Problema no abastecimento vem sendo reportado pela população nas áreas carentes e nobres da cidade

Relatos apontam que abastecimento estaria ruim em localidades como o Lagomar, Cancela Preta e Alto da Glória

 

Cadê a água? Essa é a pergunta que muitos macaenses têm feito nas últimas semanas. O problema do abastecimento é antigo e segue sem uma solução, pelo contrário, vem se agravando com o passar dos anos. E é no verão, quando o consumo aumenta, que a situação tende a piorar. Todos os dias o jornal O DEBATE recebe várias reclamações. Essa semana, novos relatos de moradores do Lagomar chegaram até a nossa equipe de reportagem. Na Avenida Parnaíba (antiga W28), a moradora Cristina Oliveira reporta o caos que ela e seus vizinhos têm enfrentado por conta da falta d’água. “Aqui não tem nem cano direto no meio da rua da Cedae. Ela faz pouco caso dos moradores locais. Nunca tivemos abastecimento aqui. Não aguentamos mais comprar água”, conta.

Não longe dali, na W20, mais reclamações. “Aqui não cai água há mais de um mês.Já cansei de ligar para a Cedae. Tem vezes que eles não atendem, quando atendem dão várias desculpas”, diz Josy, ressaltando que problema é na rua toda. “Em algumas ruas do bairro cai, outros lugares não. O que acontece é que eles falam que tem uma equipe passando, fazendo o cadastro das pessoas para colocar hidrômetro para começar a cobrar a água, mas isso já tem mais de dois meses e nunca apareceu ninguém fazendo nada na minha rua”,enfatiza.

Mas em Macaé o problema do abastecimento não é apenas restrito às áreas mais carentes. Na Capital do Petróleo a água tem se tornado raridade também nos bairros nobres. No Alto da Glória, o síndico de um condomínio na Rua João Alves Jobim Saldanha disse que, entre junho de 2018 e janeiro desse ano, já foram gastos mais de R$ 23 mil em caminhão-pipa. “Aqui temos falta de água constantemente. Temos que apelar para outras alternativas”, diz Waltemar Ferreira Ribeiro.

O mesmo se repete na Cancela Preta. “Aqui falta água direto. O pior que o valor cobrado pela água é absurdo”, reclama Marcelo Portella de Andrade, morador da Rua Padre Guilherme Lago Castro.

A nossa equipe de reportagem entrou em contato com o setor de comunicação da Nova Cedae que informou que uma equipe eteve na segunda-feira (21), nas ruas Padre Guilherme de Castro e João Alves Jobim Saldanha e confirmou que há abastecimento de água nos logradouros informados.

Com relação aos endereços citados em Lagomar, a Cedae diz que está realizando interligação da rede do bairro. Já foram concluídas todas as intervenções e obras necessárias na área que abrange da rua W2 até a rua W16. No entanto, é fundamental, para evolução das ações na localidade, que neste trecho citado haja cadastramento comercial, com implementação de matrícula por parte da concessionária BRK Ambiental (responsável pela gestão comercial e esgotamento sanitário no município).

Ela ressalta que, devido ao crescimento da população neste período de veraneio e devido ao aumento do consumo causado pelas altas temperaturas, pode haver redução nas pressões da rede de abastecimento. A companhia alega que vem realizando ações e manobras operacionais a fim de reforçar o abastecimento. Ela enfatiza que é importante que os moradores e visitantes utilizem a água de forma consciente, evitando desperdício, e que os imóveis tenham meios de reservar água (cisterna ou caixa d’água).

Denuncie o problema

Com o aumento nas reclamações referentes ao abastecimento, o jornal O DEBATE está criando um canal com os seus leitores. Quem estiver com problemas referente a água, pode enviar uma mensagem pelo WhatsApp: (22) 99609-9064. Na hora é importante, além de informar há quanto tempo o problema está acontecendo, o nome e o endereço completo. Esse contato também poderá ser usado para outras denúncias.

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