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Veterana do curso de Biologia da UFRJ se prepara para Doutorado

Nathália fez parte da primeira turma do curso de Licenciatura de Ciências Biológicas do campus Macaé, iniciado em 2006

Em 28/01/2013 às 12h30


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Nathália durante a defesa do mestrado em Ciências Ambientais e Conservação no Nupem Nathália durante a defesa do mestrado em Ciências Ambientais e Conservação no Nupem
Ao que tudo indica, desde que chegou a Macaé, em 2006 - com o primeiro curso fora do Fundão, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus - Macaé Professor Aloísio Teixeira de fato está contribuindo com a formação de profissionais no município. E engana-se aqueles que pensam que por ser uma universidade pública, apenas alunos que cursam o ensino médio em instituições particulares conseguem a inserção nela ou que possuem mais chances de ingresso. 

Nativa de Macaé, a bióloga e mestre em Ciências Ambientais e Conservação pela Universidade, Nathália Nocchi Carneiro só tem a agradecer a chegada da tão cobiçada instituição à Capital do Petróleo. "Ainda quando cursava o Ensino Médio não sabia ao certo em que área gostaria de atuar, qual curso gostaria de fazer e principalmente me preocupava o fato de ter que deixar a cidade para buscar a formação em outro município e quando soube que a UFRJ ofereceria cursos na cidade fiquei muito feliz. Para mim foi como se fosse um presente de conclusão do ensino médio e não perdi tempo, me inscrevi no processo seletivo do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas e desde então iniciei uma nova etapa em minha vida", lembra. 

Nathália fez parte da primeira turma do curso de Licenciatura de Ciências Biológicas do campus Macaé, iniciado em 2006. A conclusão da graduação e realização do sonho da formação superior se deu no segundo semestre de 2010. Logo em seguida, a bióloga ingressou no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação (PPG-CiAC) - aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 2011 e que visa compreender e dirimir o impacto humano vertiginoso sobre os recursos naturais da região Norte Fluminense.  

Ao longo dos dois anos do curso, Nathália realizou uma pesquisa intitulada "Efeito da radiação UV-B na química defensiva da macrófita aquática de Nymphoides". A defesa que marcou mais uma etapa da vida profissional e acadêmica da estudante se deu em dezembro de 2012. Ela foi a primeira aluna a defender a tese de mestrado do Campus. Defesa esta que marcou também mais um degrau da implantação e consolidação da universidade na cidade. 

E a história da vida acadêmica de Nathália não para por aí. "Nathália foi a aluna número 1 da universidade três vezes. Primeiro por ter feito parte da primeira turma do campus, segundo quando foi a primeira colocada no processo seletivo do mestrado de Ciências Ambientais e Conservação (PPG-CiAC) e a terceira por ter sido a primeira aluna a defender a tese de mestrado. Ela é um exemplo para a sociedade e a universidade", destaca o professor e ex-coordenador do PPG-CiAC, Pablo Rodrigues. 

Com tudo isso, Nathália agora se prepara para ingressar no doutorado. "Estou participando do processo seletivo da Universidade Federal Fluminense UFF em parceria com o Programa da UFRJ e as expectativas são as melhores possíveis. Vou focar no doutorado no Programa de Pós-Graduação em Dinâmica dos Oceanos e da Terra e quem sabe um dia me tornar professora da UFRJ Macaé", disse. 

Ela pontua ainda que vai  continuar o vínculo com a UFRJ-Macaé, pois sua co-orientadora no Doutorado será a Drª Angélica Ribeiro Soares, professora do PPG-CiAC, que foi sua orientadora no Mestrado. "No Doutorado farei parte do projeto no NUPEM/UFRJ. E se possível, irei envolver alunos de graduação da UFRJ no projeto de Doutorado", explica.

Para Nathália, a UFRJ Macaé não é apenas um campus com oferta de cursos de graduação e pós-graduação. "O Campus incentiva e aproxima os graduandos e mestrandos e quem está na graduação de Biologia, por exemplo, que começa a se identificar com a pesquisa já inicia o processo de preparação para o mestrado, conhece o Programa. Os cursos possibilitam uma troca de experiência muito grande entre os alunados", destaca.  

Atualmente ela está envolvida na execução de alguns projetos do laboratório em que fez Iniciação Científica, Mestrado - que fez com dedicação exclusiva graças a Bolsa de Estudos da Capes e futuramente, o Doutorado.  

"Não posso falar como seria minha vida se eu fizesse outra coisa, talvez tivesse outros planos. Mas ingressar num curso de graduação na UFRJ e fazer um Mestrado me possibilitou conhecer a área da pesquisa, da educação, a vida de um pesquisador/educador. E me encantei por este ramo de trabalho. A partir daí tracei uma meta para minha vida e estou buscando alcançar esse sonho profissional", finalizou.


A estudante durante atividade realizada no laboratório da universidade 

Mais de três décadas contribuindo com o ensino superior na cidade 

apesar do primeiro curso da UFRJ fora do Fundão ter iniciado na cidade em 2006, a história de implantação da Universidade Campus Macaé - Professor Aloísio Teixeira já totaliza mais de três décadas de luta, sonhos e conquistas, entre elas cursos de graduação, extensão, pós-graduação, workshops e parcerias.

Tudo começou por volta de 1980 e até 2008 a unidade se fazia presente no município apenas por meio do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem). O curso de Licenciatura em Ciências Biológicas foi o primeiro a ser oferecido na cidade pela universidade. 

A coordenadora Tatiana Ungaretti Paleo Konno, explica que a oferta da graduação na cidade se deu em virtude do desejo da UFRJ em interiorizar suas atividades acadêmicas, associado às atividades do NUPEM e à forte demanda de profissionais qualificados na área de ciências ambientais. "Foram fatores que motivaram o Instituto de Biologia da UFRJ a implantar uma turma do curso na região e com a criação do Campus UFRJ-Macaé Professor Aloísio Teixeira em 2009 o curso de graduação foi incorporado à estrutura do Campus", destacou. 

Atualmente já são 202 alunos matriculados, sendo 191 com matrícula ativa e 11 com matrícula trancada. "E este ano o curso totaliza 42 formandos, sendo a primeira turma formada em janeiro de 2011. Em março de 2006, o acesso à universidade se deu por meio do vestibular e contou com o egresso de 25 alunos, dos quais 17 se formaram em 2011, destes três com diploma de dignidade acadêmica. E não é só isso, os egressos do curso de Biologia estão em grande parte inseridos no mercado de trabalho regional, tanto na área ambiental quanto no ensino público e privado", destaca a profissional. 

Em 2011 o curso foi caracterizado pelo Ministério da Educação (MEC) como um curso de excelência por ter recebido a nota máxima, 5, no chamado Conceito Preliminar de Curso (CPC) -  que estabelece um padrão de notas entre 1 e 5 utilizando parâmetros de análise como, por exemplo, infraestrutura e desempenho, indicadores utilizados pelo MEC para formular o  Índice Geral de Cursos. 

A universidade está presente na cidade por meio de quatro polos (Núcleo em Pesquisa Ecologia e Desenvolvimento Sócio Ambiental de Macaé - Nupem, Polo Universitário, Polo Ajuda e Polo Lagomar) e um total de onze cursos de graduação e dois cursos de pós-graduação stricto sensu, em nível de mestrado. 

Autor: Juliane Reis/ Juliane@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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