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‘O Beijo no Asfalto’ é aplaudido em Macaé

O espetáculo ‘O Beijo no Asfalto’ acontece na quinta-feira (23), no Teatro do Sesi Macaé

Em 21/05/2013 às 13h25


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Uma super produção teatral promete movimentar a cidade. Trata-se da peça ‘O Beijo no Asfalto’, de Nelson Rodrigues, que entra em cartaz no Teatro do Sesi Macaé, nas noites de quarta e quinta-feiras (22 e 23), já atraindo as atenções do público macaense.

Sob a direção de Cesar Rodrigues, a montagem comemora o centenário de nascimento de um dos maiores autores brasileiros. No elenco está Roberto Bomtempo, que codirige o espetáculo com César Rodrigues, além dos atores Augusto Garcia, Caetano O’maihlan, Fernanda Boechat, Giordano Becheleni, Letícia Cannavale, Mariah Rocha, Renato Farias, Thiago Mendonça, Van Loppes e Xando Graça.

Os ingressos custam os valores de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Os interessados devem adquirir os ingressos na bilheteria do Teatro do Sesi Macaé - Alameda Etelvino Gomes, 155, Riviera Fluminense. Outras informações pelo telefone (22) 2791-9214.

"O Beijo no Asfalto"


Encenado pela primeira vez, em 1961, no Teatro Sesc Ginástico, "O Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues, foi escrito em 1960, a pedido da atriz Fernanda Montenegro. O espetáculo é considerado um dos clássicos de Nelson Rodrigues e discute questões como a falsidade, o juízo baseado na aparência e o preconceito.

A peça foi inspirada num fato verídico - o atropelamento de um repórter do Jornal O Globo. No chão, o velho jornalista percebeu que estava perto da morte e pediu um beijo a uma jovem que tentava socorrê-lo.

Nelson Rodrigues adaptou a história para os palcos. Em sua trama, o atropelado da Praça da Bandeira pede um beijo a Arandir, um jovem de coração puro e atormentado. Amado Ribeiro, repórter do jornal Última Hora, também retratado por Nelson no folhetim "Asfalto Selvagem", presencia o beijo na boca entre os dois homens e, junto com o delegado corrupto Cunha, transforma o último desejo de um agonizante em manchete principal.

O sensacionalismo da "Última Hora" altera completamente a história, retratando Arandir como um criminoso que empurrou o amante e depois o beijou. A vida do rapaz se transforma num inferno e nem mesmo sua mulher acredita que ele é inocente.

Detalhes da peça
 
A obra "O Beijo no Asfalto"  versa a respeito de um embaraçoso ato de misericórdia (um beijo na boca dado a um homem por outro homem na hora de sua morte) e suas repercussões na sociedade. Um repórter sensacionalista e um delegado corrupto fazem do ato um escândalo social, abalando a reputação do homem (Arandir), que atendeu o pedido do moribundo, e de sua família, levando a uma exarcebação dos sentimentos que conduz a um trágico e surpreendente desfecho.

Ficha técnica

Texto: Nelson Rodrigues
Direção: César Rodrigues
Codireção: Roberto Bomtempo
Elenco: Augusto Garcia, Caetano O’maihlan, Fernanda Boechat, Giordano Becheleni, Letícia Cannavale, Mariah Rocha, Renato Farias, Roberto Bomtempo, Thiago Mendonça, Van Loppes e Xando Graça
Assistente de direção: Leandro Baumgratz
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenário: Daniele Geammal
Figurino: Thiago Mendonça
Arte gráfica: Tarcísio Lara Puiati
Produção executiva: Camila Fernanda Maia
Direção de produção: Ana Paula Sant’Anna
Gestão do projeto: Augusto Garcia, Letícia Cannavale e Roberto Bomtempo
Realização: Canampo Produções Artísticas Ltda.

Nelson Rodrigues


Nascido em Pernambuco (1912), Nelson Rodrigues mudou-se com cinco anos para o Estado do Rio de Janeiro, onde o pai fundou um jornal. Aos 13 anos, já trabalhava na redação, encarregado das páginas policiais.

Algumas tragédias pessoais marcariam sua vida, talvez contribuindo para o gosto pelo gênero. Perdeu um irmão, assassinado dentro da própria redação do jornal; o pai morreu pouco depois, de desgosto. Em virtude da posição política, o jornal foi invadido e suas máquinas, todas destruídas. De repente, na miséria, Nelson e um irmão contraíram tuberculose e tiveram de refugiar-se em Campos do Jordão. Ali morreu o segundo irmão.

De volta ao Rio, capital federal, Nelson passou a escrever para teatro e jornais, conseguindo, aos poucos, firmar- se e viver com dignidade do trabalho de escritor.


Autor: Isis Maria Borges Gomes/ isismaria@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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