Foram 11 os candidatos a prefeito nas eleições que ocorreram no dia 15 de novembro, mais 11 candidatos a vice-prefeito, e mais de 450 candidatos a vereador, enfrentando uma “guerra” atrás de votos para ser o representante da sociedade no poder executivo e no poder legislativo.

Antes das eleições, ou, na pré-campanha, antes das convenções partidárias, primeiro passo para consolidar o registro das candidaturas, todos, indistintamente, conheciam as regras do jogo. Sabiam, de antemão, o que iriam enfrentar, numa disputa considerada renhida, em razão de muitos interesses, primeiro deles o poder, e depois, os outros menos republicanos mas que, para a atual conjuntura, e considerando que a Justiça Eleitoral não conta com um efetivo capaz de combater as possíveis fraudes que sempre são registradas, acabam conhecidos pelo boca-a-boca que se instala num período emotivo, mas ninguém prova nada e quem vai ficando desacreditada é a fiscalização, incapaz de lavrar um flagrante e gerar um processo para condenar algum suspeito. Dito isso, iniciado o período de registro, vem o prazo de impugnação.

Como na legislação eleitoral o rito é sumário, e as decisões têm prazos curtos e pequenos, existem aqueles que, mesmo sabendo que é ficha suja, mesmo sabendo que deve à Justiça, mesmo sabendo que corre o risco de ser impugnado, mesmo sabendo que peitando a Justiça estará enganando o eleitor, arma-se um circo e no picadeiro, o candidato faz promessas mirabolantes, e dizem que há até compras de votos, como denunciado numa live realizada terça-feira. Mas, concluído o processo e o Tribunal Superior Eleitoral homologando os resultados, oficialmente, caberia a quem se sentiu prejudicado, ingressar na Justiça para reverter a situação. Mas, duvida-se que algum dos concorrentes, consiga provar alguma coisa contra a Justiça. Não adianta chorar porque, agora, para mudar, só daqui a quatro anos, ou seja, em 2024.

Nem vela.

Mas é assim que a banda toca e todos saem de uma “sangrenta guerra” de acusações, para minutos depois, conhecidos os resultados, lamentar o que não fez e poderia ter feito, apesar de conhecer bem a regra do jogo. Então, acender vela… para quê? Os “defuntos” acabaram enterrados pelos eleitores que não esquecem tão fácil como podem alguns caciques imaginar. Imagina se em todas as eleições (quando o candidato já tem quatro mandatos e quer mais um), um grande amigo e cabo eleitoral, se julgar importante por ajudar a eleger o cidadão, resolve peitar e se tornar candidato, virando adversário. Foi o que se viu muito nesta eleição.

“Eu tenho um grande amigo, fiz tudo por ele, dei tudo para ele, duvido que ele me abandone”. Um candidato, nunca deveria pensar desta forma porque passado o período, perdeu o dinheiro, perdeu o amigo, e não adianta acender vela para o santo porque não tem volta. Sem necessitar citar o nome porque todo mundo sabe quem é a figura, como pode um cidadão que já foi vereador, já foi vice-prefeito, já foi candidato a deputado federal, não conseguir se eleger vereador, quando não há coligação partidária? Cadê o prestígio eleitoral do cidadão?

E assim aconteceu com o PT que teve um candidato que “vendeu” sonhos que nem no mundo da fantasia acontece, para chegar ao poder. Presunção demais? Não, apenas uma maneira de iludir o eleitor que ainda acredita em histórias da carochinha, embora nem os candidatos hoje acreditam nas suas forças, fazendo enorme esforço para impulsionar as imagens na internet porque acreditam que as redes sociais são a bola da vez. Não é bem assim que a banda toca e, com certeza, serviu de exemplo para alguns. Agora, que na próxima eleição, os candidatos sejam mais sensatos e enganem menos o eleitor que tem acesso aos dados pessoais de cada um, na era da internet, em que o TSE mostra as vísceras de cada um. Tudo com muita transparência.

PONTADAS

Faltando dois dias para as eleições de domingo passado, Dr. Aluízio, vestido num jaleco verde, parecendo estar no trabalho, fez seu último apelo, quase patético, pedindo votos para Welberth Rezende, “o único com condições de administrar a cidade de maneira capaz, sem dívidas e com as contas em dia”. Ali ele garantiu também a eleição de Chapeta como vice.

________

Passados quatro dias das eleições, o covidímetro que estava com o ponteiro apontado para o verde, subiu para o amarelo. O próprio prefeito postou que apenas em um dia, foram confirmados 245 novos casos de Covid-19, e o estado é de grande preocupação. Não se duvida que ele, embora tenha prometido que não, decida decretar a paralisação de algumas atividades laborais.

_______

Na próxima semana, alguns jornalistas que acompanham com lupa a vida dos candidatos, vão começar a buscar no portal da transparência do Tribunal Superior Eleitoral, onde foi parar o dinheiro de sobra da campanha. Alguns ficaram com dívidas, mas outros, que concorreram com sede ao pote, ou ao orçamento de R$ 2 bilhões por ano, tiveram saldo significativo.

______

Até domingo.

1 COMENTÁRIO

  1. Não adianta chorar mesmo. Apareceram um monte de oportunistas do mesmo naipe e o que ganhou , ganhou por uma questão de quirera simplesmente. Tenho certeza se o segundo, terceiro ou quarto colocado tivesse abandonado a candidatura a história seria outra. Quanto a vereadores , teve uma boa renovação apesar de alguns das antigas ainda sobreviveram com os votos de locais bem localizados.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here