Karol Conka faz super show nesta quinta-feira em Macaé

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Por ser uma artista que se tornou uma figura e uma referência na luta e no empoderamento feminino e negro no Brasil, a rapper diz que faz questão de se manter frequentemente em contato com novos pensamentos.

O Teatro Sesi Macaé apresenta o show de Karol Conka, às 20h

A cantora Karol Conka lança em Macaé o esperado álbum “Ambulante”, terceiro de estúdio, lançado alguns anos após o lançamento do seu trabalho fonográfico anterior o “Batuk Freak” (2012). O show acontece nesta quinta-feira (18) às 20h, no Teatro Sesi Macaé. O ingresso custa R$ 34 (inteira). A classificação etária é de 16 anos.

A capa do novo projeto traz a artista envolta de várias fitas do Senhor do Bonfim. O conteúdo traz faixas que remetem a vários estilos musicais e as letras trazem temas tradicionais comuns ao trabalho da artista, como: militância, protestos, conforto, superação e histórias que falam de amor.

Os ingressos já estão à venda na Bilheteria do Teatro Sesi Macaé, que fica na Alameda Etelvino Gomes, 155 (Bairro Riviera Fluminense).

No ar à frente do Superbonita, do canal GNT, Karol Conka afirma que adora a oportunidade de estar na televisão ao mesmo tempo em que se dedica à carreira musical. “É uma experiência muito legal. É o tipo de experiência que me nutre, me faz explorar outros lados meus. Acho bacana quando o público reconhece esse lado plural”, revela.

‘Ambulante’

Karol Conka conta que ‘Ambulante’ reatrata aquele que se joga ao mundo sem medo, sem pudor, levando suas andanças a todos, sem distinção, suprindo necessidades que até mesmo quem as tem desconhece. É um refresco pra quem tem sede e nem sabe que tem. É a bica ‘do conteúdo que não faz distinção de quem vai beber. Está aí pronta pra servir ouvidos famintos em tempos de escassez de palavras.

A curitibana Karol Conka se define na faixa Kaça, música que abre o novo álbum da rapper, que já havia sido cantada pela artista em participação especial em show de Emicida em outubro do ano passado no Festival Melanina, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, no Eixo Monumental.

Começar o material com Kaça mostra um pouco da atmosfera do disco, que passeia por temas atuais e fazem parte do discurso constante da artista, como sexualidade, gueto, negritude e empoderamento feminino. “Além de passar informação, tento passar minhas experiências e meu aprendizado pra frente em forma de música. Eu produzo minhas músicas na intenção de levar conforto, força e experiência para as pessoas. Acho legal quando alguém se identifica com as minhas músicas e vem me dizer isso”, revela Karol Conka.

Lutas da rapper

Por ser uma artista que se tornou uma figura e uma referência na luta e no empoderamento feminino e negro no Brasil, a rapper diz que faz questão de se manter frequentemente em contato com novos pensamentos. “Procuro sempre me cercar de pessoas admiráveis, de me nutrir de cultura, porque acho que para ser referência é preciso ter uma bagagem. Eu procuro sempre me reinventar, desde sempre, independentemente de ser artista. Vivo em constante movimento de evolução. Não teria graça se não fosse assim, se a gente não evoluísse a cada dia. Tenho essa força de vontade de evoluir”, classifica.

Karol Conka

Nascida em Curitiba (PR), dia 1º de janeiro de 1987, Karoline dos Santos Oliveira, mais conhecida como Karol Conka, é uma rapper, cantora e compositora brasileira, além de atriz, produtora, modelo e apresentadora. É conhecida por suas canções que exaltam a força da mulher na sociedade. Nasceu em uma família humilde e desde criança escrevia canções, muito inspirada por sua mãe, que escrevia poemas. Seu nome artístico surgiu por influência do seu pai, que sempre falava para ela dizer que seu nome era “Carol com K e não com C”. Decidiu passar para o papel, originalmente criando o “Conká”.

Aos 13 anos de idade já participava de concursos de dança contemporânea em sua cidade natal, ganhando alguns deles. Nesta época já sonhava em ser cantora. Aos 16 anos participou de um concurso escolar de rap e ganhou, e assim decidiu investir e se profissionalizar na área musical. Aos poucos foi construindo a sua carreira, ficando famosa por meio da internet, onde exibia seus videoclipes.

Iniciou sua carreira como rapper aos 17 anos, tendo conseguido cantar profissionalmente e realizar alguns shows. Em 2011, após ter disponibilizado algumas músicas no Myspace, Karol disponibilizou seu primeiro EP intitulado “PROMO”. Depois de algumas parcerias, entre elas com o rapper Projota, na canção “Não Falem!”, em 2012, ela encontrou Nave, que foi produtor de seu primeiro álbum “Batuk Freak”. Este foi lançado em agosto de 2013, tendo hits como “Boa Noite”, “Gandaia” e “Olhe-se”. O som casou perfeitamente com a sua proposta de fazer um rap com sonoridade universal, aliando batidas pesadas a timbres orgânicos, levando influências da música eletrônica, funk carioca, dubstep, reggae, r&b, soul e repente.

Em 2013, Karol recebeu sua primeira estatueta na categoria Artista Revelação, no Prêmio Multishow de Música Brasileira. Com o lançamento da canção “Tombei” com o grupo Tropkillaz, em 2015, ela voltou à premiação, vencendo a categoria Nova Canção. A música em questão ainda se tornou tema de abertura do seriado “Chapa Quente”, em 2016, estrelada por Ingrid Guimarães e Leandro Hassum. No ano seguinte, em 2017, a canção “Bate a Poeira”, do seu primeiro disco, se tornou tema da 25ª temporada de Malhação, subtitulada de Viva a Diferença.

A partir de sua trajetória, Karol Conka se consagrou como um dos grandes nomes do rap e do movimento feminista no país, fazendo shows no mundo inteiro. Parceira de grandes artistas conhecidos na música nacional, participa de diversos programas da TV brasileira e em propagandas como para a Caixa Econômica Federal, em 2016 e Vôlei Nestlé, em 2017.

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