Agentes do 32º BPM de Macaé tiveram que solicitar o reforço policial do 29º BPM de Itaperuna para integrar na operação - Foto: Divulgação

Ousadia dos criminosos que dominam as comunidades macaenses parece não ter fim, e com isso, moradores convivem com insegurança e ordens postas por bandidos

 

Nem as ruas vazias, em decorrência da orientação para permanecer em casa com o objetivo de conter o avanço do coronavírus, fizeram com que os moradores de Macaé deixassem de conviver com os sons de tiros. As comunidades Malvinas, Botafogo e Nova Holanda vivem em dia de terror desde o início do isolamento social, que começou no dia 17 de março.

O confronto vem sendo registrado desde a tarde de última terça-feira, dia 19, que resultou na morte de um suposto traficante identificado como, Fabrício Nascimento Rosa, de 30 anos, e um outro criminoso que chegou ser baleado e se encontra em estado grave no Hospital Público de Macaé.

Como se não bastassem o isolamento social, o medo da pandemia e a falta de saneamento, – realidade esta da grande maioria das comunidades e periferias- moradores da localidade ficaram sob cenário de guerra durante uma operação policial, que resultou em mortes e feridos.

Na tarde de última quarta-feira (20), moradores vivenciaram mais um dia de ‘guerra’, entre bandidos e policiais que trocavam tiros em via pública na Malvinas.

Agentes do 32º BPM de Macaé tiveram que solicitar o reforço policial do 29º BPM de Itaperuna para integrar na operação. Agentes da Polícia Federal de Macaé também entraram no combate e trocaram tiros contra os traficantes que estavam espalhados por becos e vielas das Malvinas. Moradores se escondiam dentro de casa, na quadra esportiva e até mesmo atrás de poste iluminação.

Na última terça-feira (19), a Nova Holanda vive em ‘pé de guerra’, isso porque os policiais militares faziam patrulhamento de rotina na comunidade e foram cercados por bandidos, impedindo entrada dos agentes, que possivelmente uma grande carga de drogas teria chegado da capital para abastecer as comunidades macaense . O confronto foi registrado logo em seguida, e comerciantes tiveram que fechar as portas.

Somente nesta última semana, policiais apreenderam fuzis calibre 7.62, pistolas de grande quantidade de drogas. As apreensões de armas nas periferias de Macaé chamam atenção dos agentes de segurança pública pela quantidade e armamento pesado.

Nas comunidades das Malvinas, Nova Holanda e Lagomar, áreas consideradas populosas de habitantes, é comum a Polícia Militar apreender constantemente fuzis, modelo AR-15, Colt 762 e Colt M4, armamentos considerados pesados, que podem fazer grandes estragos.
Já em outras comunidades são comuns a apreensão de pistolas e revólver calibre 38, sendo usada mais para execução.

 

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