Instituições de ensino se unem em ato contra bloqueio de verbas em Macaé

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Estudantes do IFF participaram da manifestação e realizaram um aulão na praça - José Eduardo Silva

Manifestantes se concentraram na Praça Veríssimo de Mello, no Centro, e realizaram um aulão e debates temáticos

Em diversas cidades brasileiras, estudantes, trabalhadores da educação e sindicalistas se mobilizaram nesta quarta-feira (15) para protestar contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e de institutos federais. Convocados por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), os atos também criticam a possibilidade de extinção da vinculação constitucional que assegura recursos para o setor e a proposta de reforma da Previdência.

Em Macaé, o ato ocorreu na tarde de hoje (15), na Praça Veríssimo de Mello, no Centro. Estudantes e professores do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM/UFRJ), do Instituto Federal Fluminense (IFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-Campus Macaé) e da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé (Fafima) se reuniram para um verdadeiro aulão em praça pública. Várias rodas temáticas foram discutidas e projetos desenvolvidos pelas universidades foram apresentados à população e estudantes.

Depois do anúncio dos cortes das verbas anunciadas pelo Governo Federal de 30%, pesquisas em andamento nas universidades macaense, como a cura do Mal de Parkinsson, está sob ameaça de ser paralisada.

O professor Rodrigo Fonseca, pesquisador no Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM/UFRJ), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-Macaé), falou da importância dessa iniciativa. Segundo ele, projetos que apoiam a ciência no interior são de suma importância para o desenvolvimento de municípios fora da capital. Ele cita como exemplos bem sucedidos o que acontece no estado de São Paulo, como Campinas, São Carlos, dentre outros.

“Entendo que um projeto dessa magnitude é um projeto de Estado, cuja construção é lenta e coletiva, e que deve ter a participação de toda a sociedade de Macaé. Algo que só pode ser atingido a partir da divulgação da ciência e das atividades de pesquisa na universidade. Tenho confiança que brevemente os Poderes Executivo e Legislativo e as universidades construirão juntos um projeto que contemple todos os setores da sociedade e que coloquem o conhecimento científico como motor do desenvolvimento socioambiental de Macaé e região”, disse Rodrigo.

Ele informou que em Macaé há mais de 500 professores com doutorado, técnicos administrativos e mais de 2.500 alunos de graduação e pós graduação. “Eles podem contribuir com o município tornando Macaé a capital do conhecimento no interior do Estado”, afirmou.

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