O Parque Gráfico de O DEBATE foi símbolo da modernização e inovação tecnológica - Arquivo

Após enfrentar as sérias consequências causadas pela pandemia da COVID-19, o jornal O DEBATE encerra seu tempo de jornal impresso (PDF)

O jornal O DEBATE encerra um ciclo neste sábado (28), fecha seu tempo de jornal impresso (PDF) com uma edição especial, depois de enfrentar as sérias consequências causadas pela pandemia da COVID-19, que obrigou muitas empresas a encerrarem as atividades, por causa da restrição do trabalho, de receitas para saldar compromissos e obrigado a dispensar seus profissionais respeitando os decretos municipais determinando a suspensão das atividades laborais.

O distanciamento se fez necessário, o trabalho home office mudou completamente a vida da redação, a gráfica, com os serviços paralisados desde o início do ano, não produz nenhum impresso e os profissionais, mão de obra especializada, tiveram de ser dispensados, o que causou transtornos para a empresa fundada em 1976.

Aliás, a pandemia do coronavírus só veio acelerar o fim da imprensa escrita no mundo. Bancas fechadas, jornais sem poder circular também aceleraram o processo. Mas este tempo foi o suficiente para a direção de O DEBATE perceber que não seria mais possível continuar “nadando contra a maré”, porque sem receita, com dívidas acumuladas dentre outras dificuldades, não foi fácil chegar a esta decisão desde que foi fundada a Ejoran – Editora de Jornais, Revistas e Agência de Notícias, que se conceituou no ramo jornalístico.

O passado de glória ficou para trás com suas histórias e informação apurada ao longo do dia em uma edição de papel. O tempo agora é outro e vem mudando desde a queda do preço do barril de petróleo, que causou o desemprego de mais de 20 mil pessoas. Somado esse fato, com o desaparecimento de mais de 600 empresas, o início da pandemia do Coronavírus acendeu a luz vermelha, não sendo possível manter uma equipe de alto nível e com o isolamento social, aumentar as dificuldades.

Na verdade, encerrar as atividades da Ejoran é uma mudança de comportamento e de ação prática no fazer jornalismo, porque todas as adversidades foram enfrentadas, mas a Covid-19 não permitiu que o trabalho continuasse com o mesmo sucesso. “Não podemos ficar afundando em dívidas, e a pandemia ainda não tem prazo para acabar. O que está acontecendo é exatamente o contrário. A pandemia do coronavírus contribuiu fortemente para o encerramento das atividades da Ejoran”, disse Carlos Renato que foi um dos primeiros a ser dispensados.

São quase 45 anos de fundação da empresa que agora deixa de existir por força da pandemia do coronavírus. São quase 10 mil edições que formam um acervo fantástico da história de Macaé que a partir de agora, encontrará outros meios de registrar seus momentos. Quando foi fundada a Ejoran – Editora de Jornais, Revistas e Agência de Notícias, em 1976, a visão futurista ficou evidenciada. mas esbarrou em um motivo de força maior que foi a pandemia, não permitindo sua continuidade.

Ao serem informados da decisão, algumas pessoas se manifestaram, deixando registrado o que a empresa representou para Macaé e região, levando às bancas e assinantes o jornal impresso, sofrendo muitas mudanças, mas não suportando a última delas que foram as restrições estabelecidas pelas autoridades de saúde sanitária, por causa da pandemia.

A fachada do Jornal O DEBATE no Centro da cidade – Arquivo
A fachada do Jornal O DEBATE no Centro da cidade – Arquivo

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Pelo menos neste momento o jornal não foi otimista em relação a economia de Macaé que foi uma das grandes justificativas para fechamento do impresso. Macaé não vai bem mas tem um monte de gente vendendo mentiras e empurrando os problemas com a barriga sem solução a curto prazo e nem a médio prazo. A Petrobras se desfez do melhor campo da BC que era o campo maduro de Marlim. Isto vai ter reflexo em Macaé. É a saída de 6 unidades para entrada de duas. Isto implica mais do que um grande desemprego a médio prazo. O tal porto maravilha de Macaé ainda não foi a lugar nenhum e nem irá enquanto continuar as incertezas nos preços e na política do petróleo no Brasil . Com Lula sabíamos aonde íamos, com Bozo vamos para o buraco com certeza.

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