Lançado nesta quinta-feira (11) pelo Ministério de Minas e Energia, programa vale para todo o Brasil, mas campos estão concentrados principalmente no estado do RJ, em Campos dos Goytacazes e Macaé.

O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou oficialmente, nesta quinta-feira (11), o Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar). O objetivo é aumentar a vida útil de campos do pós-sal e estimular a retomada econômica na indústria de petróleo e gás.

Após anos de exploração de petróleo e gás, os campos maduros offshore passaram a produzir cada vez menos. Mas, com infraestrutura instalada e reservatórios descobertos, os campos maduros oferecem oportunidade de acesso a volumes remanescentes de óleo e gás com investimentos menores do que os dos campos novos.

A partir da extensão da vida útil desses campos, o Promar busca aumentar o fator de recuperação, gerar empregos, e realizar a manutenção da indústria de bens e serviços locais e a criação de melhores condições de aproveitamento econômico de petróleo e gás natural.

O Promar terá como modelo o Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate), criado em 2017, no governo de Michel Temer, e continuado no Reate 2020.

O evento de lançamento foi virtual, com a participação do ministro da pasta, Bento Albuquerque, parlamentares, prefeitos, associações, representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e membros da indústria.

Campos do pós-sal no estado do Rio

O programa vale para todo o Brasil, mas os campos do pós-sal estão concentrados principalmente no estado do Rio de Janeiro, nas cidades de Campos dos Goytacazes e Macaé, no Norte Fluminense.

Entre os participantes do lançamento, estavam o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho (PSD), um representante da Prefeitura de Macaé e os deputados federais Clarissa Garotinho (Pros/RJ), Otoni de Paula (PSC/RJ) e Paulo Ganime (Novo).

Membro suplente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Clarissa afirmou que o programa vem em boa hora.

“Esse projeto será importantíssimo para nossa região, em especial para Campos e Macaé. Era urgente a implantação de um programa para reverter essa situação, estendendo a vida útil dos campos marginais. É preciso lembrar que os campos maduros já possuem toda uma infraestrutura instalada, o que acaba barateando a exploração de volumes remanescentes de petróleo e gás”, disse Clarissa durante o painel de abertura.

Entre 2010 a 2020, 73 planos de avaliação de descobertas foram concluídos na área de pós-sal, porém apenas 28 deles com declaração de comercialidade, o que é considerado muito pouco por analistas do mercado.

Além disso, dados do Ministério das Minas e Energia apontam que, nos últimos dez anos, a produção do pós-sal já chegou a 2 milhões de barris por dia, sendo hoje de 900 mil barris/dia. Em tendência oposta, está o pré-sal, com perspectivas cada vez maiores de produção.

“O Promar é um sopro de esperança para minha região, porque 90% desses campos (maduros) ficam na Bacia de Campos. É um projeto que nos impacta diretamente. É um sopro de esperança para nós gestores e para nós que moramos na região”, disse o prefeito de Campos e atual presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Wladimir Garotinho.

A Firjan, também presente ao encontro, encaminhou uma série de contribuições como incentivo a investimentos em tecnologia aplicada e inovação e a criação de um programa de incentivo à formação de profissionais. O presidente da federação, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, também presente ao lançamento, destacou a oportunidade de dirimir as desigualdades sociais.

“O programa será um marco para o Norte Fluminense. Temos a oportunidade de transformar os ativos em riqueza, por meio de empregos diretos na cadeia produtiva, e de renda aos entes públicos, a fim de diminuir e melhorar o desequilíbrio social do Brasil. O Promar vem nesse caminho de responder e se antecipar ao tempo, ou seja, responder às nossas urgências”, disse o presidente.

Campos dos Goytacazes e Macaé são as principais cidades onde está instalada a indústria do petróleo no Estado do Rio. Eles se beneficiam diretamente com impostos e com a geração de empregos. Mas também conseguem receitas com a distribuição de royalties e participações especiais decorrentes da exploração do petróleo nesses campos maduros, a exemplo dos demais municípios fluminenses.

Fonte: G1

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