A falta de receita ampliou as dívidas e o remédio amargo foi encerrar as atividades

Estabelecimentos de hotelaria sofrem as consequências da pandemia que diminuiu a procura de reservas até por operadoras

“Não está fácil para ninguém. O cenário não é dos melhores e a perspectiva de suportar a crise até que o turismo possa abrir as portas para incentivar o setor hoteleiro ainda vai depender não só da retomada da economia, como também de novas ações que possam atrair turistas para Macaé, não só na área de negócios, com a realização de eventos empresariais, como no turismo de lazer, incentivado pelo poder público”. Esta foi a resposta de um gerente de hotel em Macaé que este mês está encerrando as atividades e, a partir de segunda-feira (23), não terá mais ocupação com hóspedes de empresas ou particulares.

Com as atividades iniciadas em 2004, o Hotel Personal, situado no centro da cidade próximo ao terminal rodoviário, um prédio com dez pavimentos e 80 apartamentos, vem desde 2014 sofrendo com a falta de ocupação, desde o início da crise econômica com a queda do dólar que atingiu em cheio o mercado de petróleo e gás. Os muitos estabelecimentos, incluindo as pousadas, por falta de ocupação, sem receita e com dívidas, mesmo recorrendo a bancos para tentar evitar o fechamento, ao contrário, contribuiu muito para que, pelo menos 28 estabelecimentos encerrassem as atividades.

“Os impostos federal, estadual e municipal, e taxas de energia, gás e água, dentre outras despesas como pagamento dos colaboradores e o alto custo para manutenção, impactou a atividade hoteleira e não está sendo possível honrar os compromissos também com os credores”, disse o gerente do Hotel Personal, Carlos Froes, que tem grande experiência no setor. Conhecendo a situação em toda a região passando por Cabo Frio, Armação dos Búzios e atingindo fortemente Macaé, principalmente depois de instalada no país e no mundo a pandemia do Coronavirus, “está impossível manter as atividades, razão que nos leva a fazer a rescisão de todos os funcionários que ainda estavam trabalhando até a semana que passou”, disse ele, lamentando que outros hotéis estão passando por sérias dificuldades.

Para o presidente do CV&B, Guilherme Abreu, ainda resta a esperança das ações conjuntas que vêm sendo adotadas pela entidade junto aos governos estadual e municipal para criar planos para o setor turístico, a fim de tentar recuperar o mercado, situação que não deve acontecer a curto e médio prazo.

O Hotel Personal, antes da crise do petróleo iniciadas nos anos 2014/2015, chegou a ter em seu quadro mais de 50 empregados e encerra suas atividades agora porque não há receita para suportar as despesas que são elevadas, contando ainda com uma enorme dívida contraída com bancos e fornecedores, além de impostos e taxas, consideráveis quase impossíveis de serem honradas, dependendo de negociação futura, finalizou o gerente.

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Errado. Os anos 2014/15 foi de consolidação da Lava Jato. Após o governo Temer o Lava Jato virou instrumento político para destruir o PT. Para destruir o PT era destruir Petrobras, Banco do Brasil, CEF, Correios, etc. e destruir o pais se necessário fosse. O povo [e mero detalhe. A LJ provocou 700.000 desempregados ate 2017. Macaé sem prefeitos visionários ms incompetentes não sentiram a grande ameaça. Destruição da Petrobras é a destruição de Macaé. Neste mês a Petrobras consolidou a venda do polo de Marlim. Isto significa mais desempregos para Macaé. O futuro é negro para a cidade. Mais hotéis fecharam. Aguardem.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here