Macaé registra um expressivo avanço da doença, podendo chegar ao ponto de ficar fora de controle - Divulgação

Macaé retorna a faixa amarela que aponta o avanço da doença, e o Prefeito Dr. Aluizio amplia o número de leitos no HPM

O cenário aponta para a gravidade de uma nova onda de contaminação da Covid-19 em Macaé, que mostra o avanço da doença, podendo chegar ao ponto de ficar fora de controle, como em tantas outras cidades pelo mundo afora.

O Prefeito Dr. Aluizio analisa a situação e decide ampliar o número de leitos no HPM. “Retrocedemos na taxa de replicação do vírus R.1,10.0. O número de leitos será ampliado. As atividades laborais serão mantidas. Nada será fechado. Use máscara. Salva vidas. Salva empregos”, declarou o prefeito no seu Twitter.

Neste sentido, a gravidade da situação em Macaé é apontada pelo Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que atingiu a marca histórica de 10 mil testes moleculares da COVID-19, através da técnica conhecida como PCR (Reação em Cadeia da Polimerase). O Instituto NUPEM alerta sobre segunda onda de casos ou mesmo a continuidade da primeira onda. De acordo com dados do Instituto NUPEM, no final de outubro, 35% dos testes tinham resultados positivos para SARS CoV-2 (o novo Coronavírus). No início de setembro, apenas 9% dos diagnósticos eram positivos, indicando que a taxa de novos infectados estava no seu menor nível dos últimos meses (Figura 1). O município já contabiliza 10.465 casos da doença com 183 óbitos segundo informações do site da Prefeitura Municipal de Macaé.

A geneticista e professora doutora do NUPEM/UFRJ Raquel Gestinari realizando a pipetagem da técnica de PCR e representando a equipe de diagnóstico molecular por PCR em tempo real – Divulgação

O Diretor do NUPEM/UFRJ, Rodrigo Nunes da Fonseca, informa que os números já refletem um aumento progressivo nas internações nos hospitais, conforme o NUPEM/UFRJ havia previsto na metade de Setembro e início de outubro. “Percebemos um aumento gradual da positividade nos testes mês a mês, e alertamos naquela época para uma possível segunda onda de casos”. Segundo o último levantamento, nessa segunda-feira, a taxa de ocupação de leitos terapia intensiva do SUS é de 38%, frisou o diretor.

O Diretor do NUPEM/UFRJ prossegue explicando que a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) é o método que identifica a presença dos SARS-Cov2 nos seus estágios iniciais de sintomas ou mesmo em indivíduos assintomáticos. Os pacientes que evoluem para casos graves são internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) de uma a duas semanas depois dos primeiros sintomas, logo a taxa de positividade é um bom preditor do que acontecerá nas próximas semanas. Dentro desse contexto nas últimas duas semanas (Novembro), a taxa de positividade vem caindo para patamares ainda bastante altos (20%) (Figura 1), e esta diminuição na taxa de positividade deve ser acompanhada nas próximas semanas.

“O diagnóstico precoce e em massa da COVID-19 faz parte da estratégia para o controle da pandemia, seguido pelo tratamento, isolamento dos indivíduos infectados e seus contatos. Em Macaé, as iniciativas para controle, incluindo os testes realizados pelo NUPEM/UFRJ em parceria com o laboratório de Virologia Molecular coordenado pelo Prof. Amilcar Tanuri, tiveram efeitos positivos e a cidade entrou na faixa verde de contaminação da COVID-19 na segunda semana de agosto, mas os dados mais recentes mostram um novo crescimento de casos em outubro e novembro”, disse o diretor.

A Direção do NUPEM/UFRJ faz um agradecimento especial a todos os membros do seu corpo social que tem trabalhado incansavelmente nas pesquisas e no diagnóstico de COVID-19, aos doadores que permitiram a realização de mais de 10.000 testes de PCR e a equipe da Prefeitura Municipal de Macaé e dos hospitais da cidade pela coleta das amostras (Figuras 2 e 3).

 

12 COMENTÁRIOS

  1. O comércio e a população são culpados por este aumento descontrolado. Dou um exemplo. Depois de meses voltei decidi voltar para academia para fortalecer os músculos da perna. Academia pediu-me o certificado de Covid que eu o o fiz. Cheguei na academia foi atendido pela secretária sem máscara, dentro da academia os instrutores e inclusive o dono sem máscara, a maioria dos usuários sem máscaras, falta álcool para higienização, etc. Tinha uma senhora que passava periodicamente uma pano com álcool nos equipamentos. Resumindo , só volto lá se for seguido a lei. Com certeza isto acontece em toda Macaé.

  2. Isso é puro terrorismo. Se aumentaram o número de testes, é óbvio que vai aumentar o número de infectados. Entretanto, entre esses resultados dos testes, existem os falso-positivos (foi o meu caso), existem os assintomáticos, que não demandam internação, e existem os que têm sintomas leves, que podem ser tratados em casa. Assim, o número importante não é o de infectados: é o número de óbitos, ou seja, o número dos casos graves que levam à óbito. Observando o total de infectados, cerca de 10.600, que equivale a 0,04% da população macaense, e o número de óbitos, 184, que equivale 0,017 do total de infectados é mais que óbvio que a cidade NÃO ESTÁ EM SITUAÇÃO GRAVE face à Covid-19.
    Gostaria de saber a quais interesses o sr. Prefeito e esse jornal estão atendendo ao divulgar fake news, que levam o povo macaense a mais inquietação e desespero diante dos impactos negativos (desemprego, quebra da economia local) do absurdo lockdown que tivemos desde março.

  3. Quando estava rolando a campanha, ninguém falou em covid, políticos correndo atrás de votos, pessoas indiferentes sem máscaras em reunioes partidárias para montar estratégias para arrumar votos, ninguém falou nada.
    Agora estão tentando tampar o sol com a peneira.
    Eu vi multidões de pessoas fazendo reuniões uns nos cangotes dos outros e agora o próprio povo é que leva o raio.
    Como sempre, tudo pelo dinheiro.

  4. Engraçado será que na época da campanha política ninguém pensou nisso?! Algum candidato foi punido por ter levado multidões as ruas trabalhando sem máscara entregando santinho né ido na casa dos outros, agora querem fechar tudo como se fosse adiantar algo. Isso é a fatura da campanha política que está chegando de todos os lugares.

  5. ATENÇÃO! Vejam que o número total de infectados em Macaé, 10.600 pessoas, equivale à expressiva taxa de 4 % da populacão, e não ao valor 0,04 % erradamente postado em um dos comentários acima, que seria 100 vezes menor (106 pessoas) e só assim seria um número a ser considerado “desprezível”!

  6. Antes da pandemia o hospital ahpm ja era uma vergonha em atendimeto e sempre muito lotado muita jete nem chega i pr o quarto morre nocorredor,a doença existe e um fato mais tem muito jogo nessa historia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here