Depois de viver durante os últimos tempos às voltas com a Operação Lava-Jato, desde a prisão do doleiro Alberto Yousseff, começou a ser puxado o fio do carretel que ainda tem muita linha para sair. Uma série de ações desencadeadas pela Justiça, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, desde 2014, revelou uma enorme teia da corrupção, principalmente na Petrobras, que de gigante se tornou um pingo no oceano, com os operadores de vários segmentos empresariais e políticos revelados e que deixavam todos atônitos a cada divulgação diária dos fatos. O rombo nos cofres públicos foi tão grande, mas tão grande, que quase não dá para acreditar que os representantes do povo estavam – e alguns ainda continuam – sugando o dinheiro que daria para fazer deste, o país das maravilhas. As ações no Supremo corroborando com as investigações mexeram e mexem com poderosos do colarinho branco que, pela primeira vez na história, acabaram atrás das grades e, para lembrar que a ação vale para todos, até o ex-presidente Lula está em cana. Não se sabe até quando, mas está. No meio desta semana houve a expectativa de que as investigações poderiam tomar outro rumo com a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que as informações da Odebrecht não poderiam ser usadas nos processos contra Lula, principalmente nos processos do Sítio de Atibaia e do Instituto Lula, revelados pelo empresário Marcelo Odebrecht que, vendo o sol nascer quadrado durante algum tempo, resolveu revelar toda a trama, respingando lama para todos os lados. Até que haja uma reação – o que por certo acontecerá – pelo plenário do STF, os “bobos da Corte” acreditam que estão livres de críticas. Mas quando a Polícia Federal informa que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palloci, concluiu sua colaboração premiada que agora deverá ser homologada pela Justiça, o chão começou a tremer outra vez para quem acha que está escapando da Justiça. Agora, é só aguardar e acompanhar os episódios do que foi revelado.

O tempo passa, voa…

Há 42 anos, exatamente no dia 1º de Maio de 1976, tendo como palco o salão de eventos da histórica Sociedade Beneficente Musical Nova Aurora, e dentre as autoridades presentes, o deputado Claudio Moacyr, vereador Venício de Oliveira, Professor Alvaro Bastos então membro da Academia Macaense de Cultura, dentre outros convidados, foi lançado oficialmente o jornal O DEBATE, quando o município tinha 2.097 km², e como principais distritos, Carapebus e Quissamã, até então fortes redutos eleitorais que mexiam com o tabuleiro de xadrez político. Foi um ato solene simples, mas que passou para a história e pela história recente do município, registrando os principais acontecimentos, dentre os quais, a instalação das unidades da Petrobras e empresas de apoio em Macaé, tornada Capital Nacional do Petróleo. A periodicidade mantida e com enorme credibilidade, o jornal O DEBATE, que se tornou o primeiro jornal diário na história do município, conseguiu atravessar todos esses anos na prática se transformando também numa verdadeira escola de jornalismo e principal porta-voz da população, abrindo oportunidades para muitos profissionais que se dedicaram a fazer o registro dos fatos. Inicialmente impresso na Editora Esquema do jornal A Tribuna em Niterói, adquiriu os equipamentos gráficos – linotipos, tipos móveis, impressora, e outros materiais – instalando como sua segunda sede uma das lojas do Sindicato dos Ferroviários de Macaé, no bairro Visconde de Araújo. Depois, mudou para a Rua Julio Olivier 260, sede própria, ampliando o parque gráfico e onde foi instalada a primeira rotativa e aumentando a tiragem. Em 2001, inaugurou outra sede própria, na Rua Benedito Peixoto, 90, e com a rotativa Goss Comunity, proporcionou aos leitores a impressão em cores, até 2008, quando outra vez construiu o Parque Gráfico na Rodovia do Petróleo, na Virgem Santa, inaugurando a rotativa Citilyne Express, de tecnologia alemã, e capacidade para imprimir cadernos de até 16 páginas standard ou 32 tabloide com tiragem de até 35 mil/hora. Mas, na década passada, o mundo mudou com a internet e, hoje, também construindo e atualizando sua plataforma digital, O DEBATE se prepara para dar um novo presente a Macaé, possibilitando que todos tenham e leiam o jornal, na palma da mão. Na próxima terça-feira, 1º de Maio, os leitores saberão mais. Puxa, como o tempo passa, voa…

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PONTADAS

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O vereador Marcio Bittencourt, que lançou a irmã como pré-candidata a deputado estadual, por outro partido, reclamando do MDB, vai enfrentar nas eleições de outubro, o seu aliado e prefeito Dr. Aluizio que, a rádio corredor informa, tem compromisso para garantir a eleição dos irmãos Picciani, um para deputado federal e outro para estadual. Pelo visto, vai ser uma “briga” boa para mostrar quem tem mais voto e, prestígio.

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Depois de cinco anos após ser implantada a tarifa de 1 Real para as linhas urbanas, pagando alto subsídio à SIT que daria para construir creches, escolas e até colocar o VLT para andar na linha, o prefeito decide que vai mudar a regra. Só pagará 1 Real a quem residir em Macaé. Os “de fora”, ficarão de fora e vai aumentar o faturamento das empresas. Tudo depois que ele resolveu não entregar o cargo para o vice e ser candidato a deputado para ganhar foro especial.

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Sexta-feira foi dia de posse solene na Câmara Municipal. Pelo menos por algum tempo, até que a Justiça resolva o caso de dois vereadores afastados, o radialista Robson Oliveira assumiu o cargo com expectativa de permanecer durante o período da legislatura. Ele não decidiu, ainda, se vai ter o nome lançado como pré-candidato a deputado estadual ou federal, como o PSDB gostaria.

 

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