A artista Marianna Ladeira apresenta uma trajetória de dedicação e amor à arte, galgando os degraus do sucesso

Um talento que cresce e se transforma a cada dia, a cada fase e a cada nova descoberta. Logo que abriu os olhos para o mundo buscou a Faculdade de Belas Artes, onde cursou na UFRJ, como brilhante aluna. E o brilhantismo vem abrindo os seus caminhos no cenário artístico.

Trata-se da artista Marianna Ladeira, que apresenta uma trajetória de dedicação e amor à arte e à cultura, galgando os degraus do sucesso, que é viver da arte, como ela mesma gosta de declarar.“Recentemente, ela conquistou um prêmio internacional, ao assinar como Diretora de Artes e figurino de um clipe sob o título ‘Amigos da Onça e Beija-Flor’, que venceu o primeiro prêmio no evento Los Angeles Internacional Music Vídeo Festival (LAMV) 2020. O clipe é do bloco carnavalesco carioca Amigos da Onça, onde Marianna integra esse coletivo.

“Esse prêmio me fez refletir que realmente a competição não me diz muito. Fala que meu trabalho está num bom caminho, porém o mais importante é viver da arte e levar as minhas mensagens divertidas e positivas aos outros, porque através da arte o amor pode contagiar às pessoas com alegria, acrescentando um mundo fantástico, como os Amigos da Onça, que criou um mundo escalafobético onde tudo é possível, onde onças dançam e beija-flores sobem em perna de pau, visando arrancar risadas das pessoas e fazer um cotidiano mais feliz”, declarou a artista.

Nasce uma artista

Desde muito pequena, a arte tomou vulto em sua vida e passou a ocupar o primeiro plano em seus dias. Com o passar do tempo, a menina alegre passa a apresentar uma carreira artística sólida, pautada pela dedicação e repleta de grandes desafios e enormes realizações, tendo estrelado nos palcos das artes plásticas.“Com a pandemia, Marianna fecha temporariamente o seu atelier se fecha em seu apartamento entre telas e tintas. E de pincelada em pincelada, ela foi se descobrindo como pintora, entrando numa fase de pintura em acrílica sobre tela, ao expressar tudo que acumulou durante anos, e tudo que vivenciou e experimentou em outras áreas artísticas, como teatro, TV, cinema, companhia de dança folclórica , atuando como figurinista, cenógrafa, diretora de arte de carnaval, entre outras.

Paixão pela arte

O amor à arte está no seu DNA. Desde criança, aprendeu técnicas de artes com pessoas da família, como bordado, pintura, costura. E a partir daí, nas escolas Castelo e Módulo, onde estudou, ela se envolveu com o teatro, fazendo o figurino, a cenografia das peças teatrais e interpretando. “Vi ali que poderia ser o meu ofício”, contou informando que estudou outras técnicas como o desenho. “Aos 8 anos de idade tentei vender os meus desenhos em preto e branco com a ideia de que as pessoas os pintassem. Fiz o curso com Daniel Azulay”, lembra. E explicou que quando viu essa possibilidade como ofício, decidiu fazer a Escola de Belas Artes para fazer roupa para teatro.

Mas quando entrou na EBA para fazer Indumentária, abriu-se um mundo novo para mim. Estudei tudo sobre arte, desde construção de objetos, escultura, muita aula de desenho, abrindo o meu olhar sobre tudo que envolve a arte e as ferramentas que a arte obtém”, completou.

Uma importante experiência teve Marianna com um curso de desenho budista na Nova Zelândia por dois meses, onde seu traço foi aprimorado e ficou mais seguro. Logo após retornar, entrou para dois projetos, a companhia folclórica de dança da UFRJ ficando 3 anos e o projeto UFRjmar, onde trabalhou, durante 8 anos como professora de Artes, Geometria e Teatro da UFRJ. Inclusive ela fez parte da Escola de Pescadores de Macae, que funcionava no Iate Clube.

Nova fase da artista

A pintura é um novo momento de minha vida. Ela possibilita a minha maior vontade, que é poder trabalhar em qualquer lugar do mundo, inclusive em Macaé”, frisou Marianna, informando que saiu de Macaé para estudar no Rio de Janeiro aos 17 anos e não voltou mais. Mas agora está abrindo a possibilidade de retornar às raízes.

A artista explica que os temas de suas pinturas são mais intensos ligados a mulher e a sexualidade, como forma de estimular às mulheres a se reconhecerem, através de sua arte, e se colocarem como protagonistas de suas histórias, sempre no sentido de valorização feminina.

Além disso, é uma forma de me reconhecer como mulher no mundo atual, buscando a auto-estima. Meu trabalho é potencializar a mulher e não contra os homens”, disse.

Próximos desafios

Marianna revela que seus sonhos não voam muito alto Ela almeja simplesmente o sucesso de poder viver da arte. “E eu consegui esse sucesso de viver da minha arte, através da produção e direção de figurino para cinema e teatro, tornando-o conhecido. A partir daí, meu novo desafio é conseguir continuar me sustentando, como ocorreu outro dia, quando fiz uma quadro para um comercial, me senti mais segura, e me abriu um novo horizonte”, esclareceu a artista.

E acrescentou: “o desafio é justamente é que quero a minha vida mais simples, me conectar mais com a minha existência, ter vida mais saudável e assumir a missão que escolhi”. Marianna concluiu afirmando que a sua meta do momento é realizar exposições em diversas cidades brasileiras e depois partir para carreira internacional.

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