Quando se trata de escolher nas eleições os vereadores e o prefeito em cada município, o cidadão, de qualquer segmento social, empresarial ou profissional liberal, se apresenta para, democraticamente buscar apoio dos eleitores para ascender ao poder que hoje, por pior que seja considerado e, sempre estar sofrendo críticas após o exercício do cargo, muitas vezes veementes, quem foi alçado ao cargo pretendido, esquece que houve um juramento, passa a viver com as imensas mordomias que vêm sendo criadas ao longo do tempo, e quando o eleitor se dá conta, não consegue ver seus anseios cobrados pelo seu representante parlamentar ou executivo.

Apesar da pandemia, começamos um novo processo de escolha de quem vai ocupar as 17 cadeiras do poder legislativo, e também aquele que será responsável pela gestão da administração pública com o desafio de melhorar a cidade com benefícios para a população que deve ser a mais beneficiada. Macaé, com um orçamento que até agora, mesmo com a crise do petróleo, chegou a alcançar quase R$ 2,5 bilhões, desperta a cobiça daqueles que acreditam, que sonham, que podem mudar, como prometeu a atual gestão, mas que não mudou nada, deixando não só o patrimônio público destruído, que será uma conta alta para o sucessor colocar em dia. Como estamos quase na data de realização das convenções partidárias para homologação dos nomes, quase 10 partidos já escolheram seus pré-candidatos, ou, quase 10 pessoas já se lançaram como pré-candidatos, que pelas redes sociais vêm desfilando suas propostas, algumas das quais, consideradas quase impossíveis de realizar. Como o impossível sempre acontece, o quadro a ser definido nas convenções, vai oferecer aos eleitores, tudo o que pode e não pode imaginar para melhorar sua qualidade de vida. As fichas estão sendo colocadas na mesa e vão ser jogadas. O desafio é: quem vai ganhar?

Mulheres no jogo político

Em cada eleição, embora seja obrigatório, o voto feminino sempre pesa na decisão para a escolha de seus candidatos. Parece já ter ido embora o tempo em que as mulheres eram subservientes e vêm buscando maior representação em todos os setores, surpreendendo as pessoas com a maneira séria e capaz de exercer um cargo público ou político. Como a legislação eleitoral agora obriga os partidos políticos a destinarem 30% das vagas para as mulheres, os dirigentes partidários vêm atendendo a exigência, porém, colocando na nominata de candidatos, mulheres que muitas vezes servem como candidata laranja, aquela que concorre apenas para preencher as exigências legais, mas que na verdade, recebem apenas o próprio voto ou números insignificantes capazes de permitir a eleição feminina. Mas com o tempo e a enxurrada de denúncias dos mal feitos pelos homens, as mulheres que desde há alguns anos começaram a se destacar na vida pública, tornam-se exemplos e suas atitudes são seguidas nos imensos rincões dos municípios, que podem mudar o quadro político, enfrentando o machismo reinante e tornando-se líderes em vários segmentos, ocupando postos e disputando com os atores políticos de todo o universo político, a ascendência capaz de superar as expectativas. Macaé tem sido um exemplo disso, desde que em 1982, Marilena Garcia se elegeu para a Câmara Municipal, tornou-se na história política macaense a primeira mulher a ser eleita para o cargo, e empreendeu lutas das mais diferentes e vitoriosas, desafiadoras, conseguindo, quando tudo era mais difícil, vitórias para a conquista do pagamento dos royalties do petróleo para os municípios, para o Nupem e a extensão de faculdades públicas para a cidade, e ainda a escola técnica federal, sem lembrar muitas outras conquistas que, certamente, estão grafadas nos anais da Câmara Municipal, da prefeitura e outros cargos por ela exercidos durante sua vida política, da qual continua a ser, como ela mesmo diz ao se apresentar, uma ativista política. Que sirva de exemplo.

 

PONTADAS

Neste fim de semana a bruxa andou solta pelo Rio de Janeiro, com o afastamento do governador Wilson Witzel do cargo, do vice-governador envolvido também nas falcatruas dos hospitais de campanha, e também do presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT), também alvo da operação. Com isso, quem assume os destinos é o presidente do Tribunal de Justiça. E olha que a Alerj ainda tem as “rachadinhas” que estão sendo apuradas. Pode?

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A Câmara Municipal de Nova Friburgo, por 17 votos, rejeitou as contas do prefeito Renato Bravo, que fica inelegível por oito anos e impedido de concorrer à reeleição. A decisão foi baseada no parecer técnico emitido pelo Tribunal de Contas do Estado e seguida pelos vereadores que sofreram pressão popular nas ruas para cobrar também outras 15 exigências do TCE. Pelo que se vê, em Friburgo nem tudo são flores.

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Muitos perguntam pela cidade se realmente o ex-secretário de Infraestrutura da prefeitura, Célio Chapeta, será mesmo o candidato do prefeito à sua sucessão, como ele mesmo anunciou e o pré-candidato já deu entrevistas. Nos corredores políticos corre a informação de que Chapeta será vice de Robson de Oliveira. Como perguntar não ofende, a pergunta é: será que é verdade? Tem muita água para rolar até a convenção.

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Até domingo.

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