O Ocyan SMART é o primeiro sistema integrado para monitoramento das atividades de sondas no Brasil a abranger seis dimensões - Divulgação

Sistema atua com todas as dimensões em tempo real, incluindo agora também o monitoramento do BOP

A Ocyan concluiu a última fase de teste da sexta dimensão do Sistema de Monitoramento Avançado em Real-Time, que inclui acompanhamento de imagens geradas por câmeras. O sistema Ocyan SMART abrangeu nessa nova fase o monitoramento do BOP (Blowout Preventer) em tempo real, possibilitando a predição de falhas, e agora oferece ao mercado a tecnologia com uso intensivo de inteligência artificial em seis dimensões, em tempo real.

“O Ocyan SMART é o primeiro sistema integrado para monitoramento das atividades de sondas no Brasil a abranger seis dimensões, o que demonstra o pioneirismo da companhia na busca por soluções tecnológicas e inovadoras”, destaca Rodrigo Chamusca, responsável por Tecnologia e Inovação na Unidade de Negócios de Perfuração da Ocyan.

A tecnologia permite agrupar dados que antes estavam pulverizados em sistemas de monitoramento separados. Hoje, a empresa integra e disponibiliza os dados relacionados à perfuração, controle do poço, gerenciamento de potência, posicionamento dinâmico, monitoramento do BOP, além das câmeras do circuito interno de TV das plataformas. “É um sistema completo. Painéis e gráficos personalizados são desenvolvidos para exibir os dados em tempo real e gerar percepções valiosas para as operações, usando informações monitoradas para alcançar uma maior confiabilidade e intervir no equipamento no momento correto”, completa.

O BOP submarino é um dos equipamentos mais críticos em uma sonda de perfuração offshore. Uma falha em um de seus componentes pode causar um grande tempo não produtivo ou, pior ainda, um desastre ambiental. As falhas do BOP são responsáveis por aproximadamente 40% de todo downtime em sondas de perfuração.

A Ocyan percebeu que poderia ampliar o uso dos dados operacionais de seus BOPs para planejar intervenções de manutenção durante as janelas operacionais. Para este desafio, a empresa buscou uma parceria com a Delfos, startup brasileira focada em inteligência artificial para a indústria de energia. Com a parceria, foi possível aperfeiçoar modelos de predição de falhas para BOPs submarinos usando analítica de dados, permitindo a manutenção preditiva dos componentes críticos do BOP. “A startup foi uma das selecionadas na primeira edição do programa de inovação aberta da empresa, o Ocyan Waves, e se tornou fornecedora da empresa. Alinhamos o desafio proposto e o resultado deu certo”, esclarece Chamusca.

Com base em dados operacionais históricos, os modelos analíticos permitem a projeção de comportamentos esperados e a sua comparação com dados reais, possibilitando a identificação antecipada de desvios de comportamento. Diante destas informações, as equipes podem se aprofundar em atividades específicas de manutenção e inspeção nos componentes onde os desvios foram identificados, levando a uma manutenção otimizada do BOP quando na superfície e reduzindo o risco de paralisação.

“O resultado final mostra que nosso uptime tem atingido recordes históricos e nossa performance, com as sondas, tem sido destaque. É um grande potencial para melhorar o planejamento das atividades de manutenção e, portanto, aumentar sua disponibilidade, reduzir o downtime, os riscos de segurança operacional e aumentar o rendimento geral de seus componentes ativos”, finaliza.

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