Entre algumas das reclamações, estão a redução da frota em operação, a superlotação em alguns ônibus

“Para manter a circulação dos ônibus e atender à população temos empenhado todos os nossos esforços”, diz o diretor-executivo da SIT Macaé, Carlos Rocha

Buscando recursos financeiros para garantir seus serviços à população macaense, o Sistema Integrado de Transporte (SIT) segue sendo alvo de críticas pela população macaense. Entre algumas das reclamações, estão a redução da frota em operação, a superlotação em alguns ônibus e a morosidade da passagem dos ônibus pelos pontos da cidade.

Segundo relatos, ônibus das linhas região serrana, do Lagomar, Cavaleiros, Terminal Parque de Tubos e do Terminal Cehab, dos que apresentam os principais problemas. “Ficamos a mercê por horas aguardando os ônibus, quando finalmente chegam aos pontos, embarcam cheios. Eles não querem saber se tem gente demais e se está com aglomeração”, ressalta a passageira Thamíres Rocha.

Já uma outra passageira comenta que leva cerca de 40 min a 1h de segunda-feira a sexta-feira em um dos pontos da Praça Veríssimo de Melo, no Centro. “Deveria haver uma melhor fiscalização. Saio porque necessito trabalhar, mas confesso que é preocupante a nossa situação”, conta Dilce Pontes. E completou: “Outro dia um rapaz questionou um motorista sobre essa situação e ele não se manifestou. Todos nós ficamos surpresos com o descaso”.

Apesar dos problemas que vêm sendo questionados pela população, a empresa justifica que a frota está equivalente à demanda, sendo que os ônibus só podem circular com passageiros sentados de acordo com decreto municipal e todos os motoristas e colaborados da SIT estão utilizando máscaras, os ônibus estão passando por reforçada higienização interna e é orientado o distanciamento sempre que possível, assim como todos os passageiros circulando sentados.

De acordo com a empresa foi apresentado ao poder público de Macaé a necessidade de ajuda financeira emergencial para superar o colapso financeiro provocado pela pandemia do coronavírus (COVID-19), que reduziu dramaticamente as receitas operacionais, colocando em risco a continuidade da prestação de serviços à população. Os impactos da pandemia nos sistemas de transporte urbano em todo país foram muito severos, tendo sido adotadas em muitas cidades medidas de socorro emergencial para evitar o colapso dos operadores. Em Macaé, não foi adotada nenhuma providência nesse sentido.

Os ônibus estão passando por reforçada higienização interna e é orientado o distanciamento sempre que possível

As medidas tomadas para reduzir a circulação de pessoas impactaram drasticamente as receitas da SIT e colocam em risco as atividades da concessionária, tornando-se imperiosa a adoção de imediato socorro financeiro. A empresa possui uma frota de 216 ônibus, atende a 40 linhas e transporta em média 110 mil passageiros por dia pela cidade, incluindo a região serrana de Macaé. Com a pandemia, a redução do número de passageiros foi de 75%, o que impactou drasticamente no equilíbrio financeiro das operações da SIT Macaé, que já se encontrava desequilibrada desde antes da pandemia devido ao congelamento injustificado da tarifa nos últimos anos.

De acordo com Carlos Rocha, diretor-executivo da SIT Macaé, os últimos anos foram levados com muito esforço. “Para manter a circulação dos ônibus e atender à população temos empenhado todos os nossos esforços. Mas, agora, estamos no limite e com dívidas acumuladas, sem recursos para manter as operações”.

O executivo salienta que algo tem que ser feito para evitar a iminente paralisação dos serviços. “Caso nosso pleito não seja acolhido, as operações da empresa podem ser comprometidas. Estamos buscando todas as alternativas possíveis para que isso não aconteça”, finaliza Rocha.

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