Foto: Divulgação

Conhecido o resultado das eleições no dia 15 de novembro, pode não ter havido muita festa porque, em tempo de pandemia, não poderiam mesmo os atores políticos, depois de tanta aglomeração e a consequente transmissão do coronavirus, sabe-se que não foi muito assustadora a decisão dos eleitores que, contrariando algumas regras, e esquecendo do dever cívico do voto, grande número deles resolveu não comparecer para votar, apesar dos 11 candidatos, um deles subjudice, utilizarem as redes sociais massivamente para pedir votos, mas esquecendo de colocar sua biografia a disposição daqueles que vão ter de aturar durante quatro anos um novo prefeito e os 17 vereadores eleitos, apenas quatro deles reeleitos, embora na renovação de dois terços dos membros da Câmara estejam inseridos alguns nomes conhecidos da velha guarda e ativista político. O prefeito eleito, Weberth Rezende, do Cidadania, com a experiência de dois mandatos de vereador, e dois de deputado estadual, parece conhecer com facilidade os caminhos obscuros da política para vencer os desafios que estão colocados à frente e, não são poucos. A primeira barreira encontrada, embora o seu grupo tenha articulado a eleição com o grupo do governo, tanto que o vice-prefeito foi colocado na chapa por essa decisão, é a transição, dificultada e muito pelo prefeito em exercício, que foi obrigado após decisão judicial, começar esse trabalho previsto na legislação. Ainda sem muitas revelações que possam ser bombásticas mas aguardadas com o desenrolar dos trabalhos, são novos tempos, e espera-se que o prefeito eleito, como prometido na campanha, consiga pelo menos colocar em prática algumas ações consideradas desafiadoras para este novo momento.

Petrobras na Bacia de Campos

A venda pela Petrobras de campos antigos em águas rasas na Bacia de Campos, parece ter resultado no compromisso de investimentos na rodem de R$ 10,6 bilhões na região por petroleiras de médio porte. BW Energy, Perenco e Trident compraram 14 campos nos quais a Petrobras não colocava nem mais um tostão há algum tempo, e agora poderão voltar a produzir, gerar empregos e royalties. Com expectativas de aportes bem maiores que esse volume de investimentos para os compromissos firmados para atuar na região, só as atividades contingentes já previstas podem fazer o valor dobrar. Apesar de o monopólio do petróleo no país ter sido abolido há 23 anos, o número de empresas privadas que atuam no Brasil além da Petrobras ainda é relativamente pequeno. Isso porque a estatal continuou dominando a exploração de petróleo no país. Somente nos últimos anos decidiu se desfazer dos campos de menor porte e em declínio natural da produção em mar e terra. Para uma gigante como a Petrobras, não faz sentido econômico manter ativos em declínio ou com reservas baixas, mas empresas de menor porte podem ser mais competitivas na redução de custos para produzir nessas áreas. O potencial ainda é grande e novas oportunidades exploratórias também podem favorecer esse mercado, já que o país tem cerca de 6 milhões de quilômetros quadrados em bacias sedimentares, com potencial de conter petróleo e gás, e apenas 240 mil quilômetros quadrados estão contratados e, das reservas descobertas, só 10% foram extraídas. Um dos campos comprados pela BW Energy na Bacia de Campos, o Maromba, não é maduro. Descoberto em 2006, ele nunca entrou em produção e tem reservas de 100 milhões de barris. A Petrobras abre espaço na Bacia de Campos e Macaé que sedia todas as unidades da estatal, já terá o terminal marítimo funcionando sob nova administração, com a previsão de 135 atracações de embarcações por ano. Empregos à vista.

PONTADAS

Alguns vereadores não reeleitos e que imaginavam estar num mar de rosas, agora terão de encontrar novas maneiras de ganhar dinheiro para sobreviver. Como a prática de rachadinhas e ocupação de cargos comissionados virou maneira comum de ganhar dinheiro, quem sabe alguns deles, com experiências, poderá voltar ao Poder Legislativo pela porta dos fundos?

Lugar comum nas discussões pelas redes sociais, parece que o transporte público em Macaé que deveria servir como modelo, virou mesmo palco das maiores reclamações da população que não aguenta mais ouvir a palavra SIT. A pergunta que não quer calar e feita por muitos é se o prefeito eleitor Weberth Rezende terá condições de enfrentar a máfia do transporte público e mudar.

Este final de ano, com as recomendações de ampliar o isolamento social, e a proibição de algumas atividades laborais para evitar aglomerações, está deixando a classe empresarial de cabelo branco. Com a chegada do Natal, grande parte dela está tentando ampliar o horário de funcionamento e colocar a mão na grana que chega com o pagamento do 13º salário e o pagamento de dezembro.

Até domingo.

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