Os banqueiros têm reclamado do movimento bem reduzido no Mercado de Peixes - Divulgação

Sendo um dos segmentos mais afetados no município, setor pesqueiro em Macaé relata nova realidade

Sendo um dos segmentos mais afetados em virtude da pandemia do coronavírus, o setor de pesca em Macaé busca formas de se recuperar, diante da crise econômica que vem impactando nas vendas expressivamente desde meados de março. Embora a categoria esteja se apoiando através do sistema delivery nos últimos meses, manter a tradicional venda de peixes e demais pescados tem sido um dilema para o setor frente a uma outra realidade. Já são quase cinco meses de um cenário modificado e que requer reinvenção de variados segmentos, não sendo diferente ao setor pesqueiro da cidade, que é marcado pelas atividades dessa classe de trabalhadores, seja na pesca, no trabalho de produção, no processamento e no transporte, até chegar à comercialização, através das vendas pelo atacado ou varejo.

Segundo Paula Peixoto, dona de uma banca de pescado no Mercado Municipal de Peixes, devido à pandemia os banqueiros têm tido um movimento bem reduzido no mercado. “Com a reabertura de novas atividades comerciais, esperamos que o movimento melhore, já que somente nos finais de semana que temos conseguido vender um pouco melhor”, ressalta. “Apesar da pandemia ter começado em março, de lá para cá, a situação se mantém a mesma com o fluxo fraco”, completou.

O setor de pesca em Macaé busca formas de se recuperar, diante da crise econômica – Divulgação

Mesmo com o Mercado Municipal de Peixes exigindo o uso de máscaras, tanto por parte dos funcionários quanto por parte da população, além do álcool em gel disponibilizado no local, o fluxo de pessoas caiu em meio ao isolamento social, o que prejudicou o setor que espera por dias melhores.

De acordo com Yuri Lopes, que atua há 10 anos neste segmento como funcionário de uma banca no mercado, as maiores dificuldades enfrentadas pelo setor pesqueiro começam pelos fornecedores de peixes, camarões, caranguejos e outros frutos do mar. “Tínhamos clientes que compravam conosco 16 kg por semana, mas hoje compram 3 kg a cada 15 dias. Uma brusca mudança que vem impactando os nossos serviços”, pontua. E completou: “Até a Semana Santa, data comemorativa no mês de abril em que as vendas são boas anualmente, as vendas foram baixas”.

Yuri revela ainda que apesar da crise, em termos de vendas, os peixes que saem mais são o dourado, a corvina, pardo, cação e filés de pescada, que são os peixes popularmente mais conhecidos. Além disso, ele conta que os funcionários seguem todos os protocolos de saúde no combate ao enfrentamento à propagação do vírus. “A secretaria nos cobra muito para seguirmos as recomendações necessárias, como distanciamento adequado entre os clientes, o uso de máscaras e álcool em gel, mas mesmo assim, há redução do contingente pelo mercado”, conta.

Apesar do cenário pandêmico reconfigurar toda estrutura do setor de pesca, bem como todas as outras que compõem o município, a categoria que movimenta de forma peculiar a economia local segue trabalhando com esperança em prol da recuperação em meio ao momento de crise.

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