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Professores do Nupem são contemplados por Programa da Faperj

Projetos de autoria dos docentes foram selecionados pelo Programa Jovens Cientistas do Nosso Estado da FAPERJ que visa custear despesas de pesquisas nas diversas instituições do estado do Rio de Janei

Em 23/09/2013 às 13h00


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Este mês, diversos pesquisadores do mais alto nível acadêmico e gestores em ciência, tecnologia e inovação prestigiaram a cerimônia de entrega dos termos de outorga relativos aos editais Cientistas do Nosso Estado (CNE) e Jovens Cientistas do Nosso Estado (JCNE). Entre os contemplados estavam dois docentes da UFRJ Macaé: o professor Rodrigo Nunes da Fonseca e Michelle Frazão Muzitano. Nesta reportagem eles falam da premiação e o que ela representa. 

Ao todo, foram enaltecidos 200 pesquisadores - 100 CNE e 100 JCNE. Considerados programas-símbolo da FAPERJ, eles financiam bolsas, por até 36 meses, com o objetivo de custear despesas de pesquisas nas diversas instituições do estado do Rio de Janeiro, realizadas por cientistas de reconhecido mérito.

Com os termos de outorga entregues na solenidade, a Faperj passou a contemplar 560 Cientistas do Nosso Estado e 360 Jovens Cientistas do Nosso Estado. No triênio em que são contemplados, os pesquisadores laureados se comprometem a desenvolver ao menos três atividades científicas ou tecnológicas junto a alunos de escolas públicas sediadas no estado, em uma importante ação para a difusão e popularização da ciência e da tecnologia. "Que os Cientistas e Jovens Cientistas do Nosso Estado sejam não apenas uma marca do nosso governo, mas uma marca institucional, e que tenham continuidade em outras gestões", disse Cabral.

Para o professor Rodrigo Nunes da Fonseca, autor do projeto "Análise do controle morfogenético da embriogênese utilizando espécies de interesse nacional", a premiação significa o reconhecimento num estágio ainda inicial da carreira científica. "É um reconhecimento para poucos, tendo em vista que só 100 jovens cientistas são selecionados por ano. E é interessante termos pesquisadores da UFRJ Macaé selecionados neste edital. Esse recurso pode ser aplicado em qualquer atividade do pesquisador desde compra de equipamentos, produtos até em viagens internacionais além ainda de diminuir bastante a burocracia", disse o pesquisador.

Ele explica que o prêmio é um reconhecimento à linha de pesquisa deles. "É como se a FAPERJ acreditasse no nosso potencial como cientistas. O nosso projeto visa estabelecer novas tecnologias e produtos biotecnológicos baseados em proteínas importantes para a embriogênese", disse.

Esse projeto tem parcerias tanto dentro do NUPEM com os professores do Laboratório de Bioquímica Hatisaburo Masuda, Jorge Moraes, Eldo Campos, Flávia Mury, José Roberto Silva, Jackson de Souza Menezes, José Luciano Nepomuceno e com duas pós-doutoras da UFRJ-Macaé Natália Martins Feitosa e Helga Gomes. O projeto também possui colaborações com a Universidade de Colônia na Alemanha, e com a UFRJ-Sede no Instituto de Ciências Biomédicas. Encaro essa conquista como uma conquista desse grupo fantástico e dos dois programas de pós-graduação da UFRJ-Macaé, o PPG-CiAC e PPG-PRODBIO, onde oriento alunos de pós-graduação e dos alunos de iniciação científica dos cursos de Ciências Biológicas e Ciências Farmacêuticas. Sem estes alunos, estes projetos não seriam possíveis. Rodrigo ressalta também o apoio dos técnicos de laboratório e administrativos da UFRJ-Macaé, que foram fundamentais para a excelência em pesquisa reconhecida pelo projeto. O grande diferencial da UFRJ é que aqui se ensina porque se pesquisa frase máxima cunhada pelo Prof. Carlos Chagas Filho e que é utilizada no nosso dia a dia em Macaé.

Questionado sobre a importância dessa conquista também para o NUPEM/UFRJ, Rodrigo ressaltou o reconhecimento que se pode fazer ciência de qualidade no interior do Estado do Rio de Janeiro. "Ao contrário de São Paulo, que possui várias universidades de alta qualidade no interior, o estado do Rio de Janeiro ainda carece de desenvolvimento científico-tecnológico nas regiões mais periféricas. Precisamos também de pesquisadores com alta qualificação em Macaé para dar suporte ao projeto do Parque Tecnológico de Macaé que terá em uma de suas frentes a área de biotecnologia", disse.

O caminho certo para um campus universitário de qualidade

Já para a professora Dra. Michelle Frazão Muzitano, da UFRJ , que atua no Laboratório de Produtos Naturais - Curso de Farmácia -Campus Macaé, instalado nas dependências do Instituto Macaé de Metrologia e Tecnologia (IMMT) ressalta que enquanto profissional, pesquisadora, o prêmio representa o reconhecimento da dedicação e do empenho nesses quatro anos de UFRJ Macaé. "É saber que estamos no caminho certo para um Campus Universitário de qualidade. É uma alegria muito grande ganhar um prêmio como esse, de reconhecimento em todo o estado do RJ, com o desenvolvimento de projeto de pesquisa totalmente realizado aqui na cidade de Macaé. E especialmente com o estudo das espécies vegetais do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba", disse.
Ela conta que a conquista é fruto do projeto "Espécies Vegetais da Restinga de Jurubatiba (Macaé-RJ) como Fonte de Novos Fármacos para o Tratamento de Doenças de Grande Importância para o SUS" e que a seleção foi feita por meio de edital público elaborado e amplamente divulgado pela FAPERJ, onde pesquisadores de todas as Instituições de Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro puderam concorrer.

"As bolsas (Jovem Cientista do Nosso Estado ou Bolsas de Bancada para Projetos - BBP) destinam-se a apoiar, por meio de concorrência pública, projetos de pesquisa coordenados por pesquisadores com vínculo empregatício em instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Rio de Janeiro e que se encontram em uma fase intermediária de sua carreira acadêmica, apresentando boa produção científica e histórico de formação de recursos humanos, e que tenham obtido grau de doutor há menos de 10 (dez) anos. " (Retirado do site da FAPERJ)", explicou.

Ainda segundo Michele, no ato da seleção, são avaliados: o mérito técnico-científico, sua articulação entre as metas do projeto, histórico de associações com redes cooperativas de pesquisa e a sua adesão aos termos deste edital; a relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico, ambiental e social do Estado do Rio de Janeiro; a demonstração da capacidade de formação de recursos humanos; o potencial multiplicador do projeto, por meio da articulação com outros grupos consolidados; a participação de jovens pesquisadores na equipe responsável pelo projeto de pesquisa; a participação em programas de pós-graduação stricto sensu em instituições sediadas no estado do Rio de Janeiro; a clareza quanto à definição dos fatos e metas relativos ao acompanhamento e avaliação, pela FAPERJ, da evolução do trabalho desenvolvido; a experiência e a capacidade técnica do proponente do projeto; a infraestrutura disponível na instituição para a realização das atividades de pesquisa relativas ao desenvolvimento dos projetos propostos e o Curriculum vitae do proponente. Segundo ela, as informações foram retiradas do site da FAPERJ.

"Interiorização da universidade no caminho certo" - Foi com essas palavras que a pesquisadora Michele relacionou o que essa conquista representa para a UFJ campus Macaé. "Termos sido contemplados no edital Jovem Cientista do nosso Estado nos mostra que a interiorização da UFRJ está no caminho certo. A UFRJ que está hoje em Macaé se consagra pelo Ensino, pela Extensão e também pela Pesquisa Científica de qualidade. Nossas propostas concorreram com todo o estado, com pesquisadores da UFRJ Campus Fundão, UENF, UFF... e em especial gostaria de enfatizar que o projeto estuda a biodiversidade das espécies vegetais da nossa restinga, buscando novas perspectivas para o desenvolvimento de novos medicamentos", disse.

Na oportunidade, Michele agradeceu aos pesquisadores colaboradores da nossa equipe pela parceria, sem a qual, o desenvolvimento do projeto não seria possível. Tais como: Elena Lassounskaia (UENF), Colaboradora/ Estudo farmacológico (Tuberculose), Juliana Montani Raimund, Colaboradora / Estudo farmacológico (Cardiovascular), Ivana Ramos Correa Leal (UFRJ), Colaboradora/ Estudo Fitoquímico, Tatiana Konno (UFRJ), Colaboradora/ Identificação botânica das espécies e Denise Oliveira Guimarães (UFRJ), Colaboradora/ Estudo fitoquímico. " Gostaria de agradecer também pela parceria IMMT e UFRJ, que torna possível a concretização dos nossos projetos de pesquisa. E eu não poderia de esquecer de mencionar os alunos de Doutorado, Mestrado e Iniciação Científica que formamos no Laboratório de Produtos Naturais, cuja dedicação e amor ao trabalho científico foram e são essenciais para o sucesso do nosso grupo de pesquisa", finalizou.


Autor: Juliane Reis/ Juliane@odebateon.com.br


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