Quem paga o preço?

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Em uma conta que nunca fecha, a sociedade hoje sente a pressão dos efeitos de uma série de medidas administrativas equivocadas, de emparelhamento da máquina pública, para sustentar vícios de projetos de poder nocivos ao cotidiano do país e da democracia.

A paralisação dos caminhoneiros brasileiros é o reflexo do inevitável caos instalado no país. Revestido de uma política fiscal austera, as oscilações constantes no preço dos combustíveis, mais precisamente o da gasolina, remonta aos tempos em que a inflação desequilibrada deixou sequelas profundas na economia nacional, reduzindo a pó o orçamento familiar das classes que sustentam o desenvolvimento da nação, afundando o país em um longo período de recessão.

Muito além da valorização de um dos principais derivados do petróleo, o processo recorrente de aumento do combustível representa o arroxo da carga tributária implementado pelo governo federal, como um remédio amargo para curar as feridas da corrupção. Ledo engano!

Às vésperas de um duro processo eleitoral, e no dia em que o presidente em exercício anuncia o declínio da sua candidatura de reeleição, o governo federal precisa fazer caixa, ao se preparar para uma batalha épica, mas não aos olhos da democracia de uma república.
Não há mais o que esperar! Cada vez mais, a sociedade terá seu poder aquisitivo reduzido.

Enquanto a carga tributária se eleva, as empresas realizam cortes, reduzem o quadro de funcionários, elevam as taxas de desemprego, aniquilando partes da economia. E para reduzir esse efeito nas contas do governo, mais imposto acaba sendo taxado.
Se há três anos o “gigante acordou” e foi às ruas, é preciso agora que a paralisação dos caminheiros seja um reflexo profundo e imediato sobre qual caminho, real e oficial, o Brasil quer seguir. Porque, se continuar como está, não restará pedra sobre pedra.

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