Como estamos no período eleitoral e, com a massa de informações distribuídas à população através da internet e dos meios de comunicação, parece que o mundo virou de cabeça para baixo e ninguém sabe nada ou todo mundo sabe tudo, porém, ninguém convence ninguém nesse interminável desfile de agora candidatos aos cargos eletivos. Loucura total, principalmente depois que o ex-presidente Lula foi preso, condenado também em segunda instância, se tornando inelegível.

Mas… a lei vale para todos? Claro que deveria ser assim, principalmente quando se tratam de peixes graúdos que, por terem recursos (?) para pagar as melhores bancas de advogados do país, tentam fazer chicanas para ficarem livres dos malfeitos, levando o Poder Judiciário, muitas vezes, a cometer erros por serem induzidos. Qualquer cidadão sabe que, para começar uma carreira política, como militante, deve se inscrever num partido.

Cumprindo todas as regras e culminando na sua escolha para ter seu nome submetido aos eleitores, ele deve comparecer à convenção partidária, assinar o livro de atas, e se decidir pela candidatura, também assinar documento autorizando o seu registro. A pergunta que não quer calar é: se Lula está preso, não compareceu a convenção do PT, não assinou a ata e nem autorizou seu registro, como pode o partido registrar sua candidatura? Além do mais, ele foi condenado em segunda instância e, tornou-se inelegível.

Ora, por que fazer tanto barulho? A legislação eleitoral virou uma colcha de retalhos e a cada minirreforma para atender a interesses dos próprios parlamentares, a situação apenas piora. Pior, ainda, são os institutos de pesquisa que, para confundir ainda mais, colocam o nome de Lula na lista como se ele fosse candidato, atitude considerada desrespeitosa e fora de propósito, tumultuando o processo ainda mais. Agora, o que acabou de fulminar com todas as expectativas do surgimento de novas lideranças, foi o financiamento público de campanha. E quem mais poderia se beneficiar, estão atrás das grades. Que Brasil você quer?

Cobrar de quem?

E já que estamos em período eleitoral, é hora de começar a ficar de olho nas cobranças de eleitores que gostam de levar vantagem em tudo. É a famosa Lei do Gerson que, embora não tenha sido essa a intenção, acabou figurando na vida das pessoas. Quando chega a época de eleições, todo mundo lembra que é hora de pedir. A legislação eleitoral proíbe e considera crime qualquer tipo de doação como camisas, bonés, chaveiros e outros. Mas, como a crise é grande e a Justiça Eleitoral é falha por não possuir nos seus quadros, grupo de servidores especialistas, admitidos em concurso público, o candidato sabe disso e troca. Troca o quê? Qualquer tipo de doação por conta do voto. São milhares de processos por esse Brasil afora, dando conta de que houve condenação, perda de mandato, cassação, e outras penalidades, por causa da compra de voto.

E só quem conhece os grandes centros urbanos, observam como crescem na periferia, nas encostas, nos terrenos públicos, manguezal, áreas de restinga… e por ai vai, as invasões. Quando houve uma sugestão a um vereador para apresentar um projeto proibindo a venda de amianto que causa câncer, o candidato à reeleição não titubeou: “como fazer isso? Cada telha tem um metro e meio por 50 centímetros de largura, com dez telhas, 300 tijolos e cinco sacos de cimento, você garante a construção de uma casinha para uma família que demonstra gratidão à vida toda”. Bem, o Supremo já decidiu e proibiu a venda de amianto. Mas quem disse que as doações acabaram? Pior, as empresas de energia, não exigem escritura para fazer a ligação.

A telefonia, a mesma coisa, a água… O cidadão comprova com esses documentos que “é dono do imóvel há muito tempo”. Depois, só reintegração de posse ou outra ação judicial para regular a situação. Bem, estamos aí, às vésperas das eleições, candidatos de tudo quanto é jeito e tipo, alguns, possíveis desconhecidos, surpreendendo nas urnas. E vão dizer que não houve compra de voto? Cadê as novas lideranças? Se é que os partidos permitam o nascimento de alguma.

PONTADAS

Quem compareceu ao Kenzas Hall no comício de Eduardo Paes, quinta-feira, levou um susto. Comparando o público, o candidato Chico Machado sozinho reuniu mais gente do que o grupo do Centrão, que conta com pelo menos nove vereadores. Ao ouvir o prefeito anunciar o nome de Max Lemos – anunciado com uma grande faixa de apoio – quem não gostou nadinha foi Julinho do Aeroporto.
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Com tantos candidatos a deputado estadual em Macaé, inclusive, vereadores, o prefeito Dr. Aluizio Santos decidiu apoiar um “candidato Copa do Mundo”. No seu discurso, o Chefe do Executivo demonstrou a maior traição aos seus companheiros de primeira hora e anunciou o seu candidato a estadual: Max Lemos (MDB), ex-prefeito de Queimados, diz a ‘rádio corredor’, indicado por Picciani. Welberth foi o mais aplaudido entre os discursos.
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Pior ainda, foi o jantar realizado na residência do prefeito para recepcionar Eduardo Paes, organizado pelo chefe do cerimonial do gabinete, que deveria ter a presença de um grupo de empresários. Além de Paes, o ex-prefeito do Rio, Cesar Maia e, dois empresários. Nem o candidato apoiado e anunciado por ele, Max Lemos, compareceu. Para Dr. Aluizio é, no mínimo, uma grande saia justa, e falta de credibilidade.
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Até domingo.

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