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Profissionais do Nupem / UFRJ visitam o Parque Jurubatiba.

A atividade foi realizada na tarde de ontem em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

Em 06/06/2013 às 11h44


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Além de comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, o encontro teve a finalidade de promover a integração entre o corpo so Além de comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, o encontro teve a finalidade de promover a integração entre o corpo so
Ontem, 5 de junho, foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, sendo a data marcada por várias atividades na cidade. Entre elas, pelos profissionais do Núcleo em Ecologia Socioambiental de Macaé (Nupem) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus Macaé Professor Aloíso Teixeira que aproveitaram para visitar o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba - considerado um dos três parques nacionais brasileiros onde é possível observar a coexistência da preservação do ambiente com o desenvolvimento sustentável de uma população de pescadores tradicionais que já pescavam na área mesmo antes de sua criação. 

A visita organizada pelos professores Francisco Esteves e Rodrigo Lemes, profundos conhecedores deste tão importante paraíso ecológico teve como objetivo promover a integração entre o corpo social da instituição formado por docentes, discentes e funcionários.  

"Foi um momento de integração onde professores de outras áreas e servidores, de modo geral, puderam conhecer o ecossistema, e ter acesso à realidade dos pesquisadores fora da sede da instituição", explicou Rodrigo Lemes. 

Antes da visita ao ecossistema, os participantes assistiram a uma palestra ministrada pelo professor Francisco Esteves. "Foi uma palestra onde procurei mostrar a eles a importância da preservação ambiental, em especial em Macaé, ressaltando que o município pode crescer economicamente e de maneira sustentável. Pois não faz sentido apenas o crescimento econômico se a cidade não contar com áreas de lazer, qualidade de vida", explicou Francisco. 

Ele lembrou ainda que atualmente a Lagoa de Imboassica, um dos maiores mananciais de água da região - devido ao estado de degradação - não pode mais ser vista pela população como um local para lazer. "É extremamente perigoso qualquer contato com a água da Lagoa, assim como de algumas praias que estão impróprias para banho, o Rio Macaé que segue poluído, pois essas águas contaminadas transmitem doenças", pontuou Esteves.  

A professora de Sociologia da UFRJ, Guiliana Leal foi uma das participantes do evento. "Já conhecia um pouco a história do Parque, de sua criação e também já tinha feito algumas visitas a unidade, mas na área pertencente a Carapebus. Aqui em Macaé é a primeira vez e considero a iniciativa do Francisco e do Rodrigo muita boa. Nos aproxima da fauna e flora desse importante ecossistema", destacou. 

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em todos os países desde 1972 e requer cada vez mais atenção do poder público e da população em geral. 

A data é propícia para se discutir ações imediatas que visam impedir a degradação dos recursos naturais que sofrem com o desmatamento, queimadas, destruição e a poluição de todas as formas.  E em Macaé não é diferente. A cidade possui diversas belezas naturais, como o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, Parque Atalaia e a Reserva Biológica da União. No entanto, cenários tristes e preocupantes também são encontrados na Capital Nacional do Petróleo, como a poluição do Rio Macaé, da Lagoa de Imboassica, das praias e mangues - ecossistemas que deveriam ser preservados, mas que na realidade sofrem com as ações humanas e o descaso do poder público. 

E não é só isso. Áreas de Mata Atlântica, por exemplo, dão cada vez mais lugar às construções imobiliárias. Com isso a cidade em que toda a vegetação original da região era de mata atlântica (incluindo a mata propriamente dita, a restinga e o mangue) pouco a pouco foi sendo substituída  e o que hoje é apenas uma pequena porcentagem da mata original que está parcialmente inserido em Unidades de Conservação como o Parna Jurubatiba, APA do Sana e o Parque Atalaia.  

Os trechos de vegetação que ainda existem estão inseridos em unidades de conservação, a exemplo do Pico do Frade e da Bicuda. 

De acordo com profissionais da área ambiental, os ecossistemas associados à mata foram parcialmente transformados pela ocupação imobiliária que resultou, em algumas comunidades, em danos ao meio ambiente.

Autor: Juliane Reis - Juliane@odebateon.com.br

Foto: Kanã Manhães.


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Tags: Integração.


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