Companhia divulgou relatório de produção e vendas do 4º Trimestre de 2019 - Foto André Motta / Ag. Petrobras

Depois de vários anos de estagnação, apresentamos excelente desempenho operacional. Alcançando recordes diários, trimestral e anual de produção de óleo e gás.

No 4T19 a produção de óleo e gás atingiu 3,025 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), o que representa um novo marco na história da Petrobras, rompendo pela primeira vez a barreira de 3,0 MMboed num trimestre.

Em 2019, a produção atingiu a média de 2,770 MMboed, atingindo o limite superior da meta traçada para o ano, de 2,7 MMboed, com variação de 2,5% para cima ou para baixo, tendo aumentado 5,4% em relação a 2018. A produção de óleo no Brasil foi de 2,172 MMbpd, excedendo a meta de 2,1 MMbpd.

A performance operacional do ano reflete o melhor resultado no 2S19, impulsionado pelo ramp-up dos novos sistemas de produção, que mais do que compensou os desafios, enfrentados no 1S19.

Os ramp-ups da P-67 e da P-69 no campo de Lula contribuíram para o registro de novos recordes mensais de produção própria e operada de 3,1 MMboed (novembro) e 3,8 MMboed (dezembro), respectivamente. Ainda em novembro, com o início da produção da P-68, concluímos o cronograma de implantação de 8 sistemas de produção em menos de 24 meses, algo inédito em nossa história. Além disso, em dezembro, alcançamos um novo recorde diário na produção própria de 3,3 MMboed.

A meta de produção de 2020 de 2,7 MMboed, com variação de 2,5% para cima ou para baixo, corresponde à produção comercial de 2,4 MMboed e de 2,2 MMbpd de óleo. Os números consideram o efeito, na parcela Petrobras, das vendas de Tartaruga Verde e dos campos da Nigéria, cujas transações já foram concluídas e que, em conjunto, produziam 86 mil barris por dia (Mbpd).

A produção na camada pré-sal continua em evolução, alcançando 1,533 MMbpd no 4T19 e 1,277 MMbpd em 2019, representando um aumento de 46,4% contra o 4T18 e 28,4% contra 2018, respectivamente. Em 2019, a produção de óleo no pré-sal passou a representar mais da metade da produção total de óleo no Brasil, 59% ante 49% em 2018.

Em 6 de novembro, adquirimos os ativos de Itapu e Búzios no leilão do Excedente da Cessão Onerosa, reafirmando nosso foco na exploração e produção de ativos offshore de classe mundial, principalmente no pré-sal, em que somos os donos naturais.

Búzios é o maior campo de petróleo offshore de águas profundas do mundo. É um ativo de classe mundial, com reservas substanciais, baixo risco e baixo custo de extração, sendo resiliente a cenários de preços inferiores a US$ 40 por barril. Trata-se de um ativo em que somos o dono natural, pois a Petrobras é capaz de extrair retorno mais elevado do que qualquer outro operador.

Fechamos o ano de 2019 com 9.590 MMboe em reservas provadas (critério SEC), em linha com o ano anterior. Vale destacar que as reservas dos ativos de Itapu e Búzios adquiridos no leilão da Excedente da Cessão Onerosa não estão computadas nesse volume. As operações de desinvestimentos concluídas ao longo do ano proporcionaram a monetização antecipada de 72 MMboe. Desconsiderando os desinvestimentos, conseguimos repor 106% do volume produzido devido, principalmente, à boa performance e ao maior histórico de produção dos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos, além de incorporações relacionadas ao remanejamento de volumes devido à revisão do contrato de Cessão Onerosa e à aprovação de novos projetos nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. A relação entre o volume de reservas provadas e o volume produzido é de 10,5 anos.

Em 24 de janeiro de 2020, a plataforma P-70, que será instalada no campo de Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos, chegou ao Rio de Janeiro. Foi utilizada uma inovação no transporte da unidade da China ao Rio de Janeiro, através do reboque seco (dry tow), sendo embarcada em um navio semissubmersível para transporte de carga pesada ao invés de ser conduzida por rebocadores oceânicos. Com isso, conseguimos diminuir o prazo médio de transporte de 100 dias para cerca de 45 dias. O tempo é uma variável extremamente importante para o retorno de um projeto, o que destaca a contribuição da diminuição do tempo de transporte obtido via emprego do dry tow.

A P-70 tem capacidade para processar 150 Mbpd e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A previsão é de que comece a produzir ainda no primeiro semestre deste ano.

Em 29 de janeiro de 2020, a P-77 alcançou a capacidade de 150 Mbpd, concluindo o ramp-up em 10 meses.

No segmento de refino, aumentamos nossa produção de bunker e de correntes de óleo combustível de baixo teor de enxofre devido à valorização dessas correntes no mercado internacional em função da nova especificação da IMO 2020. Dessa forma, capturamos oportunidades de exportação e iniciamos o atendimento ao mercado interno com as novas especificações. A produção dessas correntes, no 4T19, foi em média de 148 Mbpd um aumento de 35% em relação à produção do 3T19. A produção dessas correntes está numa trajetória crescente, com um volume produzido no 2T19 de apenas 46 Mbpd. Nosso parque de refino e infraestrutura de logística estão bem posicionados para captura dessas oportunidades.

A exportação de petróleo aumentou 11% em relação ao 3T19 e 38% relativamente ao 4T18. Em novembro a exportação da Petrobras atingiu o nível recorde de 767 Mbpd.

No segmento de gás e energia destacam-se a geração elétrica, que aumentou 16% em relação ao 3T19, refletindo a piora do cenário hidrológico.

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