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Nupem/UFRJ inicia XXIV Curso Vivências em Ecologia

Em 20/07/2010 às 12h44


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Professores da UFRJ vão transformar a Restinga de Professores da UFRJ vão transformar a Restinga de

O Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (Nupem/UFRJ) deu início ontem (19), ao XXIV Curso Vivências em Ecologia: Praticando para Educar. Até sexta-feira (23), 40 professores do Ensino Fundamental e Médio de vários municípios da região estarão participando do curso, que já qualificou cerca de 1500 profissionais de educação. O evento tem o apoio do Instituto de Biologia da UFRJ.
Nesta terça-feira, até 12h, os participantes terão uma aula prática na Restinga de Jurubatiba, onde vão aprender conceitos fundamentais sobre os ecossistemas. Na parte da tarde, as aulas acontecem no Nupem. “O curso é de grande importância para os professores abordando educação e gestão ambiental. A aula na Restinga, que chamamos de trabalho de campo, proporciona aos educadores uma qualificação diferenciada, podendo desenvolver novos projetos com seus alunos”, diz Reinaldo Bozelli, professor da UFRJ e coordenador do curso.
Segundo Bozelli, durante as aulas práticas os participantes começam a observar, a analisar melhor o ambiente. “Desenvolvemos com os profissionais uma lúdica do jogo, dinâmicas que auxiliem em seus trabalhos, proporcionando novos conhecimentos. Os professores que passam pelo curso se tornam parceiros na conservação do meio ambiente”, relata.
O curso tem como objetivo o estudo dos ecossistemas de Macaé, através de metodologias diferenciadas de ensino, que valorizam o lúdico, a experimentação e a construção coletiva do conhecimento, com o lema “conhecer para valorizar e preservar”. O Projeto Ecolagoas transforma ecossistemas do município em sala de aula.
Durante toda semana, os mestres tornam-se alunos de professores da UFRJ, que utilizam as restingas, as lagoas, a Mata Atlântica, o manguezal, o rio Macaé e o costão rochoso da Praia dos Cavaleiros como salas de aula. Nesses ambientes privilegiados, vão ocorrer discussões sobre biodiversidade, efeito estufa, alternativas para o crescimento econômico e preservação ambiental.
De acordo com a professora Déia Maria Ferreira, uma das coordenadoras do curso, o potencial multiplicador destas ações é extraordinária. “Hoje temos uma pesquisa em andamento, que mostra que o ensino de ciências e biologia em Macaé e região tem melhorado bastante depois que esse curso passou a ser oferecido desde 1997 a cada seis meses”, afirma.
Um dos aspectos mais relevantes é o fato de que os professores que participaram destes cursos passaram a incorporar em suas aulas conceitos significantes sobre o meio ambiente da região, essenciais para a formação da consciência ambiental de todo cidadão.
Para Reinaldo Bozelli, a construção dessa consciência ecológica é fundamental para a consolidação de  uma sociedade sustentável, principalmente  numa região submetida a elevados índices de crescimento populacional, como aqueles registrados em Macaé.

 

Autor: Ninah Pinheiro - ninah@odebateon.com.br

Foto: Divulgação - UFRJ


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