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Nupem/UFRJ passa a contar com equipamentos de última geração

Os equipamentos vão permitir aos pesquisadores da universidade entender como os animais e plantas da região de Macaé são formados a nível microscópico

Em 12/11/2012 às 11h20


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Os equipamentos recebidos pela instituição são um microscópio de fluorescência e uma lupa de altíssima resolução capaz d Os equipamentos recebidos pela instituição são um microscópio de fluorescência e uma lupa de altíssima resolução capaz d
A Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ) é uma instituição de ensino superior que consiste em proporcionar à sociedade brasileira os meios para dominar, ampliar, cultivar, aplicar e difundir o patrimônio universal do saber humano, capacitando todos os seus integrantes a atuar como força transformadora. Desde que foi implantada na cidade há mais de três décadas a missão da instituição de ensino não tem sido diferente e aos poucos a mesma vai consolidando o seu espaço na Capital do Petróleo, por meio do Campus UFRJ-Macaé Professor Aloísio Teixeira. 

E com isso, cada dia é considerado um novo recomeço para profissionais que lutam, acreditam e ficam felizes com cada conquista, sem levar em consideração o seu peso ou tamanho. "É um orgulho saber que a universidade está crescendo na cidade. É uma felicidade que não tem tamanho", foi com essas palavras que o professor Rodrigo Nunes da Fonseca, se referiu a chegada de dois novos equipamentos de última geração  à instituição. 

Em entrevista à equipe de reportagem do Jornal O DEBATE, o docente fala sobre as duas novas ferramentas que vão ser utilizadas por alunos, professores e pesquisadores da instituição. "Foram instalados no NUPEM -UFRJ-Macaé dois equipamentos de última geração importados da Leica-Alemanha e que permitirão aos pesquisadores da UFRJ-Macaé entender como os animais e plantas da região de Macaé são formados a nível microscópico", disse, sob emoção.

O primeiro equipamento é um microscópio de fluorescência capaz de identificar estruturas muito pequenas dentro de células, incluindo desde células tumorais de pacientes do Hospital Público de Macaé (HPM) até células de carrapato e mosquitos da região. "Este equipamento foi adquirido com recursos do projeto PRONEX-FAPERJ coordenado pelo Prof. Vivaldo Moura Neto, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ", explica Rodrigo.

Já o segundo equipamento é uma lupa, apontada pelo professor como  de altíssima resolução capaz de capturar imagens de animais e plantas, ajudar na identificação de novas espécies da região e documentar. "Esta lupa é o melhor equipamento já instalado no Estado do Rio de Janeiro e foi adquirido pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais e Conservação a partir de recursos do Edital Pró-equipamentos da CAPES com apoio da pró-reitoria de pós-graduação (PR2) da UFRJ. O Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais é coordenado pelo professor Pablo Rodrigues Gonçalves e localiza-se no Nupem sob direção do Prof. Francisco Esteves. 

De acordo com o professor, cada equipamento custou em média 60 mil euros, o equivalente a 200 mil reais.  Em fevereiro de 2011 a instituição realizou o lançamento do primeiro livro sobre mamíferos.  A iniciativa teve como objetivo suprir uma grande lacuna acerca do conhecimento da fauna - uma vez que o país não possui uma revista científica especifica sobre os mamíferos, além do boletim editado pela Sociedade de Mastozoologia (SBMz). 

A obra intitulada "Mamíferos de Restingas e Manguezais do Brasil" foi editada pela SBMz. Além de ser o primeiro livro a abordar o assunto, o título visa também reunir diversas informações sobre os mamíferos existentes em manguezais e restingas em diversos pontos do país. A obra, de autoria de diversos especialistas de todo o Brasil e organizado por Leila Maria Pessoa (UFRJ), William Correa Tavares (UFRJ) e Salvatore Siciliano (FIOCRUZ), todos membros da SBMz, traz ainda temas diferentes como composição faunística, aspectos relacionados à conservação, evolução e ecologia destes animais.

A Universidade entre as dez melhores da América Latina 

E ao que tudo indica, cada vez mais a universidade vai se consolidando não só na cidade. Prova disso é que este ano conseguiu o 8º lugar entre as melhores da América Latina. Em 2011 ocupava a 19ª posição.  Com a colocação deste ano a universidade passou a dividir espaço com a Universidade de São Paulo (USP), que tem a 1ª colocação, e com UNICAMP, com a segunda, além ainda de instituições do Chile, México e Colômbia. 

Esse resultado foi divulgado em junho e na ocasião o reitor Carlos Levi, pontuou ao Jornal O Debate alguns fatores que podem ter contribuído para o resultado. "Nós estamos colhendo os resultados de um bom planejamento, implementado a partir do ano passado. Estamos também consolidando iniciativas, produzindo resultados concretos e a demonstração disso é percebida em pesquisas de classificação, como o ranking do grupo QS para a América Latina deste ano", disse em entrevista. 

O reitor lembrou ainda que as universidades federais do Brasil passaram por um longo processo de degradação que durou muitos anos e que a partir de 2003 esse processo começou a ser revertido, com mais investimentos em estrutura e pesquisa. "As ações mais recentes do Governo, em especial o programa de expansão das universidades federais, têm contribuído para o aumento dos investimentos em custeio de despesas e recursos humanos e acredito que, de forma geral, isso vem garantindo uma expansão qualificada", lembrou.

A universidade foi implantada na cidade há três décadas e a cada dia comemora novos avanços 


Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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