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Cientista que deu vida ao Nupem será homenageado pela Alerj

Francisco Esteves, cientista e diretor do Nupem receberá título de cidadão do Estado do Rio de Janeiro

Em 26/05/2014 às 13h06


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Na cidade, além do Nupem, Francisco auxiliou na criação do Parna Jurubatiba, liderou projetos de educação ambiental. Na cidade, além do Nupem, Francisco auxiliou na criação do Parna Jurubatiba, liderou projetos de educação ambiental.
Na próxima sexta-feira, 30 de maio o renomado cientista e diretor do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem), Francisco de Assis Esteves será homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ele receberá o título de cidadão do Estado do Rio em reconhecimento a seu trabalho em prol da sustentabilidade de Macaé e Região. O título foi indicação da Deputada Aspásia Camargo cuja aprovação se deu no último dia 31 de abril. 

Um dos pareceres da presidência da Alerj disponível na página do Nupem, diz que o título é em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Diretor do NUPEM/UFRJ em prol do desenvolvimento sustentável no Norte Fluminense e que a competência acadêmica e a sua preocupação com o desenvolvimento socioambiental da região norte fluminense faz do Professor Francisco de Assis Esteves um exemplo de cidadão para o nosso estado. 

"Para mim será uma grande homenagem, pois mostra que nosso trabalho, além de ser reconhecido no município, extrapolou as fronteiras de Macaé ganhando todo o estado. Na oportunidade, agradeço à deputada Aspásia Camargo pela indicação", disse Esteves, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Campus Macaé.   
A cerimônia de entrega do título será realizada no Auditório Hélio Fraga, localizado no Centro de Ciências da Saúde, Bloco K, Campus Fundão. 
O PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1167/2014 da Alerj traz ainda um pouquinho da historia do professor. Segundo o texto, natural da Cidade de Cascavel, no Estado do Ceará, Francisco de Assis Esteves nasceu no dia 4 de setembro de 1950. Seu pai, José Esteves da Silva, era um pequeno agricultor de subsistência; e sua mãe, Raimunda Pereira da Silva, doméstica. Com 14 meses de idade ficou órfão de pai, juntamente com mais 13 irmãos.

Já aos nove anos de idade ele migrou para a Cidade do Rio de Janeiro e, já com 13 anos, começou a trabalhar como vendedor em uma papelaria. Os seus estudos básicos e secundários foram concluídos no período noturno em escolas públicas localizadas nos bairros do Engenho de Dentro e da Tijuca. Em 1970 foi aprovado no curso de Biologia da UFRJ, onde se graduou em 1973.

Ainda nos primeiros semestres de sua graduação Francisco apresentou interesse pelo estudo da ecologia das águas continentais, da Lagoa Rodrigo de Freitas e dos lagos de altitude do maciço de Itatiaia, ambientes que se tornaram fontes de pesquisa cientifica.

E no ano de 1973 recebeu bolsa de estudo da Alemanha. E de 1974 a 1978 realizou seu curso de doutorado no renomado instituto Max-Plack Insitut für Limnologie, na Cidade de Ploen, sob a orientação do igualmente renomado cientista Harald Sioli.
Atualmente Francisco, carinhosamente chamado de professor Chico, é titular em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Coordenador do Laboratório de Limnologia da UFRJ e Diretor do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM), unidade acadêmica vinculada ao Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade
Federal do Rio de Janeiro.

E não para por aí, Francisco Francisco Esteves é considerado pioneiro, no Brasil, nas pesquisas em ecologia de ecossistemas aquáticos continentais, especialmente nas lagoas costeiras do Norte Fluminense e lagos e rios da Amazônia. Suas pesquisas sobre estes ecossistemas e outros pelo Brasil afora resultaram numa massiva produção científica, gerando mais de 200 artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais, além de 6 livros, 55 capítulos de livros e dezenas de artigos em divulgação cientifica, alfabetização ecológica e educação ambiental. 

Alguns trabalhos em números 

39 dissertações de mestrado (orientação) 
26 teses de doutorado (orientação) 
200 (mais) artigos publicados 
6 livros
55 capítulos de livros 
dezenas  de artigos

Um pouco da trajetória 

1950 nascimento 
1970 aprovado no curso de Biologia da UFRJ
1973 recebeu bolsa de estudo da Alemanha 
1974 a 1978 doutorado no renomado instituto Max-Plack Insitut für Limnologie 
1982, fundou a Sociedade Brasileira de Limnologia 
1988 publicou o primeiro tratado em Limnologia na língua portuguesa: "Fundamentos de Limnologia"
1994 - criação do Nupem 
1998- contribuição para criação do Parna Jurubatiba 


Autor: Juliane Reis/ Juliane@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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