análise dos oitos anos que ficou à frente da instituição como diretor. Ele ressalta que o Nupem é uma unidade acadêmica da UFRJ no interior do estado bastante consolidada e com indicadores positivos. Para se ter uma ideia, atualmente temos uma intensa produção científica, divulgada em periódicos internacionais e 82% dos docentes recebem apoio para projetos (Faperj, CNPq e outros). 

"O Nupem trabalha exatamente com pesquisa da biodiversidade (variedade de moléculas passando pelo organismo, população animal e vegetal até a população humana), conservação e o desenvolvimento socioambiental em uma região com profundas e rápidas transformações motivadas pela economia do petróleo, onde os principais impactos estão em terra", ressaltou o professor fundador do Nupem.

Ele conta que o Nupem se diferencia de outras instituições da UFRJ por meio da integração. "Geralmente na UFRJ cada área do saber atua de maneira isolada, o que dificulta a integração. E no Nupem é diferente. Os Trabalhos são realizados de forma integrada e articulada, tendo assim a possibilidade de trabalhar vários temas", disse. 

De acordo com Esteves, uma das tarefas mais importantes ao longo dos oito anos à frente da instituição foi a constituição do corpo docente e uma das maiores dificuldades foi fazê-los trabalhar de forma integrada, mas conseguimos e hoje esse é nosso grande diferencial com relação a outras unidades. Essa mistura de saber torna o Nupem uma instituição rara. Temos no corpo docente profissionais qualificados, capacitados e comprometidos e que praticam ciência com paixão. Pois quando não tem paixão, torna-se burocrata. Temos conosco parasitologistas, ecologistas, profissionais de saúde coletiva, entre outros, o que possibilita promover avanços científicos consideráveis", enfatiza. 

O Nupem em números 
·
16 laboratórios 

"Uma das metas fundamentais foi equipar os laboratórios e criar condições para se fazer pesquisas de ponta. Hoje essa meta já é realidade e o Nupem atrai pesquisadores do mundo inteiro. Como, por exemplo, o curso de Biologia de Artrópodes Vetores que este ano contou com a participação de pesquisadores de diversos pontos do país e internacionais, como Argentina, Guatemala e Uruguai.

Forte integração com a sociedade 

"Temos uma forte integração com a sociedade, em especial com a comunidade do Barreto. Costumo dizer que os muros do Nupem são apenas para proteger o patrimônio e não para barrar a entrada da população", ressaltou Esteves. 
Metas 

"Temos como meta fazer com que o Nupem subsidie políticas públicas em Macaé. E os trabalhos já começaram. Um deles foi quando, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), fizemos o ordenamento da pesca na Lagoa de Carapebus. Por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC),  profissionais da pesca de Carapebus receberam a autorização para executarem a atividade na lagoa da cidade. 
Preocupação com o Rio Macaé 

"Realizamos constantes pesquisas no manancial que é fonte de indústria e encontra-se atualmente cada vez mais degradado. Dados que nos preocupam, pois a cidade rica em Petróleo pode vir em um futuro bem próximo a ter que importar água. Medidas devem ser tomadas, pois a água no município está diminuindo e não só em quantidade, mas também em qualidade. Lembrando ainda que a demanda está aumentando e a quantidade diminuindo. 
Cursos oferecidos 
· Licenciatura em Ciências Biológicas - Aprovado com conceito máximo 5
· Bacharelado em Ciências Biológicas - Aprovado com nota 4
· Mestrado e Doutorado em Ciências Ambientais e Conservação - Aprovados com conceito 4

Indicadores de produtividade do Nupem 
· Intensa Produção Cientifica Divulgada em Periódicos Nacionais e Internacionais de Alto Impacto
· 82% dos Docentes Receberam Apoio da FAPERJ, CNPq e outras agências no ano 2014
· Vários Docentes Participam de INCT em vários Estados Brasileiros
· Vários Docentes Mantêm Cooperação Internacional Regular
· 31% dos Docentes são Bolsistas de Produtividade CNPQ , FAPERJ e outras Agências
· 88% dos Docentes Participam de Programas de Pós-graduação
· Vários Docentes Participam de Corpo Editorial de Importantes Periódicos
· Vários Docentes São Consultores Ad Hoc de Agências de Fomento



Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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