Lojas de plantas e flores apontam crescimento das vendas frente ao cenário pandêmico em Macaé

Com o isolamento social diante da pandemia da COVID-19, vendas sobem e cuidar de plantas dentro de casa tem sido como uma terapia para muitas pessoas

Cheias de vida, cheiros, cores e formatos, assim são as plantas e flores que, no dia a dia, tornam qualquer ambiente agradável, decorativo e harmônico. E frente ao cenário de pandemia da COVID-19, como esses seres vivos vêm sobrevivendo? Em Macaé, diferentemente de outros setores que se viram fortemente impactados, proprietários de lojas de jardinagem, floricultura e paisagismo, revelaram ao jornal O Debate, que o período atípico propiciou um aumento quanto às vendas.

Segundo João Lucas, proprietário de uma loja situada no Centro da cidade, nos últimos dias o segmento vem tendo bastante movimento, apesar da alta expressiva em preços de custo de plantas. Já quanto aos principais desafios enfrentados pela categoria diante do momento pandêmico, ele comenta. “Achar maneiras de vender o produto que é vivo e que precisa de sol e água foi um desses. Com a loja fechada, as levamos para um depósito para não morrerem. Quando reabrimos, as pessoas não queriam sair de suas casas, o que dificultou o nosso trabalho pela quantidade de funcionários”, disse.

Mas com o isolamento social, principal medida no enfrentamento à disseminação do vírus, o fato das pessoas estarem mais em casa foi um dos motivos para a alta demanda, causando, assim, um impacto positivo para o setor, mesmo em meio às preocupações por parte dos clientes mediante ao coronavírus. “Apesar do aumento do preço dos produtos pelas pessoas quererem com pouca produção, muitos acharam uma luz no fim da depressão e solidão em suas moradias, cuidando de plantas”, ressaltou João.

A dona de casa Nilza Mouzer é uma dessas clientes, que viram na compra de flores uma terapia no ócio domiciliar. “Moro sozinha e estar na companhia das minhas flores foi e tem sido muito importante, nos últimos meses. Sou alucinada por elas e a minha casa é cheia de tons por conta delas. Com as minhas flores, converso, brinco e passo o tempo”, conta.

Para Reinaldo Pires, proprietário de uma loja também localizada no Centro, embora a classe tenha ficado com as atividades paralisadas no começo da pandemia, no decorrer dos meses a loja começou a registrar boas vendas em meio ao confinamento. “No início ficamos parados, mas posteriormente tivemos um aumento expressivo nas vendas por conta das pessoas estarem em casa, fazendo hortas e plantios de flores. As vendas de buquês continuam baixas, pois são mais vendidos em datas comemorativas, como Dia dos Namorados e Dia das Mães”, pontua.

Visando manter o atendimento à clientela durante o tempo das atividades presenciais suspensas, a entrega em domicílio foi uma das ferramentas utilizadas para garantir todo trabalho. “Foi um acontecimento novo, onde não tínhamos parâmetro e nem expectativa e com familiares acima de 70 anos no grupo de risco, tomamos o dobro de cuidados, trabalhando somente com delivery”, frisou Reinaldo sobre o trabalho do seu estabelecimento diante do tempo chamado de “novo normal” e que ainda inspira vigilância.

Embora a pandemia não tenha afetado a classe negativamente como outros segmentos, ela forçou o setor a uma reinvenção. Neste sentido, a categoria também passou pelos momentos de pico como outros comércios, apesar das vendas se manterem estabilizadas.

Hoje, após sete meses de pandemia, o setor de plantas e flores, que já voltou a operar presencialmente, segue marcando boas vendas. Mesmo tendo muitas pessoas de volta aos seus trabalhos normalmente depois da autorização do poder público, há aquelas que ainda se mantém em isolamento, se dedicando aos seus ‘verdes’ cada vez mais.

Com o retorno do comércio após a flexibilização, o movimento tem sido grande, de acordo com João Lucas. “As pessoas começaram a ficar saturadas de ficar em casa, e buscam fazer a manutenção das plantas que compraram na quarentena, seja comprando terra, adubo, acessórios de rega, entre outros”, concluiu, apontando que o setor vem colhendo boas novas.

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