Programa federal quer estimular exploração de bacias como a de Campos, com 25 anos de produção 
“A revitalização de campos marítimos maduros, que já são explorados há alguns anos, vai gerar muitos novos empregos na região Norte Fluminense”. Foi o que afirmou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Leonardo Soares, durante o lançamento do Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar), do Ministério de Minas e Energia (MME), nesta quinta-feira (11/3).
Ainda há muito óleo para ser extraído nesse tipo de ativo, que já possui reservatórios descobertos e infraestrutura instalada, o que pode atrair empresas nacionais e internacionais de todos os portes – explicou Soares.
O secretário lembrou que, desde 2015, os municípios de Campos e Macaé perderam 50 mil empregos em diversos setores, devido à política de desinvestimento da Petrobras na Bacia de Campos.
Essa é uma oportunidade para a região recuperar esses empregos.
O programa federal foi lançado em um evento online, realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e contou com a participação do Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e de representantes da ANP, parlamentares e membros da indústria.
Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), 66% dos campos de petróleo brasileiros são considerados maduros. A produção da Bacia de Campos, por exemplo, já tem mais de 25 anos e vem se reduzindo a uma média de aproximadamente 9% ao ano.
A nossa expectativa é que, através de debates e estudos, sejam encontradas saídas para estimular esta exploração. A existência de um programa federal já é sinal de que o Estado brasileiro entende que é possível gerar mais riqueza através destes campos, o que reflete na criação de empregos e renda para a população e um desenvolvimento regional importante. – afirmou Leonardo Soares.
Dados da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo mostram que no Brasil só se recupera 24% das riquezas minerais que ficam abaixo de um poço, enquanto que no mundo esta média é de 35%. Segundo especialistas, a cada 1% a mais de óleo recuperado são gerados R$ 16 bilhões em royalties e R$ 26 bilhões em novos investimentos.
Os números mostram que ainda há um grande potencial a ser explorado em nossos campos, o que poderá beneficiar municípios como Campos, Macaé e Rio das Ostras. Além disso, esta revitalização pode gerar um importante desenvolvimento tecnológico para a indústria do petróleo durante a busca pelo maior aproveitamento dos campos – argumenta Soares.
Por determinação do governador em exercício Claudio Castro, a secretaria de Desenvolvimento Econômico já tem atuado para atrair cada vez mais empresas para o estado, principalmente para a região Norte Fluminense.
Os investimentos no Porto do Açu representam uma grande chance para reindustrialização do estado a partir do gás natural e da revitalização dos campos maduros – conclui Soares.

1 COMENTÁRIO

  1. A revitalização pode manter o emprego no primeiro momento da implantação mas gerará desemprego posteriormente. Explico. O Campo de Marlim chegou a ter mais de sete unidades marítimas. Após a revitalização vai ter duas, logo sumirá o resto, isto é, menos cinco unidades, mais desempregos. Além do fato que todos estão contando com ovo dentro da galinha. Pela diretrizes do Bozo e da Petrobras atualmente, estas novas unidades serão foras e não geraram empregos no Brasil. A retirada e instalação de linhas é feito fora de Macaé. As novas ANMs vem de fora e assim por diante.

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