Mesmo com os agentes militares dentro das comunidades e bairros de Macaé, o clima de segurança se torna intenso, pois existe aumento de registro de tiroteios entre facções criminosas. Divulgação

Nos primeiros três dias deste mês, Macaé contabilizou três assassinatos e seis tentativas de homicídios, que para a polícia essas execuções estão ligadas ao tráfico de drogas

Após o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro divulgar que o número de assassinatos ficou estagnado em comparação – de maio e junho deste ano, porém, 2020 apresentou aumento de homicídios em relação ao ano passado -, este mês de julho começou intenso para a segurança pública da cidade que, até sexta-feira (3), registra três mortes e seis tentativas de homicídios, nos três primeiros dias do mês.

Os dados do ISP são compilados no indicador letalidade violenta, que inclui homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e homicídios por intervenção de agentes do Estado.

No dia 1º, um jovem de 18 anos, identificado como, Phillipy Lucas Menezes Pereira, foi executado a tiros por volta das 8h40 da manhã, na Rua E-17, no bairro Novo Horizonte. O rapaz não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Até o momento ninguém foi preso.
No segundo dia do mês, por volta das 15h30min, – dois jovens, um deles identificado como Gabriel Silva de Lima, de 18 anos -, morreu durante um intenso tiroteio, no bairro Parque Aeroporto. Um outro rapaz ainda não foi identificado. Ainda nesse confronto, mais cinco jovens foram baleados e socorridos com vida para o Hospital Público de Macaé, que seguem internados em estado grave.

Phillipy Lucas Menezes Pereira e Gabriel Silva de Lima, ambos de 18 anos, foram assassinados a tiros nos bairros Novo Horizonte e Parque Aeroporto – Arquivo

Não é de hoje que Macaé enfrenta esse tipo de violência tão assustadora. De 2011 a 2012, a Polícia Militar instalou bases de policiamentos nas três comunidades consideradas violentas – Malvinas, Nova Holanda e Lagomar -, que antes da instalação a PM não conseguia entrar nessas localidades por conta dos traficantes. Anos atrás, a violência era disparada, porém, ainda a muito o que se fazer, pois a migração de traficantes após a instalação de Bases Comunitárias de Segurança tem se tornado frequente. Cabe à polícia fazer sua readequação. Boa parte dessas bases foi instalada em locais onde o tráfico era forte. Hoje, houve uma redução significativa nessas localidades, que antes era o tráfico que ditava as regras e não existia um canal aberto de denúncias entre moradores e a segurança pública.
Mesmo com os agentes militares dentro das comunidades e bairros de Macaé, o clima de segurança se torna intenso, pois existe aumento de registro de tiroteios entre facções criminosas.

No mês passado, a comunidade das Malvinas foi surpreendida por bandidos de uma facção da capital que acabou se instalando na cidade de Rio das Ostras. Com a permanência desses criminosos na Baixada Litorânea, esses bandidos tentam se instalar em Macaé e, constantemente, passam de carros e efetuam vários tiros contra os bairros e comunidades, que são dominadas por outras facções.

Invasões de bandidos e taxa de homicídio crescente, aumento nas apreensões de drogas e armas pesadas tornaram-se rotina na vida de quem mora em Macaé.

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