Foram servidas mais de quatro milhões e quinhentas mil refeições pelo preço simbólico de R$ 1,00, com gratuidade para crianças até 10 anos e idosos acima de 60 anos

As lojas maçônicas macaenses, responsáveis pela administração e execução do projeto, justificam que o contrato foi encerrado e que não houve renovação do convênio

Em nota oficial, as Lojas Maçônicas Gonçalves Ledo, Obreiros de Macaé e Lacerda Agostinho vêm a público informar o encerramento das atividades do Restaurante Popular Prato Cheio. As instituições maçônicas, responsáveis pela administração e execução do projeto, justificam o fechamento alegando que o contrato de termo de fomento com a municipalidade encerrou no dia 19/09/2020 e que não houve renovação do convênio.

Os responsáveis pelas Lojas Maçônicas macaenses deixaram claro o seu pesar com o fechamento, mas que, devido à pandemia, as operações foram interrompidas e até o momento não há previsão de retorno.

O Restaurante Popular Prato Cheio funcionava no bairro Aroeira. O convênio foi celebrado em 30 março de 2004 e, através dele, foram servidas mais de quatro milhões e quinhentas mil refeições pelo preço simbólico de R$ 1,00, com gratuidade para crianças até 10 anos e idosos acima de 60 anos.

Além de fornecer refeições de qualidade por um preço baixo, o restaurante também detectava problemas sociais, através do trabalho de uma assistente social e os encaminha a órgãos competentes – Divulgação

“Agradecemos a todos que acreditaram e confiaram na Maçonaria macaense nesses dezesseis anos, e que, de alguma forma, contribuíram para o talvez maior e mais importante projeto social que existiu na cidade de Macaé. Estamos à disposição da sociedade para retomar o projeto quando as condições sanitárias permitirem, seja novamente com o Poder Público seja com a iniciativa privada através de compensações sociais de futuros empreendimentos”, diz a nota assinada pelos Veneráveis das Lojas Maçônica Gonçalves Ledo nº 49, Lacerda Agostinho nº 3769 e Obreiros de Macaé nº 2075.

A elevada qualidade e ótimo atendimento prestados pelo Restaurante Prato Cheio têm sido motivo de muitos elogios por parte dos macaenses. Inclusive vereadores da Câmara Municipal de Macaé destacaram os benefícios do projeto, ressaltando a sua importância principalmente para as pessoas de baixa renda.

A elevada qualidade e ótimo atendimento prestados pelo Restaurante Prato Cheio têm sido motivo de muitos elogios por parte dos macaenses – Divulgação

O Restaurante era administrado pelas lojas maçônicas de Macaé, através de um conselho gestor. Além de fornecer refeições de qualidade por um preço baixo, o restaurante também detectava problemas sociais, através do trabalho de uma assistente social e os encaminha a órgãos competentes.

“Vale ressaltar que o Restaurante Popular não acabou, apenas interrompeu seu atendimento devido a termos chegado na data final do Termo de Fomento que estava em vigor. A ideia surgiu do Poder Público, no governo do então prefeito Silvio Lopes Teixeira. E a proposta foi trazida para as Lojas Maçônicas Gonçalves Ledo e Perseverança Segunda pelo próprio prefeito e pelo secretário de agricultura Alvair Silva Benjamin. Eles gostariam que o município, à exemplo de outros, tivesse o seu restaurante popular, e foi firmado Convênio que veio sendo aprimorado e renovado sucessivamente entre as partes”, disseram os veneráveis.

 

 

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A elevada qualidade e ótimo atendimento prestados pelo Restaurante Prato Cheio têm sido motivo de muitos elogios por parte dos macaenses

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