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Dr. Joel Passos, atuante na linha de frente, destaca a importância da testagem em massa entre os bairros

Apesar de liderar o ranking entre as cidades do interior do estado do Rio de Janeiro, Dr. Joel Tavares Passos, médico macaense, diz que o poder público agiu precocemente e de forma correta a fim de conter desde o início, a pandemia do COVID-19 em Macaé.

Registrando 3.674 casos confirmados por coronavírus conforme boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (6), o Presidente da Sociedade de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro, Especialista em CTI pela Sociedade de Terapia Intensiva Brasileira e Coordenador Médico dos CTIs do Hospital Unimed Costa do Sol, pontua que o aumento do número de casos é reflexo da testagem em massa em alguns bairros do município.

“Em uma pandemia o número de casos aumenta quanto mais testes forem feitos. Se testam pouco, teremos poucos casos confirmados, se testam muito, muitos casos teremos. Existe uma expectativa de que, quanto mais testes, mais casos confirmados, mais casos imunizados e, consequentemente, menos casos no futuro. O percentual é que, a partir dos testes, se começa a diminuir a transmissão, visto que não tem para quem transmitir, já que uma grande parte adquiriu a doença. Isso faz todo sentido na lógica e o porquê do isolamento social”, esclarece.

Segundo Dr. Joel, quando se deixa as pessoas em casa, teoricamente, não é uma coisa boa porque se deixa de ter essas pessoas já contaminadas e, com isso, prorrogará a pandemia por muito tempo. O problema é que quando se abre tudo, muitas pessoas são contaminadas simultaneamente e o número de pessoas que chegam aos hospitais públicos e privados, chegam numa quantidade além da capacidade da rede hospitalar e ambulatorial.

“Esse ‘prende e solta’ tem essa lógica: prendeu na fase de pico, enquanto está crescendo vai acontecer realmente as infecções, mas será um número suportável para a rede hospitalar atender, daí quando abre, aumenta essa quantidade e preenche mais leitos de ocupação ocasionando o fechamento. Assim se consegue manter uma rede hospitalar em condições de atender toda população sem colapsar”, ressalta.

De acordo com o médico, a cidade manteve um tempo razoável quanto às redes hospitalares, dentro de limites bem seguros de atendimento. “Na pública, jamais ultrapassamos os 70%, o que nos trouxe a segurança e tranquilidade de atender a todos sem atropelos, sem precisar de nenhum tipo de heroísmo ou ter argumentos diferentes dos usuais e sem nenhum hospital de campanha. Acho que o município se preparou e a rede privada também. Posso falar isso pela Unimed, nos preparamos desde março e dividimos nosso hospital em setor de COVID e o não COVID. Planejamos essa ocupação ao longo do tempo e sempre estivemos à frente. Durante todo o período deu para atender com presteza, tranquilidade e qualidade a todos que nos procuraram. Felizmente esse planejamento foi adequado e cumpriu o papel de uma unidade hospitalar”, avalia Dr. Joel.

Vale lembrar que o objetivo da testagem em massa é mitigar a disseminação do vírus no município, conhecendo o perfil dos contaminados e a porcentagem entre as regiões. Por meio de sua conta no Twitter, o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio, no último sábado (4), informou que mais de 13 mil pessoas foram testadas e, nesta segunda-feira, a ação acontecerá nos bairros Malvinas, Nova Esperança e Nova Holanda.

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