Durante a etapa em Jundiaí, Sillas acabou sendo prejudicado na pista por erro de outro participante e acabou terminando em terceiro lugar - Foto Divulgação

Jovem macaense de 13 anos terminou em terceiro em Jacareí. A meta é conseguir um clube para correr em 2020

Quem vê o jovem Sillas Andrade Alves da Silva hoje conquistando vários pódios nas principais competições no Brasil e no exterior percebe que o encontro entre ele ainda criança e o bicicross não foi por acaso. Hoje aos 13 anos, o adolescente é considerado uma das promessas do esporte em Macaé e no país.

Recentemente, Sillas conquistou o terceiro lugar no Campeonato Paulista de BMX, que aconteceu na cidade de Jacareí. A medalha de bronze foi muito comemorada por ele e sua família.

Isso porque o jovem é uma grande prova de superação. O amor ao esporte sempre falou mais alto do que as suas limitações, sejam elas financeiras ou fìsicas. Nos últimos anos, Sillas teve que passar por duas intervenções cirúrgicas para a retirada de um tumor na vista esquerda, o que quase lhe obrigou a desistir do esporte. Esse ano ele ainda ficou quase dois meses fora das pistas por conta de uma lesão.

Mas, como sempre, o atleta consegue dar a volta por cima e surpreender a todos, inclusive os seus adversários. “Para mim essa (etapa do Paulista) foi uma das melhores corridas porque correr em São Paulo é sempre um grande desafio. Lá se encontram os melhores pilotos do Brasil. É praticamente a nata do bicicross”, relembra.

Sillas fez uma excelente classificatória, porém na final acabou sendo prejudicado por um imprevisto na corrida, o que lhe rendeu a terceira posição. “Eu fui para buscar o primeiro, mas o erro do meu amigo me deixou em terceiro. Um colega derrapou e acabou me atrapalhando. Sinto que estou progredindo muito, melhorando a cada corrida”, analisa.

Uma das suas maiores incentivadoras, sua mãe, Jane Andrade, diz que a família não mede esforços para manter vivo o sonho do filho. Agora ela luta para conseguir o dinheiro para a compra de uma bicicleta nova para Sillas competir. “Outro dia, com os olhos cheios de lágrima, ele me disse: pena que a senhora não tem o dinheiro ainda para comprar a minha bicicleta. Ele precisa trocar a bike dele porque está pequena e ele perde posições porque é o mesmo que estivesse andando com sapatos apertados”, lamenta.

Jane ressalta que o jovem é uma pessoa de muita fé, por isso muitas coisas boas têm acontecido em sua vida. “ Ele me disse que ficou muito feliz com essa corrida, Deus mostrou que ele está no caminho certo, porque bicicross é um dom que ele tem. Todas as falas dele, ele remete a Deus. Ele não quer parar de correr”, conta.

O seu talento vem sendo reconhecido por clubes do país. “Ano que vem ele quer algum clube. Ele recebeu convite de dois em São Paulo e um em minas Gerais. A gente só não aceitou as propostas porque ia perder a identidade dele de carioca. Mas para o próximo ano a gente cogita essa possibilidade. O Sillas está pedindo muito para a gente deixar ele ir. Nosso plano é fechar parceria em 2020 com algum clube. Infelizmente iremos pensar em correr pelo Estado de São Paulo e não mais pelo Rio de Janeiro porque em Macaé ninguém investe nele e nem em ninguém da pista. O projeto que ele foi revelado está parado”, revela Jane.

Sillas é mais um dos frutos do projeto Macaé Pró-Bike, da Associação Macaense de Bicicross (AMB). Caso alguém tenha o interesse em ajudá-lo, ou doar a bicicleta de BMX, basta entrar em contato com a mãe, Jane, através do telefone: (22) 99219-4850.

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