Segundo um morador, denúncias já foram feitas na prefeitura. Proprietário teria capinado o terreno na época para acumular mais sucata, exposta ao calor e a chuva - Eu leitor, o repórter

Segundo eles, área particular estaria sendo utilizada como depósito de sucata ao ar livre, situação que pode contribuir com a proliferação de doenças para a população

Com medo das doenças provocadas pelo Aedes aegypti, entre elas a Dengue e a Chikungunya, moradores da Praia Campista procuraram o jornal O DEBATE essa semana para denunciar um terreno baldio que estaria servindo de criadouro não só para o mosquito, como também para outros tipos de pragas, como ratos e baratas.

Segundo um morador, que pede sigilo da sua identidade, ele e os vizinhos estariam sofrendo com o problema há bastante tempo.

“O dono desse terreno acumula sucata. Isso já acontece faz alguns anos e o mato já está mais alto que o muro em alguns pontos”, relata.

Nas imagens enviadas a nossa equipe é possível ver vários tipos de materiais abandonados ao tempo em meio ao matagal. A área denunciada é cercada por muro.

O morador diz que o caso já foi denunciado nos órgãos competentes, mas até hoje a situação segue a mesma.

“Já denunciamos na prefeitura, mas o proprietário limpou o mato e seguiu acumulando mais material, que está sendo destruído pelo sol e pela chuva. Sei que essa situação é recorrente na cidade e aqui mesmo, na Praia Campista, temos pelo menos mais dois ou três terrenos nas mesmas condições”, diz.

Por ser um problema de saúde pública, os moradores temem estar vulneráveis por conta disso. “A incidência de doenças relacionadas a mosquito tem crescido a cada ano. Com certeza, o descaso dessas pessoas é um agravante e o impacto é principalmente na população mais carente”, alerta o morador.

Lembrando que a prefeitura segue com as ações de combate ao Aedes aegypti na cidade. Equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estão fazendo essa semana um mutirão no Miramar. Os agentes de endemias visitam os imóveis e conversam com a população alertando sobre os cuidados necessários, além de aplicar larvicidas em possíveis criadouros e focos.

Vale ressaltar sempre que o combate ao mosquito é um dever não só do poder público, como de todos. Mais de 80% dos focos do Aedes estão dentro de casas ou áreas particulares.

Diante disso, dedicar apenas 10 minutos por semana pode ajudar a combater a dengue e mudar esse quadro, principalmente no verão quando a combinação de chuvas e altas temperaturas se tornam o ambiente favorável para o inseto se procriar.

Como o mosquito se prolifera na água parada, seja ela limpa ou suja, algumas medidas simples no dia a dia podem evitar a formação de criadouros para ele. Entre as dicas estão: não deixe água da chuva acumulada sobre a laje; mantenha fechados os depósitos de água como caixas d’água, tonéis e barris; encha de areia até as bordas os pratinhos de vasos de plantas; guarde garrafas viradas de cabeça para baixo; guarde pneus e outros objetos que podem acumular água tampados e em locais cobertos; coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira fechada. Não jogue o lixo em terrenos baldios.

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