Sessão Solene foi realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de Macaé na última quarta-feira (5)

Sessão Solene é marcada com recordações dos corresponsáveis pela vinda da universidade para a cidade

Uma noite de celebração marcou a homenagem aos 25 anos do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em Macaé. A Sessão Solene, de iniciativa do vereador Marcel Silvano (PT), foi realizada na quarta-feira (5), no Salão Nobre da Câmara Municipal.

O evento contou com a participação dos diretores da instituição Roberta Pereira Coutinho, Rodrigo Fonseca e Francisco de Assis Esteves, além do corpo docente, técnico e acadêmico que se fizeram presentes na comemoração desse momento histórico, principalmente num momento em que Educação Pública no Brasil vive tempos difíceis.

No evento também estiveram presentes a professora, ex-secretária de Educação e ex-vice-prefeita Marilena Garcia, o vereador Luciano Diniz e o ex-prefeito Riverton Mussi, que acompanharam parte do processo de institucionalização da universidade em Macaé.

Em seu discurso de homenagem, o vereador Marcel parabenizou o empenho dos diretores da UFRJ em resistirem e batalharem para dar continuidade ao magnetismo da universidade num momento crítico que as universidades públicas vivem no País. Ressaltou a importância das universidades no interior, pois representam a oferta de trabalhadores, pensadores, pesquisadores e profissionais das mais diversas áreas e que garantem e lutam por direitos e elaboram políticas públicas nas diversas áreas, com tecnologia e diversos saberes.

“Lutamos por décadas para que a universidade pública fosse uma realidade para nós, que nosso povo tivesse direito de estudar aqui. Hoje, com orgulho, somos a cidade do Nupem, da UFRJ, da UFF, da FeMASS, que formam diversos profissionais. Viva a universidade pública no interior do País, viva o Nupem, que agora é um instituto. E nenhum passo atrás no nosso direito sagrado à universidade pública, gratuita, livre, de qualidade e em especial aqui no interior do Brasil”, disse Marcel.

O professor Rodrigo Fonseca, que é diretor no Nupem, destacou a necessidade de ter investimentos públicos na inovação de conhecimento, pois nas grandes cidades do mundo, as importantes tecnologias começaram, assim como Macaé, com as universidades, grandes geradores de conhecimento, com excelentes pesquisadores que fazem parcerias com iniciativa privada e poder público.

O diretor citou como exemplo bem sucedido nesse sentido, a Noruega, que recentemente noticiou que abriu mão de explorar petróleo depois de 2030, diante dos grandes avanços tecnológicos que independem da atividade petrolífera.

“Na Noruega, 100% dos carros são elétricos, sem poluição e há qualidade de vida. Eles conquistaram isso porque eles conseguiram economizar quatro trilhões de Dólares no Fundo Soberano para Saúde, Educação e Ciência. Temos que aprender com eles, investir no conhecimento, na preservação ambiental, por exemplo. Deixo essa proposta para a Câmara, a de continuar construindo essas parcerias tão bem sucedidas através de uma lei, recursos, metas, avaliações periódicas, inclusive por órgãos internacionais”, sinalizou Rodrigo.

O professor Francisco Esteves, precursor de toda caminhada da UFRJ até hoje em Macaé, ressaltou que na verdade, a relação da UFRJ com Macaé deu-se desde a década de 50, com o macaense Luiz Renato Caldas, grande estudioso que fez vestibular para a antiga universidade que na época se chamava Faculdade Nacional de Medicina, se formou em 1954 e trabalhou como professor de Radiologia no Instituto de Biofísica. Tornou-se Reitor da UFRJ no período de 1977 a 2001.

Ele conta que a vinda da UFRJ para Macaé foi de longa e difícil caminhada. O objetivo era trazer para o município, não apenas o ensino, mas também a pesquisa, geradores de conhecimento e agentes de transformação social, por meio do Nupem, até a chegada dos demais cursos de graduação no campus.

“A pesquisa é a alavanca que traz o desenvolvimento. Temos convicção muito clara que com a chegada da UFRJ em Macaé descortina-se o novo e próximo futuro para a cidade, alicerçado no conhecimento. Temos que ajudar a sociedade a migrar de Capital do Petróleo para Capital do Conhecimento. Estamos nessa fase de transição e não tenham dúvida de que entre 10 a 15 anos não podemos ter somente o petróleo como alternativa econômica para a cidade”, alertou Francisco Esteves.

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