Foto: Divulgação/ Mauricio Porão

Os eleitores macaenses estão com os dois olhos bem abertos. Um mirando com bastante cuidado a pandemia do coronavirus que, apesar de bem administrada em Macaé, por um prefeito que se isolou e só saiu do casulo agora para apoiar a candidatura do deputado estadual Welberth Resende. O outro para observar o que Dr. Aluízio fez para levar seu candidato Celinho Chapeta a figurar como vice, como se ele desse importância ao vice, tendo ele defenestrado dois grandes aliados, o primeiro, Danilo Funke, e o segundo, Vandré Guimarães que, para não se sentir humilhado, preferiu a renúncia, deixando o prefeito como “dono da bola” e tendo como sucessor o presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso, que agora renuncia à reeleição mas coloca o filho Thales Coutinho na linha sucessória. Era tudo que os macaenses antigos e os radicados por aqui há mais tempo não desejava.

A continuidade de um governo que simplesmente esqueceu que o município existe, administrando apenas para os “seus”, enquanto a cidade continua mergulhando na má gestão, ficando prédios e espaços públicos caindo aos pedaços e vandalizados, sem políticas públicas e muitas instituições com atividades encerradas, afastando os macaenses dos poucos benefícios que ainda tinham. Ele prometeu ao deputado Welberth que “não quer compromissos” (???) mas, ver no postulante ao cargo, um continuador das “boas” obras. Imaginar que os servidores públicos estão há anos sem reajuste salarial e também sem receber um benefício como o triênio, sem falar em outros benefícios ceifados, já dá bem para ver a diferença de como o servidor é considerado. Então, chegou a hora e os eleitores estão de olho vivo.

Recuperar, como?

Encerrando sua gestão possivelmente com péssima avaliação, o prefeito de Macaé ainda tem coragem de abraçar um candidato para chamar de seu. Quando em 2013 prometeu ser o governo da mudança, a população acreditou. Ele que se tornou o inimigo público número um do seu antecessor Riverton Mussi, agora concorrendo subjudice após ter o registro indeferido pela Justiça Eleitoral, não cuidou dos bens públicos e deixou tudo cair aos pedaços, numa demonstração clara de que, mesmo médico, nem na saúde conseguiu mudar alguma coisa para melhor. Mas, apenas para reavivar a memória dos macaenses, como está o Ginásio Poliesportivo Maurício Bittencourt? O antigo prédio do Ypiranga que caiu literalmente por causa do abandono? E o Estádio Claudio Moacyr, que serviu de palco para grandes eventos esportivos colocando Macaé em evidência no mundo esportivo? E o Parque de Exposições, também completamente esquecido?

O Parque da cidade, sem merecer pelo menos manutenção? O fim das instituições que eram apoio para os cegos, surdos-mudos, aposentados, e tantas outras que simplesmente foram esquecidas? As dependências do Ceasa na Barra? A manutenção do Centro de Convenções que deve ser recuperado com urgência? O que se viu de abandono como a sede da Mobilidade Urbana ao lado do Memorial, e outros bens públicos, jamais aconteceu na história de Macaé, mesmo quando o município tinha orçamento bem menor e ostentou apenas nos últimos oito anos, orçamentos que chegaram aos R$ 10 bilhões. Dr. Aluízio é um exemplo de político para ficar na história? Sim, ele está prestes a entrar na lista dos piores prefeitos que já passou por Macaé, até por ter colocado um fim também nos festejos populares, como o Carnaval, por exemplo, que ele extinguiu do calendário oficial para deliciar-se com a “turma de Búzios”, conhecido como o bairro chic de Macaé. E ainda perguntam se o deputado Welberth entrou numa boa jogada… Como jogada pode até ser mas, será que valeu a pena?

 

PONTADAS

Pode ser que sim, pode ser que não, mas o sentimento de grande maioria dos eleitores é de fazer uma boa renovação na Câmara Municipal, “aposentando” vereadores que já atingem o quinto mandato, ou seja, gozando as benesses de mordomia, esquecendo que os eleitores existem, a não ser quando chega a eleição, como agora. Só que, a transparência do sistema eleitoral está deixando muitos redutos vigiados. Na era do celular com foto, vídeo e gravação de voz, o TSE disponibiliza canal para denúncias.

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Uma situação inédita acontece na cidade, durante o período eleitoral. O Partido da Mulher Brasileira (PMB), tem um candidato a prefeito: Luiz Antonio Pacheco, conhecido como Índio. Não se conhece quantas mulheres estão filiadas ou são candidatas pelo PMB. E, consta no registro de candidaturas, que ele é divorciado. Ou seja, cadê as mulheres sendo representadas?

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Estamos a exatos 23 dias para a realização das eleições de prefeito e de vereadores. Dos 11 candidatos a prefeito de Macaé, apenas quatro são macaenses natos, Igor, Ricardo Bichão, Riverton e Silvinho Lopes. Considerando que Riverton já teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral, restam três alternativas para os eleitores escolherem um macaense da gema. Silvinho, Bichão e Igor. Os outros são de outros municípios que vão do Rio, passando por São Gonçalo, Santos até Santo Antônio de Pádua. Agora, é com o eleitor.

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Até domingo

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