A aprovação da Nova Lei do Gás, pela Câmara dos Deputados na terça (16) sinalizou ambiente confiável e levou grandes players a manifestarem posições firmes de investimento, como a Equinor, que anunciou que irá instalar um FPSO com capacidade para produzir 16 milhões de m3/dia no projeto da descoberta de Pão de Açúcar, na área do bloco exploratório BM-C-33, no pré-sal da Bacia de Campos.

A nova FPSO vai ser conectada ao Terminal de Cabiúnas, em Macaé, a partir de um gasoduto submarino que vai se conectar a uma nova instalação dedicada de recebimento de gás, onshore, dentro do terminal. Veronica Coelho, presidente da Equinor, atribui à sanção do novo marco legal o anúncio feito: “A conclusão da liberalização em curso do mercado de gás natural no Brasil, de acordo com o plano atual, é fundamental para o desenvolvimento adicional do projeto”.

A presidente da Equinor explica que o BM-C-33 “é um ativo que tem o potencial de gerar valor para a sociedade, tanto pela criação de empregos diretos e indiretos, e consequente efeito cascata, quanto pela oferta adicional de gás que pode contribuir para o crescimento industrial, como já aconteceu em outros países”.

O deputado federal Christino Áureo enfatiza que “o anúncio da Equinor vem em linha com o que a gente tem defendido que é a Nova Lei do Gás, que é antes de uma série de descobertas e de fatores de mercado. Não só esse anúncio da Equinor, mas vários outros, vem confirmar duas coisas. Primeiro que a Petrobras continua sendo significativa no processo como todo, tanto que ela tem 30% dessa área que está em discussão, e a Equinor 35%. Portanto, a Petrobras permanece relevante na questão do óleo e do gás, e ela está ganhando parceiros sempre com capacidade de investimento maior do que ela, fazendo com que ela possa ter benefícios do investimento ser ampliado e ter participação”.

O deputado Christino diz que o compartilhamento dos dutos de escoamento, que vêm do mar, vai permitir a ampliação das instalações on-shore, ou seja, as terrestres, como a Cabiúnas, da Rota 2, “importante na produção de gás de uso doméstico, assim como é relevante para fornecimento às térmicas”. E, acrescenta: “Esssa rota está chegando no limite e que nos faz sonhar com a Rota 5, chegando em Cabiúnas, com reflexo direto em todos os municípios, no Norte Fluminense”.

Como presidente da subcomissão de Óleo e Gás da Câmara Federal e da Frente Parlamentar de Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e de Energias Renováveis, Christino diz que “vai continuar acompanhando e estimulando para que os investimentos aconteçam e que a lei seja sancionada sem vetos pela presidênca da República”.

O consultor na área de petróleo, energia e logística, Wellington Abreu, diz que vê a aprovação da Nova Lei do Gás, e o Regime Diferenciado para Térmicas e Consórcios aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) como “uma enorme porta que se abre para inúmeros empreendimentos para o País e principalmente para o Rio de Janeiro”. E, continua: “Estas aprovações abrem caminhos e propiciam um ambiente de negócios mais seguro e favorável para inúmeros negócios e investimentos”, com reflexos imediatos em cidades como Campos, Macaé e São João da Barra.

O subsecretário de Petróleo, Gás e Inovação Tecnológica Marcelo Neves, afirma que o prefeito Wladimir Garotinho entende o novo ambiente como propício para a atração de investimentos. “Como presidente da Ompetro, o prefeito Wladimir segue na defesa dinâmica de parcerias para alavancar, atrair, investimentos estruturantes no setor de energia, petróleo e gás”, citando que a Nova Lei de Gás “abre uma nova fronteira para as cidades produtoras de petróleo”.

1 COMENTÁRIO

  1. A único evento bom para Macaé é mais gás em Cabiúnas somente. O restante dos empregos são gerados fora de Macaé e a grande parte fora do Brasil. Estes empreendimentos não tem Conteúdo Local e o investimento principal que é o FPSO vai ser feito fora do Brasil. O que realmente pode criar empregos em Macaé são novos desenvolvimentos na Bacia de Campos e Espirito Santos.

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