Apenas um rabecão atende sete municípios vizinhos de Macaé e tem causado várias indignações na cidade - Arquivo

Idosa de 69 anos morre atropelada no ponto de ônibus e corpo demora quase cinco horas para ser removido para o Instituto Médico Legal de Macaé

Os municípios localizados nas proximidades de Macaé sofrem com uma situação há anos, no mínimo, inusitada, e que aumenta o sofrimento de muitas famílias: a demora no recolhimento de corpos de vítimas de crimes ou acidentes na Baixada Litorânea e Norte Fluminense. O problema é que todo o trabalho da perícia médica é realizada no Instituto Médico Legal (IML) de Macaé, e apenas um (1) rabecão fica centralizado no 9º Grupamento Bombeiros Militar (GBM), que atende uma área grande e não consegue dar conta da alta demanda de ocorrências.

Na manhã de última terça-feira (17), por volta das 9h15min, a idosa de 69 anos, identificada como Neusa Francisca da Conceição, morreu após ser atropelada por um caminhão,na RJ-106,próximo o Estádio Cláudio Moacyr, na Barra de Macaé. Neusa estava no ponto de ônibus, aguardando o transporte coletivo, passou mal , desmaiou e caiu na rodovia. No momento da queda, um caminhão trafegava no local e não conseguiu reduzir a velocidade e passou por cima da cabeça da idosa, que morreu na hora.

Diante de um forte calor que marcava quase 35 graus, o corpo da idosa permaneceu no asfalto quente por quase cinco horas, onde o rabecão chegou no local por volta das 14h.

Presenciar a perda de um parente ou amigo de forma violenta é ruim, pior ainda é ter que esperar, na maioria das vezes, quase a metade do dia para remover o corpo da vítima. Tudo isso porque o 9º GBM de Macaé, conta apenas com um rabecão para atender sete municípios, entre eles, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Macaé, Quissamã, Carapebus e Conceição de Macabu. Há anos o caso vem sendo tema de discussão entre polícia, população e políticos.

Anos atrás a remoção de corpos era de competência da Polícia Civil, e com tempo depois passou para o Corpo de Bombeiros e que a responsabilidade está sob o comando da assessoria de comunicação da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Entenda o caso da demora

A lentidão na chegada dos peritos não se dá apenas pela carência de profissionais e veículos. Quando ocorre a morte, o Corpo de Bombeiros é o último a ser informado: primeiro, ficam sabendo as polícias militar e civil, que solicitam a perícia. Quando o fato é noticiado, o trabalho dos Policiais militares é preservar a cena do crime ou acidente até a chegada dos peritos criminais da Polícia Civil.

Quanto maior a demora, mais difícil é manter a cena do crime intacta, o que atrapalha o trabalho. O que precisa ser feito rapidamente é a perícia no local da morte. Fatores externos, como a chuva, podem atrapalhar a conservação das pistas.

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here